1 de outubro de 2009

29 de setembro de 2009

ai c'agradável

Ainda estou em estado de choque.
Eu e mi primi estávamos no carro a ter uma das nossas conversas sérias. Nós ou temos conversas muito sérias ou conversas muito parvas, já reparaste mi primi? Eu falava falava falava, o semáforo ficou vermelho, mi primi abrandou, parou, eu continuei a falar sobre o assunto sério e de repente só ouço uma explosão e sinto o meu corpo a ser abanado como se de um bonequinho de trapos se tratasse. Caixas de CDs a voarem e a partirem-se, as minhas palavras a darem lugar a um grito* e os meus dentes a baterem violentamente. Abri os olhos e ainda demorei um bocado até perceber que tínhamos um jipe enfiado pelo nosso carro adentro. Um jipe que vinha a, vá lá, vinte, no máximo trinta km por hora e me fez tomar uma decisão para o resto da vida:

Pessoa que andar comigo, seja no meu carro, seja no próprio carro, seja em que assento for e independentemente da duração da viagem ou da velocidade a que formos,

VAI DE CINTO DE SEGURANÇA POSTO.

Nós estávamos paradas. Quietinhas e inocentes.
O jipe ficou intacto.
O miprimi mobile ficou com o porta-bagagens todo metido para dentro.
As nossas caras não estão metidas para dentro também porque obviamente tínhamos o cinto posto.

Fiquei a pensar na quantidade de pessoas que conheço (incluindo eu própria, ainda que raramente) que não usam o cinto de segurança atrás.

Obrigada, senhor iluminado. Obrigada obrigada obrigada, que só quase arranquei a minha própria língua à dentada e fracturei uma clavícula e fiquei sem uma mama e esmaguei o esterno. Mas estou biba! Cá beijinho, senhor inventor do cinto que salvou esta minha carinha laroca.

* o grito foi uma espécie de balido. Em duas palavras: ri dículo.

Depois da declaração amigável estar feita e os tremeliques terem acabado, passámos o resto da viagem numa conversa parva sobre o senhor que conduzia o jipe: a sua atitude correcta e amigável, a sua amigável aparência física, estado civil, profissão, local de trabalho, número de telefone, trocadilhos obscenos sobre a posição relativa das viaturas... enfim. As conversas que as pessoas acidentadas têm habitualmente.



(Amanhã dou notícias da minha caixa torácica.)

28 de setembro de 2009

estão abertas as inscrições

... para o concurso sou pintor e tenho uma grande lata!!!

Ontem fui avisada por uma colega chamada Sandra Colaço de que isto estava a acontecer. Vede, vede com vossos próprios olhos. VEDE! Esta aldrabona sim, foi mais inteligente do que outros que andam por aí e apagou a assinatura da foto como deve ser. E provavelmente achou que nunca seria apanhada.

Sandra, muito obrigada. Escusado será dizer que sempre que eu me aperceber de que algum espertinho anda a fazer o mesmo com o teu trabalho, ponho a boca no trombone. Assim como fiz em relação ao Paulo Galindro.

Vamos deixar um comentariozinho à pintora The Art Dream? Eu já deixei o meu. A ver quanto tempo dura...

Muito obrigada a todos pelo apoio.

25 de setembro de 2009

actualização

O senhor cujo trabalho publicitei ali em baixo telefonou-me. Não quer que eu lhe faça link e sente-se profundamente caluniado. Também quer que eu desminta o que disse sobre ele e que as minhas amigas parem de o insultar porque afinal ele não é nada do que me disse ser, nunca teve intenção de plagiar o meu trabalho, pediu desculpa e até aproveitou para me dar umas dicas de desenho.
Concluindo, eu errei. Errei tanto que hoje nem vou dormir bem. E como os meus extraordinários poderes telepático-hipnotizantes levaram o senhor a fazer e dizer tudo o que fez e disse, agora tenho a obrigação de me retractar.

...

...

...

Vou só ali retirar o link e rir-me mais um bocadinho.

24 de setembro de 2009

london ou mai god

Ingredientes para umas férias divertidíssimas em Londres:

Companhia louca e bem humorada;
Dinheiro suficiente apenas para comer barato mas bem;
Sapatilhas ultra confortáveis com bolsa de ar na sola e palmilhas de silicione à prova de impacto;
Máquina fotográfica;
Mapa da cidade;
Muita facilidade em dirigir a palavra (em inglês) a desconhecidos;
Pouca vergonha na cara;
Ter como objectivo ver apenas o Big Ben, a London Bridge e, claro, um esquilo.
Acreditar que tudo o que vier para além disto é uma dádiva dos céus e de sua majestade a rainha. O que inclui degraus, bancos de jardim, relvados limpos e esplanadas para sentar e fazer alongamentos, tap water, entradas gratuitas em museus e o Chris Martin a cantar a dois quilómetros da nossa vista (já tinha mencionado o facto de o Chris medir um centímetro e meio? Coisa mais fofa!).
Um dia ponho aqui as fotos. Agora vou pintar.

