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7 de março de 2008
27 de janeiro de 2008
una visión más feliz de las cosas
Como é maravilhoso saber que há mais gente alucinada por aí. Não estou só.
Este anúncio leva-me às lágrimas de tanto rir.
Bom Domingo :D
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Bom Domingo :D
14 de setembro de 2007
rio até chorar
Há coisas que, inesperadamente, me fazem rir muito muito muito. Chorar de tanto rir. Estas duas têm em comum o Barry White. Admito que só tenham mesmo muita graça para quem adorava a Ally McBeal e para quem deteste telefonemas daqueles muito chatinhos em que nos impingem qualquer coisa que não queremos. Vou rir-me mais um bocadinho.
Este post do Vida de Casado, um blog que quase me faz cair da cadeira de tanto rir.
Este post do Vida de Casado, um blog que quase me faz cair da cadeira de tanto rir.
5 de julho de 2007
eu amo o jô soares
A primeira anedota é o que me fez pôr o vídeo aqui. A segunda, contei à minha avó e ela riu-se muito.
1 de julho de 2007
divertido
28 de maio de 2007
câmara lenta
10 de maio de 2007
já conhecem isto?
Dois rapazes completamente alucinados que ontem quase me mataram de tanto rir com a sua imitação dos Black Eyed Peas. Eles fazem versões em playback (diante de uma câmara) de músicas conhecidas.
Gosto muito de quem não se leva a sério. Ao pé deles eu sou uma mulher séria.
Gosto muito de quem não se leva a sério. Ao pé deles eu sou uma mulher séria.
27 de março de 2007
pesadelo com Shin Chan
O Shin Chan já me fez rir tanto que eu não consigo entender por que deixou de dar. Talvez por ser do género Ren & Stimpy, com demasiadas piadas para adultos. Eu fiquei absolutamente fã dos desenhos "mal desenhados", da mãe histérica, do guerreiro mascarado, do robot psicótico e, claro, da dança do tutuzinho. Os textos eram do melhor, as saídas do Shin, geniais. Eu chorava de rir mal ele punha o dedito no ar e gritava Mamacita!
Lembrei-me ontem do Shin Chan, ao ver num filme um carrossel demoníaco, daqueles que devem ter restos de vómito nos assentos. Tudo culpa da Cilu e do meu amor por ela.

Era Setembro, não sei de que ano. A Cilu fazia anos e estava chorosa. Ao fim do dia, toda a população de Viana City estava concentrada em Ponte de Lima, nas Feiras Novas. A Cilu meteu-se no carro comigo e perguntou onde íamos, ao que eu respondi às Feiras Novas e ela começou a chorar. Chorou por saber que eu estava a fazer um sacrifício por ela, de me meter no meio daquela gente toda, bêbedos e muita muita confusão que odeio. Mal sabia ela que viria aí o maior sacrifício que alguma vez fiz por ela, na vida.
Como eu tenho claustrofobia, nem se pôs a possibilidade de irmos para aquelas ruas estreitas em que a multidão se arrasta como um rebanho e leva tudo na frente. Então fomos para o lado dos velhos, isto é, para a zona dos carrosséis, farturas e barracas de jogos. Decidi ir atirar dardos aos balões e como tenho boa pontaria, ganhei o prémio. Podíamos escolher qualquer boneco e como estávamos indecisas entre o Shrek e o Shin Chan, eu escolhi o segundo (um boneco horroroso).
De seguida fomos aos carrosséis e a Cilu começou a pedinchar-me para que fossemos andar numa barbaridade de coisa que é um comboio montado em cima de uns carris em forma de V. Esse comboio sobe sobe sobe para trás a uma altura de uns 20 metros e depois desce e sobe e desce e sobe até parar. É óbvio que eu NUNCA andaria naquela coisa. Mas a Cilu pediu tanto... Eu a contorcer-me e ela com o Shin na mão, as pessoas a olhar e o carrossel a mexer-se ao longe. "Anda só ver, Nat, só ver." E eu vi. Vi uma, duas, três vezes e gritava só de ver. Eu tenho este dom de sentir vertigens por mim e pelos outros.
A Cilu pediu pediu e eu achei que seria justo ir com ela, já que ela tinha vindo para o lado velho da festa por minha causa. Simplesmente o pavor paralisava-me. Até que comecei a tremer e aí percebi que ela já me tinha conseguido convencer.
Fomos. Ela ria e eu lamentava-me apavorada. Sentámo-nos no meio da coisa e aquilo começou a subir. Subiu subiu e eu (que tenho medo de cair de um escadote), comecei a ver Viana ao longe e a minha vida a andar para trás, literalmente. Pensei pronto, já subiu tudo mas a coisa não parava de subir e às tantas eu já via Espanha e França. Comecei a praguejar e a Cilu só se ria, com o Shin no colo. De repente a coisa abranda e despenca violentamente carril abaixo. Eu não consegui soltar um ui até aquilo subir até ao outro lado do V e voltar para trás. E aí sim:
"CILA-A-A-A-A-A-A!!!! EU MATO-T-T-T-TE!!! EU MATUUUUUUUUU!!! CILAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! SEGURA A CRIANÇA CILAAAAAAAAA-A-A-A-A-A!"
Toda a gente na porcaria do carrossel estava divertida. A Cilu ria-se descontroladamente com a cabeça a abanar e o boneco de boca aberta. Eu só gritava, histérica a imaginar o Shin a ser projectado para o rio Lima. " SEGURA A CRIANÇA-A-A-A-A!!!"
Quando saímos do carrossel dos infernos eu não conseguia andar. Toda a gente olhava para a louca-que-gritava-daquela-maneira, já só a gemer e para a sua amiga que a amparava, de criança ao colo. "Cilu. Podes pedir-me um rim. Um pulmão. Podes pedir-me o que quiseres. Hoje eu fiz o maior sacrifício do mundo, por ti. Nada será pior do que isto. - Obrigada, Nat! - De nada... de nada."
Lembrei-me ontem do Shin Chan, ao ver num filme um carrossel demoníaco, daqueles que devem ter restos de vómito nos assentos. Tudo culpa da Cilu e do meu amor por ela.

