


Melhor em grande!
Ando por aqui. Pinto paredes. Gosto de ser pintora. Gosto da tinta, da tralha, das manhas do material, da rotina. Gosto de ver a parede vazia só para mim. Desenho e apago e desenho e pinto.

No fim-de-semana passado fomos a Carreço passear. Apercebemo-nos de que não estávamos sozinhos a ver o pôr-do-sol. Esta ave (alguém sabe identificá-la?) pousou num muro e ficou a observar-nos a mim e ao Bruno, frenéticos a tentar fotografá-la. Devia estar a rir-se de nós. Como é de esperar, tentei aproximar-me do passarito (bem grande e que levantava uma poupa quando eu falava com ele), primeiro para conseguir uma melhor fotografia, depois - e porque ele simplesmente não parava de olhar para mim, nem mostrava medo - para tentar ficar amiga dele.
Se eu tiver de escaldar a língua, escaldar mesmo, ao ponto de sentir as papilas gustativas inchadas durante dois dias... que seja com café, se faz favor. Que é para valer a pena.




Que gosto de todos os animais já todos sabemos. Gosto de aranhas, salvo moscas de afogamento, pego nas cobras que o gato caça, defendo os touros, choro só de ver elefantes, odeio gaiolas e aquários, daria mais e mais beijos a todos os patos e coelhos do mundo, não vou ao zoo, não vou ao circo, etc.. Mas ainda tenho aquele sentimento do "queria um pónei" (no sentido de gostar tanto tanto que até guardo o bichinho lindo numa montra, de tanto que gosto dele que o quero só para mim, no sentido de gostar tanto tanto do canto do canarito que até o condeno a uma perpétua, de gostar tanto tanto do leãozinho que até o enfio numa jaula de cimento). "Queria" um macaco, "queria" um golfinho e também "queria" um porco (um porco hei-de ter). Hoje desenhei este javali bebé como proposta para a próxima pintura e apaixonei-me por ele.