Avé psipax cheio de fluoxetina,
Um copo de água convosco,
Bendito sois vós entre as massas cinzentas,
Bendito é o fruto da vossa toma diária - bom humor.

Calar-me-ei para não ser acusada de blasfémia. É só para dizer que estou cheia de energia e me sinto muito muito muito bem.

23 de setembro de 2009

momento publicitário sado-maso-surreal

Já conversei com o senhor que faz as minhas pinturas melhor que eu própria. Já lhe disse que não estou interessada nos serviços dele, que me chamo Natachinha e que o número com que lhe estava a telefonar é o que está escarrapachado no site que assina as fotos que ele, ingenuamente, enviou à potencial cliente.
Também lhe disse outras coisas menos agradáveis de se ouvir, por isso ele acabou por me dizer que eu tinha era inveja dele. Ora, em forma de agradecimento, deixo aqui o contacto do senhor. Meus caros, é ligar-lhe e pedir as pinturas enquanto a agenda está livre! Ele diz que é de confiança e que faz um bom trabalho. E mostra-se mais disponível do que eu para negociar preços.
Bom trabalho, meu rico colega.

pois que fui a londres

É verdade, fui arejar os neurónios sobreviventes.

Há uns meses a Andreia (com quem andei na escola entre os 10 e os 15 anos) comentou comigo este vídeo do meu amado Chris porque também a fez rir muito. E aproveitou para (ó Andreia obrigada obrigada obrigada), décadas depois de nos termos visto pela última vez, me convidar para ir ver os Coldplay a Wembley. Assim ah e tal se quiseres ficas a dormir aqui em casa. Eu comentei isso com o meu irmão, que não tem mais nada, compra uma data de bilhetes e leva-nos (sim, um grupo de cinco pessoas apanhadas da mona) a Londres.
Ora eu, se não tivesse amigas em Londres e um irmão que me pagou metade das despesas, simplesmente não poderia ter ido. E teria perdido quatro dias de gargalhadas contínuas (ao ponto de eu, doutorada em riso, ter ficado com dores nas costelas ao final do segundo dia) e emoções fortes - tudo em inglês.
Antes de arranjar tempo para fazer um post decente sobre a viagem, aqui fica o meu agradecimento público ao Bruno Santos, que apesar do seu feitiozinho (Nataixa! Nataixa! Hum!) foi uma óptima companhia, assim como à Sari que também me hospedou e encheu de mimos e, claro, à Andreia. Se não fosses tu Andreia... já biste? Snif.
Beijos enormes também à Rita, à Rita, ao Mauro, ao Nuno, à Ju, à Mushi e ao Pastor. Foi uma pena não termos ficado mais uns dias. Londres está no meu coração.
E a Starbucks também.

22 de setembro de 2009

contado ninguém acredita

Comecei hoje a pintar um quarto cá em Viana. A cliente, amorosa, contou-me que um outro pintor a quem pediu informações lhe enviou fotos das minhas pinturas como sendo exemplos do que ele faz.

Ora lá vou eu fazer-me de cliente também, não é? E telefono ao senhor, e digo que quero as ovelhinhas e o barco com os animais. Diz que faz sem problema. Pergunto se são dele. Diz que sim. Pergunto outra vez. Diz que são de um amigo. Pergunto se faz igual. Diz que faz até melhor. E ri-se. Diz que faz qualquer imagem, qualquer cópia, sem problemas. Que é só escolher. Eu faço aham. Aham. Que quero ver fotos da cópia. Que não tem aqui mas que eu não me preocupe, que já fez várias vezes. Pergunto quem é o amigo que fez a pintura original. Diz-me um nome de homem, mas que não está cá. Mas que ele faz. E até me envia o desenho igual por correio, para eu ficar mais segura.






Bendito prozac. Louvado seja. Bendito e abençoado seja entre os meus neurónios.

14 de setembro de 2009

outro

Mais um desta série. Parece que estou preparada para deixar partir alguns dos meus quadros mais queridos.