Era Setembro, não sei de que ano. A Cilu fazia anos e estava chorosa. Ao fim do dia, toda a população de Viana City estava concentrada em Ponte de Lima, nas Feiras Novas. A Cilu meteu-se no carro comigo e perguntou onde íamos, ao que eu respondi às Feiras Novas e ela começou a chorar. Chorou por saber que eu estava a fazer um sacrifício por ela, de me meter no meio daquela gente toda, bêbedos e muita muita confusão que odeio. Mal sabia ela que viria aí o maior sacrifício que alguma vez fiz por ela, na vida.
Como eu tenho claustrofobia, nem se pôs a possibilidade de irmos para aquelas ruas estreitas em que a multidão se arrasta como um rebanho e leva tudo na frente. Então fomos para o lado dos velhos, isto é, para a zona dos carrosséis, farturas e barracas de jogos. Decidi ir atirar dardos aos balões e como tenho boa pontaria, ganhei o prémio. Podíamos escolher qualquer boneco e como estávamos indecisas entre o Shrek e o Shin Chan, eu escolhi o segundo (um boneco horroroso).
De seguida fomos aos carrosséis e a Cilu começou a pedinchar-me para que fossemos andar numa barbaridade de coisa que é um comboio montado em cima de uns carris em forma de V. Esse comboio sobe sobe sobe para trás a uma altura de uns 20 metros e depois desce e sobe e desce e sobe até parar. É óbvio que eu NUNCA andaria naquela coisa. Mas a Cilu pediu tanto... Eu a contorcer-me e ela com o Shin na mão, as pessoas a olhar e o carrossel a mexer-se ao longe. "Anda só ver, Nat, só ver." E eu vi. Vi uma, duas, três vezes e gritava só de ver. Eu tenho este dom de sentir vertigens por mim e pelos outros.
A Cilu pediu pediu e eu achei que seria justo ir com ela, já que ela tinha vindo para o lado velho da festa por minha causa. Simplesmente o pavor paralisava-me. Até que comecei a tremer e aí percebi que ela já me tinha conseguido convencer.
Fomos. Ela ria e eu lamentava-me apavorada. Sentámo-nos no meio da coisa e aquilo começou a subir. Subiu subiu e eu (que tenho medo de cair de um escadote), comecei a ver Viana ao longe e a minha vida a andar para trás, literalmente. Pensei pronto, já subiu tudo mas a coisa não parava de subir e às tantas eu já via Espanha e França. Comecei a praguejar e a Cilu só se ria, com o Shin no colo. De repente a coisa abranda e despenca violentamente carril abaixo. Eu não consegui soltar um ui até aquilo subir até ao outro lado do V e voltar para trás. E aí sim:
"CILA-A-A-A-A-A-A!!!! EU MATO-T-T-T-TE!!! EU MATUUUUUUUUU!!! CILAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! SEGURA A CRIANÇA CILAAAAAAAAA-A-A-A-A-A!"
Toda a gente na porcaria do carrossel estava divertida. A Cilu ria-se descontroladamente com a cabeça a abanar e o boneco de boca aberta. Eu só gritava, histérica a imaginar o Shin a ser projectado para o rio Lima. " SEGURA A CRIANÇA-A-A-A-A!!!"
Quando saímos do carrossel dos infernos eu não conseguia andar. Toda a gente olhava para a louca-que-gritava-daquela-maneira, já só a gemer e para a sua amiga que a amparava, de criança ao colo. "Cilu. Podes pedir-me um rim. Um pulmão. Podes pedir-me o que quiseres. Hoje eu fiz o maior sacrifício do mundo, por ti. Nada será pior do que isto. - Obrigada, Nat! - De nada... de nada."
22 de março de 2007
bom humor 2

