8 de setembro de 2008

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A Sandra enviou-me esta fotografia. Obrigada. :)*

Continuo sem máquina fotográfica e a vasculhar o Flickr. Encontrei:

Beatas embaladas - a fotografia que despoletou a minha paranóia, há meses atrás.

Uma pintura feita com beatas.

O gesto repetido vezes e vezes sem conta.

Um recado original.

Uma beata só é pequena dependendo do ponto de vista.

3 comentários:

Patrício disse...

Olá Nat,
tenho sido um leitor silencioso do teu blogue, do qual gosto muito, mas chegou a altura de dizer alguma coisa.

Em relação ao problema das "beatas" no chão, é verdade que é inestético e atirar a ponta do cigarro para o chão, nunca vai ser algo apoiado por mim (fumador).
A verdade é que existem poucas alternativas a esse acto. Imagina que és fumadora, fumas o teu cigarro olhas à tua volta e onde podes colocar a ponta do cigarro? Na maioria das vezes a única alternativa é o chão. E experimenta pegar na beata e guardar para depois te desfazeres dela! Vais ver que o cheiro de um cigarro apagado é muitas vezes pior do que o de um aceso. Na maioria das vezes um fumador tem apenas duas escolhas: sujar o chão com a sua "beata", ou não fumar.
Com a nova lei do tabaco o caso ainda piorou. Muitos estabelecimentos que proibiram fumar no seu interior, não se deram ao trabalho de colocar cinzeiro no exterior para que os clientes fumadores possam ter o mínimo de dignidade no seu vício.
Os fumadores representam 20% dos lucros desses estabelecimentos, acho que um cinzeiro à porta é o mínimo devido.
Num mundo ideal, toda a gente deixava de fumar e pronto, problema resolvido, mas não se pode esperar isso das pessoas portanto há que apresentar soluções reactivas: há fumadores, então há que ter cinzeiros.
Nunca se eliminará por completo as beatas no chão, mas ajudaria a criar um mundo com uma aparência menos suja se fossem dadas alternativas aos fumadores, começando pelos sítios onde todos os fumadores acendem o seu cigarrito e que por consequência, a acumulação de "beatas" salta à vista como coisa feia e a abater: portas de cafés, centros comerciais, paragens de transportes públicos, bancos de jardim, porta das empresas etc etc...
A "beata" ocasional no passeio da rua que acabam por se acumular nas sarjetas... para essa não tenho soluções para minimizar o seu impacto visual.

Acho a tua recolha de fotos interessante, mas seria também interessante ter o registo do local de captura dessa foto e saber a que distância estava o cinzeiro mais próximo.

Sim, sou fumador e por isso posso estar a ser facioso, mas pessoalmente a coisa que me irrita mais ver nos passeios são os vestígios de um cão na sua hora de passeio pela rua. Eu juro que todos os dias caminho mais 1km do que era necessário para me desviar desses presentes (1Km não, mas perceberam a ideia). E bastam cinco segundos de distracção para passar cinco minutos a rogar pragas e limpar o sapato...

Depois deste desabafo, continua o bom trabalho que tens tido com o blogue. Adoro vir cá dar uma espreitadela às "tuas coisas".
Beijinhos.

nat disse...

Oh Patrício, que bom ver-te aqui! :)*

Concordo contigo em todos os pontos excepto, como é de adivinhar, com a decisão de se deitar a beata para o chão por falta de alternativas. Não digo que haja muitas alternativas e também não acho que guardar o cigarro apagado seja a melhor (já vivi com fumadores e tenho cinzeiros cá em casa para as visitas fumadoras - conheço a inesquecível sensação de abrir um caixote do lixo onde foram deitados cigarros) mas não acho que por isso se deva "perdoar" esse gesto que é, queiramos ou não, atirar lixo para o chão. Uma beata apenas não causa o mesmo impacto que uma lata apenas, um papel apenas ou um cocó apenas (eu que o diga que tenho uma sapatilha ali na casa de banho à espera de auxílio). E acho que é por isso mesmo (por serem "biodegradáveis" e pequenas) que são atiradas para o chão aos milhares. Para mim a questão resume-se a isto. As beatas não são menos lixo que o resto do lixo. E, ainda que sejam pequenitas, somadas acabam por representar uma grande percentagem do lixo que se vê nas ruas, praias, jardins, etc. Para não falar da facilidade com que flutuam e se acumulam em valetas.

Acredito sinceramente que cá em Portugal acabarão por aparecer os
cinzeiros públicos que já há noutros países. É uma questão de tempo e está nas nossas mãos fazer com que sejam espalhados por todo o lado, exigindo-os! A julgar pelo exemplo dos donos dos cafés, parece que temos de ser nós a sugerir o óbvio. E é por isso que eu escrevo aqui sobre isto. Ainda que pareça que tenho um odiozinho de estimação por fumadores. Diz-lhes, Patrício! Diz-lhes que não!!!!!!!!! :D

Marta Mourão disse...

O depósito para as beatas e pastilhas elásticas que estão no link que indicas é genial!
Verdadeiramente irritantes são também as pastilhas elásticas, ah pois é!