Este foi o último trabalho que fiz após cinco anos de Desenho na faculdade.
Eu reprovei no primeiro ano de Desenho. Tive um 9. É irónico... em dezassete anos de escola, reprovei a uma única disciplina. Físico-química? Matemática? Não. Àquela em que aprendi e explorei aquilo que é hoje o que mais gosto de fazer. Desenhar.


pormenor

Trabalhei exaustivamente a cara da Nhocas. Desenhava e apagava, desenhava e apagava, até me cansar. Já me sentia capaz de a desenhar de memória, então a necessidade de apagar o que tinha levado minutos ou horas a fazer já não me assustava. Pelo contrário. O acto de apagar tornou-se uma forma de expressão tão importante como o de riscar. Pude assim concentrar-me muito mais na importância do suporte - a colagem - e do espaço vazio na composição. Há coisas que só se aprende fazendo e repetindo dezenas de vezes.
Lembro-me que neste quadro o retrato esteve "concluído". Todos os pormenores da cara definidos. A orelha e parte do cabelo também. Depois peguei na borracha e apaguei sem medo (fascina-me a ideia de olhar para um papel em branco sabendo que já lá esteve gravado um desenho demorado - pois), até ao momento em que me senti confortável. Dei-o por terminado. Mas quando me apercebi do que restara pensei: Apaguei quase tudo. O professor vai matar-me.

Na avaliação final destes meus trabalhos o professor (ironicamente, o mesmo que me reprovou quatro anos antes) parou de falar quando olhou para este. Eu congelei por dentro. E ele disse: "Este é o melhor."
Deu-me um 17. E eu suspirei de alívio e muito orgulho.

O "Autobiografia 2" está pronto a partir para outra casa que não a minha. Aqui.
:)

9 de setembro de 2009

e você, já abandonou um animal este ano?

Este era o Dunga. Tirei esta fotografia um dia depois de o encontrar moribundo no meio de lixo.
O Dunga sabia sentar, dar a pata, conter as necessidades para fazer na rua e não podia ver um carro de porta aberta, tentava imediatamente entrar.
Tinha um tumor num testículo, provavelmente provocado por um traumatismo (entenda-se pontapé bem dado).

Em vez de morrer no dia em que comecei a cuidar dele, morreu cerca de um ano (e muito mimo) depois. Gordinho e medicado.
Nunca perdoei os donos dele. Às vezes pergunto-me como serão essas pessoas. E se sabem usar a internet.

Para quem não viu este debate há uns meses, é espreitar a partir do minuto 17:00.

autobiografia

chão
Ando a (des)arrumar a casa. A quantidade de tralha que uma pessoa junta, meu deus. No meio da tralha estão alguns quadros que fiz na faculdade. Este tocou-me especialmente. Voltar a olhar para ele. Pertence a uma série intitulada "Autobiografia", feita nas cadeiras de Pintura e Desenho, inspirada no poema homónimo de António Gedeão.

Depois de uma depressão não se pode ler este poema com o mesmo tom. Assim como eu não posso ver este quadro com os mesmos olhos. Em 2004 tentei ilustrar aquilo que para mim, hoje, não precisa de ilustração, de explicação ou termos científicos. A doença (como o neurologista se lhe referiu) é um poço. E a pessoa doente cai algures dentro de si. Perde-se. Começa a apagar-se, a desaparecer, à medida que perde a consciência de si mesma e das fronteiras entre o que se passa por dentro dela e a realidade.
O mais assustador na depressão é o facto de poder ser invisível. Ninguém pode imaginar, até experimentar, o que é estar aparentemente presente. Conversar, ouvir, falar, comer. Tudo aparentemente, enquanto por dentro se vive um inferno.

pormenor

A minha modelo foi a Nhocas. Gostei tanto de reencontrar o quadro que decidi pô-lo à venda aqui. O poema é este:

Autobiografia


Enquanto comia
num gesto tranquilo,
comia e ouvia
falar-se daquilo.
Comia e ouvia
solicitamente,
como se presente
presente estaria.
E enquanto comia,
comia e ouvia,
a frágil menina
que no fundo habita,
que chora e que grita
saía de mim.
Saía de mim
correndo e chorando
num gesto revolto,
cabelinho solto,
roupa esvoaçando.
Ia como louca,
chorava e corria,
enquanto eu metia
comida na boca.
Fugia-lhe a estrada
debaixo dos pés,
a estrada pisada
que o luzeiro doira,
serpentina loira
que vai ter ao mar.
Corria a menina
de braços erguidos,
seus brancos vestidos
pareciam luar.
Por dentro ia a noite,
por fora ia o dia.
A vida estuava,
a maré subia.
Caiu a menina
na praia amarela,
logo um molho de algas
se apoderou dela.
Se apoderou dela
carinhosamente,
que as algas são gestos
mas não são de gente.
Caiu e ficou-se
deitada de bruços,
desfeita em soluços
sem forma nem lei.
Ó minha aguazinha
faz com que eu não sinta,
faz com que eu não minta,
faz que eu não odeie!
Aguazinha querida,
compromisso antigo,
dissolve-me a vida,
leva-me contigo.
Leva-me contigo
no berço das algas,
que o sal com que salgas
seja o meu vestido.
Ficou-se a menina
desfeita em soluços,
seu corpo, de bruços,
com o mar a cobri-lo,
enquanto eu, sentado,
sentado comia,
comia e ouvia,
falar-se daquilo.