Descobri este blog via Há Vida em Markl e já me ri tanto tanto às custas destes dois que tinha de o dividir com quem me visita: A Dupla Personalidade.
20 de março de 2007
emagrecia
11 de março de 2007
avic
Hoje enfiei-me numa caixa com rodas aos trambolhões estrada fora para Lisboa, em direcção à mi primi que conheço faz hoje 23 anos. De Esposende até ao Porto tudo o que vi me ajudava a ter vómitos. Cada balanço do autocarro me fazia salivar, revirar os olhos e suspirar por ajuda. "Ai Bruno..." Depois de uma super-praga-imaginária rogada ao condutor do autocarro, finalmente adormeci.
A companhia que me trouxe até Lisboa, AVIC: Ai Você Imaginava o Cuê?
A companhia que me trouxe até Lisboa, AVIC: Ai Você Imaginava o Cuê?
9 de março de 2007
pesadelo
Quem diz que os animais não pensam ou é estúpido ou nunca teve um. O Peter não só pensa e percebe tudo o que lhe dizemos, como prevê o futuro. Hoje, quando cheguei a casa dos meus pais, ele veio a correr ter comigo, com ar de aflição e alívio ao mesmo tempo. Ele sabia exactamente o que eu ia encontrar quando entrasse em casa. Correu para o sofá, juntando-se à Gioconda, constrangida. Sinto um cheirinho a presente de Mimi (que deixa os outros dois muito atrapalhados, antecipando o ralhete. Mas os animais não pensam, isto é só reflexo condicionado.) Nada da bebé. "Mimi?" - Ouço uma patada na porta. E a profecia do Peter concretiza-se.
Os três cães passam a manhã em casa e o meu papel é de chegar antes do meu pai para que ele não morra de ataque cardíaco com as surpresas da Mimi. Todos os dias ela escolhe uma parte da casa para remodelar. Tira as coisas do lugar e depois corre livremente sentindo-se a melhor decãoradora da Meadela. O que ela queria mesmo era brincar mais com o Patim mas como às vezes o traz consigo pelo pescoço ou pela asa, é melhor ficar com os outros cães.
Hoje a Mimi decidiu remodelar a casa-de-banho pequena (que tem no máximo 3 metros quadrados). Pegou no sabonete e levou-o lá para fora e depois alguma coisa correu mal. Fechou-se sem querer, lá dentro. Não sei quanto tempo terá lá ficado às escuras (o Peter não me quis dizer) mas foi tempo suficiente para entrar em stress e poder relaxar os esfíncteres. E já que não podia fazer mais nada, estreou-se na patinagem-artística-às-escuras. Ora, quando eu a chamei e ela deu a tal patada na porta, ainda tinha os patins calçados e foi com eles que começou a saltar como uma mola, pela casa toda. Muito grata e feliz, veio de patins abraçar-me, enquanto eu gritava, ria e tentava não vomitar.
De seguida, o pesadelo. Limpar tudo em 15 minutos. Chão, paredes, sanita, bidé, balde de plástico, conteúdo do balde de plástico e as patas da patinadora. 10 pontos, Mimi.
Os três cães passam a manhã em casa e o meu papel é de chegar antes do meu pai para que ele não morra de ataque cardíaco com as surpresas da Mimi. Todos os dias ela escolhe uma parte da casa para remodelar. Tira as coisas do lugar e depois corre livremente sentindo-se a melhor decãoradora da Meadela. O que ela queria mesmo era brincar mais com o Patim mas como às vezes o traz consigo pelo pescoço ou pela asa, é melhor ficar com os outros cães.
Hoje a Mimi decidiu remodelar a casa-de-banho pequena (que tem no máximo 3 metros quadrados). Pegou no sabonete e levou-o lá para fora e depois alguma coisa correu mal. Fechou-se sem querer, lá dentro. Não sei quanto tempo terá lá ficado às escuras (o Peter não me quis dizer) mas foi tempo suficiente para entrar em stress e poder relaxar os esfíncteres. E já que não podia fazer mais nada, estreou-se na patinagem-artística-às-escuras. Ora, quando eu a chamei e ela deu a tal patada na porta, ainda tinha os patins calçados e foi com eles que começou a saltar como uma mola, pela casa toda. Muito grata e feliz, veio de patins abraçar-me, enquanto eu gritava, ria e tentava não vomitar.
