31 de março de 2009

e o prémio Sei Apagar Assinaturas às Três Pancadas vai para...

... para a mesma pessoa! E gabo-lhe também a coragem.
Por favor não me acusem de parcialidade. É que este artista não se deu sequer ao trabalho de apagar melhor o www.pinturadequartos.com desta foto.

30 de março de 2009

e o prémio da ganda latosa vai para...

Bons velhos tempos aqueles em que eu saltitava feliz em direcção ao meu blog cor-de-rosa para partilhar com o resto do mundo as minhas ideias frescas.
Hoje, antes de qualquer outra coisa, penso se será boa ideia publicar uma ideia na internet. E há dias em que esse pensamento é capaz de arrasar por completo com a minha inspiração.

Peço desculpa aos outros nomeados que se esmeraram nas cópias silenciosas das minhas personagens. Que as assinaram como sendo deles. Que as tentaram (e tentam) vender. O prémio vai mesmo para este senhor:



Muito obrigada a quem me alertou para isto. Saber que há quem reconheça o meu trabalho e o valorize ao ponto de me ajudar a protegê-lo, reconforta-me e dá-me muita força.

Não deixar de ler este post, escrito pelo autor da segunda fotografia também roubada, Paulo Galindro (não confundir com o autor dos anúncios!!!). Perfeito para sensibilizar todos aqueles que dormem descansados depois de se apropriarem da ideia original alheia, galgando (ou destruindo?) todo um processo criativo sem o mínimo respeito.

28 de março de 2009

dos plágios

A propósito do post anterior e do que acabo de ler no blog da Rosa:

O que sinto vontade de escrever aqui inclui palavrões e insultos vários a todos aqueles que, de ânimo leve, se passeiam pela internet em busca de imagens engraçadas para copiar e manipular descaradamente. Pouco me importa se é sem má intenção que o fazem, se estão desempregados e apenas fazem artesanatozinho para vender às amigas, se não imaginavam que o que fizeram é crime, se lhes doía o dedo no momento em que deveriam ter teclado meia dúzia de palavras de referência ao autor/título/site/etc da obra original.

Nojo.

19 de março de 2009

obrigada

Hoje quero agradecer a todos aqueles que de alguma forma demonstraram um enorme respeito por mim e pelo meu trabalho. Que, tendo gostado de alguma das imagens que aqui publico, me contactaram a pedir autorização para copiar, seja para usar como fundo no ambiente de trabalho, seja para fazer um bordado, seja para adaptar e criar uma versão diferente... Quero agradecer e dizer que nunca me vou esquecer disso. Porque muitas vezes a falta de respeito e consideração vem até de pessoas que conhecemos pessoalmente.
A maioria das imagens que publico aqui, é publicada pelo puro prazer de partilhar, sem qualquer interesse comercial e muitas vezes correndo o risco de me prejudicar, mais do que beneficiar enquanto autora. Mas isso fica para amanhã.
Muito obrigada.

ovos

Há dias encontrei uns ovos de galinhas criadas ao ar livre mais baratos do que os que costumo comprar. Comentei isso com a minha mãe e o meu pai teve um ataque de riso. O meu pai não imagina de onde vêm os ovos que come. Eu, muitas vezes e por cobardia, tento não imaginar. Mas em casa posso garantir que as galinhas que eu exploro para me lambusar com uma mousse de chocolate viram a luz do dia e foram tratadas com respeito. E isso alivia-me um bocadinho.
Os ovos que encontrei são da Casa do Aido.

18 de março de 2009

post super interessante, diria mesmo interessantíssimo

Eu cá quando entrei para o ginásio* só fazia duas flexões (sendo que quase morri durante a segunda e fi-la por uma questão de honra uma vez que me encontrava roxa no meio do chão diante dum mr. músculo incrédulo).
Agora já faço várias flexões assim e hoje empurrei um carro sem bateria numa ligeira subida.

De agora em diante podem tratar-me por Supernat, se faz favor.

17 de março de 2009

olha um quadrinho!

:)

amor porm

moldura parede

Sou tão sensível à Primavera que ainda fico mais lamechas/pateta/romântica...
Está à venda aqui.

16 de março de 2009

eu venho aqui...

... e escrevo, até. Mas muitas vezes escrevo e não publico. Já não me lembro da última vez que pus aqui uma fotografia...
Hoje fui às lágrimas com este vídeo que encontrei por acaso, enquanto ouvia os meus amados Coldplay. Os vizinhos já devem saber que quando há gargalhadas no nosso piso, sou eu.