António Gedeão

8 de setembro de 2009

não é que algum dia me vá esquecer disto

Mas tenho-o sentido e dito tantas vezes, que quero escrevê-lo também.
Eu conheço pessoas genuinamente boas. Pessoas maravilhosas. Não uma nem duas, várias. Tenho a felicidade - o privilégio - de as conhecer de perto, de poder passar minutos, horas com elas. De as olhar nos olhos, de as ouvir. Mesmo que se passem semanas de distância. Meses. Quando as vejo é isto. Eu não conheço. Eu tenho pessoas na minha vida que tornam tudo melhor e mais fácil, até as dores.
Como se isso não bastasse, e como se confiar-lhes o que tenho de melhor e de pior não fosse bom o suficiente, eu ainda sinto que elas gostam muito muito muito de mim.

Quando ouvi isto pela primeira vez não tive noção do quão verdadeiro é.

7 de setembro de 2009

estimada senhora minha mãe:

Venho por este meio informá-la de que o plano que tinha como objectivo destruir o sistema digestivo da sua própria filha foi concluído com sucesso.

Sim, a sua filha regou diariamente o pimenteiro bebé;
Sim, a sua filha viu o pimenteiro crescer, após litros e litros de água cuidadosamente colhida enquanto o seu banho aquecia;
Sim, o pimenteiro deu flores e a sua filha comoveu-se;
Sim, as abelhas acasalaram com o pimenteiro e ele deixou de ser virgem;
Sim, o pimenteiro deu lindos pimentinhos, que a sua filha viu crescer e continuou a regar dia após dia, litro após litro;
Sim, a sua filha decidiu, há momentos, comer os pimentinhos salteados em azeite e temperados com alho e sal;
Sim, a sua filha deu uma dentadinha em cada um dos pimentinhos, incrédula e lavada em lágrimas, à medida que os seus lábios e boca e língua e esófago pegavam fogo;
Sim, a sua filha tossiu desesperada e disse caralhinho várias vezes, sem ser no diminutivo e agora escreveu um palavrão no seu rico bloguezinho;
Sim, a sua filha não suporta neste momento a textura da própria saliva;
Sim, a sua filha empanturrou-se de pão para apagar o fogo;
Sim, a sua filha está saciada e por isso não vai aí jantar consigo.

Estamos entendidas, dona agricultora biológica? Acho bem.

casa de loucos

Em 2006, na casa dos meus pais, era disto todos os dias. Que saudades.



Boa semana! :)

6 de setembro de 2009

nee

Não querendo inflamar ninguém com o título do post (é que dizer deficiente ou qualquer coisa que sugira a-normalidade ofende muito as pessoas), NEE era o que me chamava um professor do ginásio, depois de tomar conhecimento desta minha nova condição. Ele brincava e eu ria-me, mas a verdade é que não só precisei de tempo para perceber que tinha uma coisa chamada condromalácia patelar em ambos os joelhos, como tive de aprender, com paciência e humildade, a viver com ela.

Ora, acho que finalmente processei a informação toda e me adaptei. Que fique registado este dia. Pelo caminho aprendi palavras novas como vasto interno, sulfato de glucosamina, mcconnel taping, viscosuplementação, crioterapia...
Embora as nee se mantenham, finjo que não. É que pelos vistos passam muito facilmente por teimosia. Olaré.

Isto tudo para dizer que apesar de não poder carregar pesos nem flectir as pernas vou fazer mudanças e arrastar móveis cá em casa. Tenho tantum creme e gelo. Para o caso de a brincadeira acabar mal.

5 de setembro de 2009

se eu fosse um bicho

... era uma gaivota. Costumo dizer isto porque as gaivotas vivem felizes só de ver o mar, comem montes de porcaria e voam muito alto quase sem esforço. Não são propriamente elegantes e dão gritos histéricos. Adoro-as.
Hoje fui caminhar com os cães de manhã cedo, à Praia Norte. Caminhámos uma hora e acabámos refastelados numa esplanada.
As gaivotas comovem-me. Ou estão a ver o mar dum ponto privilegiado, ou tomam banho nas pocinhas da maré baixa, ou vêem (como hoje) o nascer do sol, todas juntinhas, com os pés na areia molhada da foz.

Hoje, pela primeira vez em meses, tive a certeza de que o bem-estar não depende tanto de factores externos como eu acreditava. E a consciência disso libertou-me.
Senti-me muito, muito bem. E apanhei três cocós de cão.