De seguida, o pesadelo. Limpar tudo em 15 minutos. Chão, paredes, sanita, bidé, balde de plástico, conteúdo do balde de plástico e as patas da patinadora. 10 pontos, Mimi.
7 de março de 2007
5 de março de 2007
cogumelo
A minha cabeça neste momento. Capacete de laquê.
Quando entro no cabeleireiro sei que estou a passar para uma realidade paralela, onde as pessoas falam português mas não entendem o que eu digo. Tento explicar muito bem, com gestos e exemplos mas isso não adianta nada, assim como de nada valem as minhas orações enquanto finjo ler a Nova Gente e a Maria, pois quem tem a tesoura na mão já começou a concretizar o que tem em mente.
Hoje o corte ficou mesmo bom. Mas a menina que me secou o cabelo transformou-me na minha professora de Português do 12º ano.
Linguagem de cabeleireiro que já consegui traduzir:
"Qual o champô que costuma usar? Algum em especial?" - Tradução: "Deseja que lhe lave a cabeça com algum champô específico, por mais €1.50?"
"Costuma usar amaciador?" - Tradução: "Deseja que lhe aplique amaciador, por mais €1.50?"
Quando entro no cabeleireiro sei que estou a passar para uma realidade paralela, onde as pessoas falam português mas não entendem o que eu digo. Tento explicar muito bem, com gestos e exemplos mas isso não adianta nada, assim como de nada valem as minhas orações enquanto finjo ler a Nova Gente e a Maria, pois quem tem a tesoura na mão já começou a concretizar o que tem em mente.
Hoje o corte ficou mesmo bom. Mas a menina que me secou o cabelo transformou-me na minha professora de Português do 12º ano.
Linguagem de cabeleireiro que já consegui traduzir:
"Qual o champô que costuma usar? Algum em especial?" - Tradução: "Deseja que lhe lave a cabeça com algum champô específico, por mais €1.50?"
"Costuma usar amaciador?" - Tradução: "Deseja que lhe aplique amaciador, por mais €1.50?"
25 de fevereiro de 2007
bom humor
O britânico e o brasileiro.
O humor brasileiro é absolutamente delicioso. Vale a pena ir ao Brasil só para ouvir piadas espontâneas de fazer chichi nas cuecas. Ou então, ter amig@s brasileir@s, ou melhor ainda, casar com um brasileiro (quando ele está bem-disposto é mesmo muito engraçado). Perfeito: ter ido ao Brasil, ter amig@s brasileir@s (que incluem a sogra) e ter um em casa (a minha sorte).
Digo isto porque fui parar a este blog e a-do-rei (Lu, se não conheces, corre!).
Fiquei com muitas saudades do GNT.
O humor brasileiro é absolutamente delicioso. Vale a pena ir ao Brasil só para ouvir piadas espontâneas de fazer chichi nas cuecas. Ou então, ter amig@s brasileir@s, ou melhor ainda, casar com um brasileiro (quando ele está bem-disposto é mesmo muito engraçado). Perfeito: ter ido ao Brasil, ter amig@s brasileir@s (que incluem a sogra) e ter um em casa (a minha sorte).
Digo isto porque fui parar a este blog e a-do-rei (Lu, se não conheces, corre!).
Fiquei com muitas saudades do GNT.
22 de fevereiro de 2007
sumário: avaliação
Avaliação da aula através de desenho e/ou texto: "O que gosto e o que não gosto na aula de Expressão Plástica".
Durante a aula, quem se portasse bem poderia ir ao quadro completar o monstro (desenhar o ranho, a cera, as remelas, as minhocas, as moscas, a baba, o fedor, o cabelo, etc.). Alta competição. Todos queriam ir deixar o monstro ainda mais feio. Ficam horrorizados com o resultado final e também se riem muito. Foi o delírio.