Boa semana!

2 de março de 2009

um bom começo

Poucas coisas me deixam feliz ao ponto de dar gritos e chorar como fiz hoje, quando o meu pai me deu para as mãos um recorte do JN. Leiam aqui e aqui.

Viana do Castelo é a primeira cidade anti-tourada de Portugal.

Tenho de agradecer a todos os que assinaram a petição a que dei início. Estou mesmo muito orgulhosa, independentemente do peso que ela possa ter tido nesta mudança. Acredito que as manifestações pacíficas, por mais pequenas que sejam, se fazem sentir. Por isso muito obrigada.

É só um começo, mas que belo começo! Agora há que actualizar o site da petição e, mais urgentemente ainda, há que felicitar a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Estou tão feliz.

25 de fevereiro de 2009

se há coisa que me derrete

É ver homens altos e fortes, para lá dos cinquenta anos, a passearem cães rafeiros pequeninos. Então quando o cão é velhinho e feio e caminha com dificuldade, e o dono espera paciente e carinhosamente... só não vou lá distribuir beijos e abraços porque isso é altamente lamechas.

(suspiro)

post de ontem

Há dias miseráveis. Dias em que o mundo pesa, em que acordar dói. Em que o simples facto de ter de escolher uma roupa para vestir se torna difícil, se torna um problema. Um drama. Há dias em que nem o sol, nem as flores dos meus cactos me fazem sentir melhor. Ao longe vejo o meu optimismo, sei que nunca se afasta a ponto de nos perdermos e isso deixa-me sossegada.
Leio livros onde encontro frases poderosas. Leio-as uma e outra vez, na esperança de encontrar nelas a chave para todos os meus problemas. Hoje deitei-me no chão da sala, de manhã. O meu corpo devia pesar uma tonelada. Tentei não fazer listas mentais. Tentei respirar devagar, tentei sentir-me melhor. Tentei adormecer. Bebi um litro e meio de água para lavar a alma. Nada. Só chichi.

Levámos a cadela a correr à aldeia. Levei um livro também. A minha mãe escavava na terra e eu escavava nos parágrafos, em busca de mais frases poderosas, da frase derradeira, a que me arrancasse do fosso em que me sentia. Há dias miseráveis. Li uma e outra frase. Li em voz alta e a minha mãe ouviu-me, abraçada ao castanheiro, e suspirava. Que duas. E a cadela já farta de correr. Quando já íamos embora lembrei-me de trazer terra para os meus cactos. Isto de passar os cactos dos vasos pequeninos onde estão há três anos para uns maiores é terapêutico. Desenformar-lhes as raízes já aflitas e contorcidas, dar-lhes espaço e terra nova. Água e ar. Era o que eu queria para mim, que me transladassem com jeitinho e falinhas mansas como eu faço aos meus cactos, para um sítio melhor e seguro. Então peguei num vaso grande, fui à horta e enchi-o de terra.

De repente, quando menos esperava, o cheiro da terra húmida subiu-me pelas narinas directo ao cérebro. Não sei como acontece, isto da memória olfactiva. Acho que bastou uma fracção de segundo para eu me ver na escola primária, num dia de calor. Foi como se o cheiro da terra tivesse passado por uma fila de interruptores dentro da minha cabeça e os tivesse ligado um por um.
Olhei à volta e subitamente tudo me pareceu mais fácil. Afinal quem precisava de terra era mesmo eu, sem metáforas.

15 de fevereiro de 2009

algures no meu sangue

Diz um glóbulo vermelho:
- Olá, és um glóbulo branco não és?
- Não, meu caro. Sou um grão de açúcar.

dia dos namorados

Em 1997 eu era apaixonada pelo João. Namorávamos à distância, por carta e por cabine telefónica. No dia dos namorados ele enviou-me um postal de Natal. Dizia que se sentia sozinho. Sem lamechices. Eu adorei aquilo, surpreendeu-me. E chorei de amor. E desde aí nunca me senti na obrigação de oferecer prendas, de sequer celebrar o dia de S. Valentim com nenhum dos meus namorados (embora o Brunela me tenha oferecido uma batedeira eléctrica há dois anos - obrigada Brunim).
Esta explosão de corações em cartolina vermelha e a matança de milhões de flores parece-me demasiado pateta. Imagino que haja quem se sinta atropelado pelo dia de S. Valentim como eu me sinto pelo Natal. Aqui fica uma música que é um consolo.
Não faz mal não sentir nada no dia 14 de Fevereiro. Não faz mal. Porque os dias de amor são quando um coração quiser. Digo eu.