4 de setembro de 2009

faço posts de um parágrafo e adoro

Fui ver o Sacanas sem Lei há mais de uma semana e continuo boquiaberta com o desempenho do Christoph Waltz. Ele não só conseguiu fazer com que eu me esquecesse do motivo (Brad Pitt) que me levou ao cinema naquele dia, como me fez fantasiar com beijos na boca a um coronel nazi. Sai um Oscar urgente para a mesa sete, faz favor!

3 de setembro de 2009

santa fluoxetina

É que leio estas notícias e nem choro!

2 de setembro de 2009

querido continente (continuação)

Já vi que baixaste os Fibra Flakes para €1,69. É um bom começo mas mesmo assim recuso-me a comprá-los. Continuo magoada, querido Continente. Muito magoada.


Se os baixares para €1,39 temos conversa. E ponho uma foto aqui no blog. Prometo.
Cá beijinho, Continente. Cá beijinho.

28 de agosto de 2009

não vamos negar o óbvio

Esta imagem está na Visão desta semana.
Eu costumo dizer que sou o meu pai com mamas e cabelo. Mas a verdade é que sou o Paul McCartney sem o bigode.

27 de agosto de 2009

auto ajuda

Tenho relido o meu blog. É chocante. A minha capacidade de adaptação ao cansaço desafia as leis da mãe natureza. Só agora consigo ver o óbvio. Andei a testar os meus limites durante anos. Não só os limites da minha força física, mental e emocional. Os limites do meu optimismo, da minha boa vontade e da minha auto-estima. É triste. Mas podia ter sido pior. Só admiti que não estava bem quando já não conseguia mexer-me.
Estava a pintar. Sei que esta minha forma confusa de expressão em que as metáforas se misturam com a realidade não ajuda mas agora é a sério. O pincel parecia pesar cinco quilos. Foi como se me dissessem para pintar com um garrafão cheio de água pendurado no pulso. O braço não resistia. A mão não se mantinha firme por mais de cinco segundos. A tinta parecia seca e a parede áspera. Começou a arder-me o ombro, depois o cotovelo e por fim a mão. Ainda repeti este processo doloroso uma e outra vez, incrédula, a tentar recordar o que teria feito no dia anterior para me estar a sentir assim, que nunca tinha sentido aquilo, que coisa estranha, que eu normalmente pinto uma parede toda à trincha em menos de nada e carrego montes de tralha e nunca me doem os braços.
O peso estendeu-se para o resto do corpo. Agora eu estava a tentar pintar com um garrafão no pulso e um elefante às cavalitas. Sentei-me no chão, ofegante. Levantei-me e voltei a tentar. Nem cinco minutos aguentei. Não pode ser. O meu braço. A minha mão direita, o meu corpo. Vou deitar-me no chão só um bocadinho, isto já passa.
Deitada no chão, desisti. Olhei para a parede e senti-me completamente incapaz de a pintar. Tantos metros quadrados, uma infinidade de horas de trabalho pela frente e eu tão pequena, tipo mosca moribunda a tentar mexer-se.
Nem uma lágrima. A vontade de chorar andou-me presa na garganta durante meses. E foi assim, seca, que virei costas à parede e disse a mim mesma.
Estou doente.
Mente doente, corpo frágil. Os meus dois joelhos pifaram. O médico japonês, o ortopedista, o fisiatra e as fisioterapeutas fizeram a mesma cara quando lhes disse em que consiste o meu trabalho e quanto tempo fico de pé, e de joelhos, e no escadote, apesar das queixas que já vinha a apresentar. Levei os meus dois joelhos ao limite. É triste. Mas podia ter sido pior. Agora é gelo, fisioterapia, gelo. Nada de ginásios, nada de hiperflexão das pernas, que as cartilagens isto e as rótulas aquilo, que não sei quê artroses e que eu só tenho vinte e sete anos. Eu sempre soube que as pinturas em parede não durariam para sempre, nunca me pus foi essa possibilidade tão cedo. O terror de me ver sem trabalhar, sem acesso às minhas ferramentas essenciais - a minha mente e a minha mão - e ao dinheiro que elas me iam dando. Como se vai ao médico sem dinheiro? Houve meses de crise profunda. Os limites da minha esperança também foram testados. Como uma máquina que avaria, eu toda avariei. Agora lembrei-me do calgon. Há máquinas de lavar roupa mais estimadas que eu.
Tantas vezes neste blog escrevi a palavra cansada. Também muitas vezes escrevi a palavra limite. De cansaço já entendia alguma coisa, mas de limites muito pouco. É triste.
Mas podia ter sido pior.
Hoje terminei a pintura.