Miguel de 8 anos (o mesmíssimo do quadro)
(Não gosto: Professora a ralhar: "CALEM-SE!")

Sabrina
(Gosto: Professora feliz a ensinar, tinta, desenhos e desenhos no quadro feitos pela professora.
Não gosto: Monstro do quadro e professora a ralhar: "Não gosto de barulho!")

Carlos
(Gosto: Professora - devidamente identificada com o sinal no queixo - a desenhar no quadro e o Carlitos na mesa a portar-se bem, concluo.)

Miguel de 8 anos
(Gosto: Professora - devidamente identificada com o sinal no queixo - contente, meninos bem-comportados e ser o monstro do quadro.)
Atenção. E o Oscar vai para... MIGUEL DE 6 ANOS!
Este é o segundo desenho do Miguel. No primeiro desenhou o monstro e uma baba com um Não por cima ("o que não gosto") e encheu o resto da folha com o Berto (o colega que admira muito), a minha casa, o meu pai, o cão e tinta. Então eu disse-lhe para ir desenhar mais coisas de que gosta na minha aula. E ele foi. E voltou, muito satisfeito.
"Está aqui. O meu peito e uma bicicleta."
"Porquê, Miguel?"
"Porque gosto."

Miguel de 6 anos
Durante a aula, quem se portasse bem poderia ir ao quadro completar o monstro (desenhar o ranho, a cera, as remelas, as minhocas, as moscas, a baba, o fedor, o cabelo, etc.). Alta competição. Todos queriam ir deixar o monstro ainda mais feio. Ficam horrorizados com o resultado final e também se riem muito. Foi o delírio.

Miguel de 8 anos (o mesmíssimo do quadro)
(Não gosto: Professora a ralhar: "CALEM-SE!")

Sabrina
(Gosto: Professora feliz a ensinar, tinta, desenhos e desenhos no quadro feitos pela professora.
Não gosto: Monstro do quadro e professora a ralhar: "Não gosto de barulho!")

Carlos
(Gosto: Professora - devidamente identificada com o sinal no queixo - a desenhar no quadro e o Carlitos na mesa a portar-se bem, concluo.)

Miguel de 8 anos
(Gosto: Professora - devidamente identificada com o sinal no queixo - contente, meninos bem-comportados e ser o monstro do quadro.)
Atenção. E o Oscar vai para... MIGUEL DE 6 ANOS!
Este é o segundo desenho do Miguel. No primeiro desenhou o monstro e uma baba com um Não por cima ("o que não gosto") e encheu o resto da folha com o Berto (o colega que admira muito), a minha casa, o meu pai, o cão e tinta. Então eu disse-lhe para ir desenhar mais coisas de que gosta na minha aula. E ele foi. E voltou, muito satisfeito.
"Está aqui. O meu peito e uma bicicleta."
"Porquê, Miguel?"
"Porque gosto."