12 de fevereiro de 2009

di

Encontrei os nossos cartões d'O Músculo. Emitidos em 1996. Com as nossas moradas, datas de nascimento e números de telefone (ainda sem o 258) batidos à máquina. E as fotografias, ai meu deus as fotografias. Não consigo parar de rir.

o meu umbigo

O meu umbigo está de boa saúde. O meu corpo tem músculos que eu não via há séculos. Embalada na vaidade, observei (é o que dá ficar na frente do espelho) que a minha cara precisava de ajuda também. Um cremezinho de noite, que eu já sou uma jovem adulta.
Não tarda nada começo a queixar-me da celulite que tenho nas pernas.

E é agora que eu acordo. E me lembro do valor das coisas. Tiro os olhos do meu umbigo, penso em quem gostaria de ter um par de pernas como estas minhas, saudáveis, ágeis, flexíveis. Quem gostaria de simplesmente poder andar. E sinto vergonha.

11 de fevereiro de 2009

amor incondicional

Devíamos amar-nos uns aos outros como eu amo o chocolate:

Preto
branco
sucedâneo
de leite
na páscoa é ovinho
no natal é enfeite

No leite
no pão
assim ou assado
na fruta fondue
na roupa pingado

Quente
morno
frio
gelado
derretido ao sol
no tacho queimado

Em qualquer receita
seja boa ou má
muito doce
amargo
com café
com chá

Bombom maciço
bombom com recheio
não havendo bombom
haverá brigadeiro

Chocolate eu amo-te
comi bolo encruado
dá-me a volta a barriga
e pago assim o pecado

pensamentos na sanita

Quando se imita o som do chichi

tchhhhhhhhhhhhhh

é o som do chichi a sair ou do chichi a aterrar?

9 de fevereiro de 2009

um dia abriram-se-me os olhos

Foi há pouco tempo.
Eu dizia que tinha mau feitio. Que sou teimosa - sou; que sou obstinada - sou; que de mau humor ninguém me queira por perto - sim; que levo muito a mal a indelicadeza em geral - ui; que detesto receber ordens - de tes to; que sou muito exigente - também. Mas isso, ao contrário do que eu pensava, não é garantia de mau feitio.
Um dia abriram-se-me os olhos. Eu não tenho mau feitio. Salva pelo meu optimismo, pela capacidade de engolir uns sapinhos para que não haja barulho, pela pouca expectativa em relação a quase tudo. Um dia observei feitios tão mas tão piores que o meu.
Um dia abriram-se-me os olhos. Não é que eu tenha bom feitio. Mas mau também não é.

8 de fevereiro de 2009

domingo de chuva

Acordei morta. Devo ter dormido em má posição. Felizmente havia café pronto. Bendito seja. Danço estas três, em pijama, pela casa:








Di, danças comigo?

5 de fevereiro de 2009

bonecos de pano

São uma proposta de pintura. Têm a função de distrair meninos que estarão de braço estendido com uma agulha enfiada... coisa que ainda hoje me aterroriza. (Peço sempre para tirar sangue deitada porque quase desmaiei umas vezes, então deito-me e viro a cara para o lado e, normalmente, como não há nada de interessante para ver longe da agulha, imagino um gelado enorme, um gelado delicioso e já a derreter-se, um gelado todo só para mim e uma colher mesmo ergonómica, assim mesmo mesmo delicioso a caminho da minha boca... - "Já está, carregue aqui com o dedo." - Ufa!)

intrusos

espreitadela

macaco de peluche

gato remendado

girafa de retalhos

Pendurados, apoiados ou escondidos atrás dos objectos. Imaginei a girafa com dois metros de altura, a aparecer vinda detrás duma porta. Esta é uma maneira mais barata de fazer um boneco grande: esconde-se-lhe mais de metade do corpo. O mesmo para o urso.
As minhas pinturas favoritas são estas em que os bonecos habitam recantos improváveis. Embora dê um trabalhão e algumas cãibras aceder a rodapés, interruptores e radiadores com tinta no pincel e mão firme.

O meu trabalho faz-me muito feliz.