:)

Muito obrigada, Babá.

26 de agosto de 2009

24 de agosto de 2009

estávamos na esplanada

Se há coisa que faz bem ao cérebro é pasmar nas férias. Sem culpa. A medicação ajuda, assim como o sono em dia. Mas a despreocupação e o riso sinceros fazem milagres. Eu sou uma felizarda. Tenho pessoas na vida que me enchem de riso, de festinhas, de palavras. Que me fazem sentir leve e solta e confiante como se só coisas boas estivessem para acontecer e eu pudesse fechar os olhos.

Estávamos na esplanada. O sol do Algarve queima, o ar é doce e as pessoas falam no gerúndio. Estar sentada a preguiçar de pés descalços na cadeira da frente, com a minha irmã ao lado e um gelado na boca é o paraíso na terra. Os anjos da guarda continuam por lá. Fazem-me rir até ficar com dores na cara, com os disparates que dizem e que os fazem passar por gente comum. Depois há os jantares e os copos e beijos e abraços apertados, apesar da gripe.

Estávamos na esplanada. A pasmar. Ela é preta e eu, mesmo morena, ao lado dela sou branca. Ela lê o jornal e eu leio revistas parvas porque os meus neurónios sobreviventes assim me pedem. Às tantas passo os olhos num artigo parvo de revista parva, sobre amigas. Estávamos na esplanada, e eu li em voz alta:

"- A verdadeira amiga é aquela em quem confiamos a 100%. - ...És tu, minha cabra."
E ela:
"- És tu, minha puta."



E que bom que assim é.

10 de agosto de 2009

parece mentira mas é verdadeiro

Avó e neta à mesa. Avó vê muito mal e não pesca nada de inglês, então a neta lê-lhe as legendas do programa da Oprah.
Para preservar a verdadeira identidade das envolvidas, chamemos-lhes Nat e Binhas.

Nat (solteira há quase um ano mas isso agora não interessa nada): Blá blá blá blá oprah oprah oprah, blá blá blá blá espiritualidade oprah blá blá...
Binhas: ...
Nat (puxa pela voz e pelos pulmões e consegue ler as legendas a alta velocidade com uma dicção quase perfeita por amor à sua avó que é surda dum ouvido): Blá blá blá a essência da vida oprah oprah oprah blá blá blá dádiva de Deus blá blá blá blá lições de coragem blá blá blá blá o bem-estar e o amor próprio blá blá...
Binhas: Nat, quantos anos tens?
Nat: ... blá blá opr... Outra vez? Já ontem me perguntaste.
Binhas: Mas não me lembro. Diz-me...
Nat: Pensa. Faz as contas.
Binhas: Vinte e sete?
Nat: Sim. Não estavas a ouvir-me a ler?
Binhas: Estava... Tu não arranjas um namorado? Para casares.
Nat (de volta à Oprah, agora em silêncio para conter o riso porque a sua avó acaba de lhe lembrar o Bruno Aleixo): ...
Binhas (murmura): Eu com vinte e sete anos já era casada. Com vinte e oito tive a tua mãe.
Nat: ...
Binhas: Será que vais ficar solteira para sempre?
Nat: ...
Binhas: ...
Nat: ...
Binhas: Logo jantas cá?
Nat: Não.
Binhas: Oh porquê?!! Oh...
Nat: Binhas, como é que queres que arranje um namorado se passar a vida aqui fechada contigo? Achas que vou dar de caras com um aqui, vindo do nada?!
Binhas: Anda jantar connosco... por que não vens?
Nat: Vou à caça de um namorado!
Binhas: Oh anda...vai caçar à tarde.

8 de agosto de 2009

Paulo F. este post é para si!

Volta e meia o Paulo mete-se comigo por eu abandonar o meu blog e com isso faz-me sempre sempre sorrir. Aqui está mais um post (UAU) num espaço de dias, Paulo!!!


pausa para post


Lembram-se desta pintura e dos pintos mergulhadores?
A minha mais recente pintura subaquática representa cada um dos membros da família, no quartinho de uma menina recém-nascida que - e passo a citar - "faz um beicinho mesmo igual ao do peixinho".

Foi prenda duma tia muito babada (olá Iva!) e é tão fácil perceber quem é quem na pintura que vou deixar que se adivinhe.


familia mergulhadora

filhotes

piranhamarela

piranhazul

mãe galinha

7 de agosto de 2009

caixa de chá

Esta foi uma encomenda muito especial que a Sofia me fez. Para alguém que, além de ser adepto do FCP, gosta muito de chá. Eu e a Sofia fizemos um mini-brainstorm por email, concordámos que uma pitada de bom humor cai sempre bem e o resultado foi esta criatura, pela qual me apaixonei.

caixa de chá

:)

ao sol

Estou a pensar tirar-lhe a conotação futebolística das riscas na camisolinha e fazer umas camisolas a sério, com ele impresso... Sugestões são bem-vindas!