Miguel de 6 anos
21 de fevereiro de 2007
18 de fevereiro de 2007
serviço de urgências
Ontem a minha mãe cortou o dedo com uma faca e quando espreitou para dentro do buraco viu "uma coisa branca", então ficou amarela e pronta para desmaiar. Eu fiquei vermelha com certeza e em pânico absoluto. Até foi a minha mãe que, só com uma mão, encontrou o número do centro de saúde na lista, porque eu folheava mas não via nada. Já uma vez no Porto, a Carlita teve um ataque de asma e pediu-me que fosse buscar a bomba à bolsa mas eu, quando a vi de olheiras e lábios roxos, a chiar, apenas consegui correr em câmara-lenta para o quarto e esbracejar à procura da bolsa nos sítios mais absurdos.
Depois de recompostas, eu e a Mamã rimo-nos muito no centro de saúde e nas urgências, porque eu não ajudei nada. Não tentei sequer olhar para o corte, muito menos fazer-lhe um curativo. Fiz questão de dizer a médicos e enfermeiros que eu é que precisava de assistência e que a outra senhora agarrada a um pano era só um apêndice meu.
Depois do centro de saúde fomos para as urgências do hospital e a minha mãe teve direito a uma pulseira amarela e a dois pontos!
Descobri que na máquina de snacks da sala de espera das urgências há mais água do que snacks e mais lenços de papel do que kit-kats.
15 de janeiro de 2007
"Pessessora, a Ana disse um pecado!"
Os meninos das escolas primárias proporcionam-me momentos hilariantes, alguns porque são simples crianças, outros porque vivem parados no tempo, no cimo do monte, onde as vacas andam com os carros na estrada e os pais deitam os desenhos de Expressão Plástica para a lareira, tentando combater o Inverno rigoroso que lá se vive.
Nat - "No final de Outubro é o dia das..."
turma - "...das castanhas!"
Nat - "Não. Das bru..."
turma - "BRUBOLETAS!!!"
Nat - "Então, o vermelho é uma cor pri..."
turma - "PRIMAVERA!"
Nat - "Como se chama o nosso planeta?"
turma - "PORTUGAL!"
(silêncio)
Rafael - "Mundo!"
(silêncio)
Daniel - "Terra...?"
Nat - "Ufa!"
"PRUFESSUORA, TENHO CALUORE! PRECISO DE BENTO!"
Nat - "Alguém aqui é diabético?"
Zé Pedro - "Havia um menino do 4º ano que era diabético e dava umas injecções no braço!"
Vasco - "Eu já fui diabético cinco vezes!"
"Senhuora prufessuora, eu não me chamo Zé Pedro, chamo-me Spiderman."
"Pessessora, podemos pintar com lhápes de cera?"
"Acabei o sedenho!"
"A minha mãe botou-me o desenho ao lume."
"Natacha, sabes quem eu sou na Floribella? O Afonso!"
Miguel - "Ó Ánataixa..."
turma - "NA-ta-cha!!!"
"Professora! Hoje estás muito chique!"
Miguel (com desprezo) - "Porque é que te vestiste assim hoje?"
Nat (riso contido) - "Assim como?"
Miguel - "Assim..."
Nat - "Eu visto-me todos os dias..."
Miguel (olha-me de alto a baixo) - "Estás bonita..."
Nat - "No final de Outubro é o dia das..."
turma - "...das castanhas!"
Nat - "Não. Das bru..."
turma - "BRUBOLETAS!!!"
Nat - "Então, o vermelho é uma cor pri..."
turma - "PRIMAVERA!"
Nat - "Como se chama o nosso planeta?"
turma - "PORTUGAL!"
(silêncio)
Rafael - "Mundo!"
(silêncio)
Daniel - "Terra...?"
Nat - "Ufa!"
"PRUFESSUORA, TENHO CALUORE! PRECISO DE BENTO!"
Nat - "Alguém aqui é diabético?"
Zé Pedro - "Havia um menino do 4º ano que era diabético e dava umas injecções no braço!"
Vasco - "Eu já fui diabético cinco vezes!"
"Senhuora prufessuora, eu não me chamo Zé Pedro, chamo-me Spiderman."
"Pessessora, podemos pintar com lhápes de cera?"
"Acabei o sedenho!"
"A minha mãe botou-me o desenho ao lume."
"Natacha, sabes quem eu sou na Floribella? O Afonso!"
Miguel - "Ó Ánataixa..."
turma - "NA-ta-cha!!!"
"Professora! Hoje estás muito chique!"
Miguel (com desprezo) - "Porque é que te vestiste assim hoje?"
Nat (riso contido) - "Assim como?"
Miguel - "Assim..."
Nat - "Eu visto-me todos os dias..."
Miguel (olha-me de alto a baixo) - "Estás bonita..."
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