31 de julho de 2009

e passou julho

Não aceito ter passado um mês inteiro sem escrever nada aqui. E se há sítio onde a batota é permitida, esse sítio é a internet. Hoje já é Agosto mas eu exijo ter um post em Julho.

Tenho dores fechadas em caixinhas. Quando ouvi esta frase pela primeira vez achei que alguém me tinha visto por dentro. Quantas dores cabem numa pessoa só?
Eu vou tentando, neste caos que sou por dentro, arrumar todos os pensamentos e desenhos e pinturas em prateleiras. Tudo à vista. E ao som do riso. Mas as dores, guardo-as em caixinhas. Que vou perdendo no meio da tralha. Volta e meia desoriento-me. Perdi a conta às caixinhas que juntei. Só me lembro de acabar sentada num consultório, diante dum médico que tinha olhos azuis e a voz dos colchões colunex. Já não conseguia pensar, nem pintar, nem mexer-me com as dores. Quando abri a boca para lhe dizer das caixinhas, fez-se-me um nó na garganta e comecei a chorar antes da primeira palavra. Ele deu-me o colo de que eu precisava. Ouviu tudo tudo tudo. Segui de lá para uma farmácia.
Depois disso, socorri-me de todos os outros colos que me rodeiam e que não me fazem perguntas, nem julgamentos. O amor cura. Eu sem forças, sem risos, com náuseas. O amor cura. Algures debaixo duma montanha de caixinhas que se desmoronou, estaria eu. E que sorte a minha por tanta gente me reconhecer sem hesitar, apesar de tão desfigurada debaixo dos destroços.

23 de junho de 2009

pinturinha

Para uma menina pequenina linda linda linda. Chamada Íris. Lá vai ela de escorrega. ^-^



pormenor

entrada

(Aproveito o encanto com que fiquei de ver uma bebé tão pequenina para te mandar muitos beijinhos de parabéns, querida Marta. Felicidades!)

a descoberta da semana

Chama-se Tim Minchin e junta três coisas a que eu simplesmente não resisto: boa música, inteligência e sentido de humor delirante.

Esta é a canção de amor que ele dedicou a uma boneca insuflável.



A-do-ro.

19 de junho de 2009

hoje fui à piscina

Não há nada - biquini, fato de banho, fato de ballet, iluminação, calças, saia, tecido, postura, nada - que realce mais a gordura das minhas pernas e rabo do que uma touca de natação enfiada na minha cabeça.

29 de maio de 2009

animais de pano

Para os meus sobrinhos queridos, que ficaram com um quartinho de brincar ainda mais catita.

O quadro de ardósia é falso. Pintei um rectângulo com a tinta Efeito Ardósia da Cin directamente na parede, e aparafusei-lhe a moldura, que há-de ajudar o Francisquinho a manter o giz dentro dos "limites legais". E já que estou numa de publicidade, aproveito para dizer que os funcionários da Misturacôr - onde costumo comprar a tinta - são uns queridos (têm uma paciência infinita para me aturar).



naveg ar

bichos de pano

e agora um post sobre política

O Avô Cantigas concorreu às europeias. Mudou de nome mas não engana ninguém.

Pergunto-me quantas pessoas terão chegado, como eu, a esta brilhante conclusão.

sim, estou biba!

Começo já com um eufemismo: os últimos tempos não têm sido fáceis. Teria havido muito para escrever se eu visse algum interesse em registar e tornar públicos os meus pensamentos mais pessimistas, e também se pudesse manter o anonimato. O meu bloguezinho ainda é cor-de-rosa, porque eu assim o quero.

marca d'água


Tirei esta fotografia na altura em que estava ainda a tentar digerir o ódio dos "falsos anúncios". Ao fim de horas e horas de trabalho. Cansada mas feliz, diante de mais um par de ovelhinhas saltitonas. Minhas. A minha vontade era de nunca mais publicar nada na internet, a não ser que fosse possível construir uma barreira à prova de ladrões. Talvez a minha mão esquerda, identificada pela cicatriz no polegar, a velar o essencial de cada imagem. Não me saía da cabeça esta frase: As minhas pinturas são minhas. Minhas.

Que triste seria se eu começasse a dar mais importância a quem me rouba do que a quem vem aqui por gosto e me respeita realmente. Que triste, se guardasse para mim cada uma das minhas criações, como se de obras de génio se tratassem. Mas o meu primeiro impulso é esse, especialmente depois de ver a minha propriedade intelectual violada várias vezes, num tão curto espaço de tempo. Se calhar devia fazer marcas d'água em tudo o que crio. Devia avisar que as pinturas estão todas registadas. Devia fazê-lo no cabeçalho do blog, em tom de ameaça, deixando no ar uma certa tensão para que os potenciais espertinhos tirassem daí o sentido. Lamento mas ainda não será desta.

Posso sempre avisar que a minha mão está em tamanho real, na foto, e que sim, eu sou grande e forte, e essa mesma mão tem uma irmã gémea, destra e certeira.
:)

11 de maio de 2009

momento publicitário sem fins lucrativos*

*eis que a desintoxicação chega ao cérebro

E agora eu pegava numa tablete de Milka Biscuit, num Haggen Dazs Vanilla Caramel Brownie de meio litro e num pacote de Chips Ahoy! e metia-me na cama com eles a ver a série completa dos pequenos póneis (embora eles não chegassem sequer a ver o fim do primeiro episódio).

7 de maio de 2009

a mulher que não queria crescer

Ela era tão adolescente, tão adolescente, que ouvia os Azeitonas em alto som e cantava enquanto trabalhava. E o seu trabalho era desenhar bonecos.

a razão cínica

Nunca tinha ouvido (lido) o termo. A razão cínica.
O meu pai trouxe-me este artigo do JN, recortadinho com amor. Li-o e mais uma vez tenho vontade de abraçar o Manuel António Pina. Porque ele põe em palavras o que eu não consigo. E sinto-me agradecida por isso. A razão cínica, diz ele. E é mesmo isso. Até eu que não como animais (não nasci vegetariana) entendo o lado dos que comem.

"Adoro vê-los agonizar"
Os jornais divulgaram há tempos uns versos de um indivíduo condenado nos EUA pelo assassínio de um mendigo: "Vê-os morrer./ Adoro vê-los agonizar: vomitam, gritam, choram". Adorno explica a barbárie como persistência, no ser humano, das formas mais primitivas de agressividade, defendendo que "a questão mais urgente da educação contemporânea é a desbarbarização da humanidade". Neste sentido, o não licenciamento de touradas por (para já) quatro autarquias - Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra - é um acto fundamentalmente educativo. Contra ele, esgotado o argumentário da "tradição", a razão cínica - a razão cínica consegue justificar tudo, de Auschwitz ao terrorismo - fixa-se agora na circunstância de aqueles que condenam as touradas comerem carne. De facto, a Biologia e a História fizeram de nós animais comedores de cadáveres. Há, no entanto, uma diferença (uma diferença moral) entre comer carne e fazer - "pecado contra a natureza", diria Pound - da agonia e morte de um animal um espectáculo, tirando sórdido prazer de o ver espetar, martirizar, vomitar sangue. Nenhum outro animal o faz.

(Por Manuel António Pina. In “Jornal de Notícias”, 4 de Maio de 2009)

30 de abril de 2009

minha nossa senhuora

A lei da atracção é isto: uma gaja tenta desintoxicar o seu fígado, para bem da sua saúde e por causa dum tal ácido úrico e umas senhoras transaminases. Essa gaja enche-se de coragem e alimenta-se de água, tomate, aveia integral, laranjas, morangos, cenouras, sopas. Para continuar no bom caminho, usa o poder da visualização e imagina o seu fígado livre de gordura, a filtrar e expulsar toda a porcaria que antes não conseguia. A gaja tem crises terríveis de gula e devora cereais integrais sem açúcar imaginando que são pipocas do Arrábida Shopping. Depois acalma-se e verifica que a visualização não é assim tão poderosa. Senta-se e trabalha ao som do Youtube. E, quando menos espera, surge na vida desta pobre criatura uma mulher chamada Nigella Lawson.

Lei da atracção? Sim. O meu fígado atraiu para este computador onde escrevo a visão da mulher que originou o termo Gastroporn e cuja existência - meu deus!!! - eu desconhecia. Que usa natas, manteiga, chocolate e açúcar em doses impróprias para o comum dos mortais. E que deixou o meu escritório inundado de baba.

Gulosos que me lêem, atençom. Antes de verem os vídeos desta senhora vão buscar a chibata.

28 de abril de 2009

das coisas boas

Quando nem pintar me sabe bem, até porque chove e eu aproveito qualquer pingo de chuva para me sentir deprimida (e deprimida o que eu quero mesmo é a minha cama e duas toneladas de chocolate), arrasto-me a muito custo para uma casa que não é a minha. Nem cama nem chocolate. Em vez disso, uma parede e horas e horas em pé. Quando nem pintar me sabe bem e o pincel pesa, esse sim, duas toneladas, apercebo-me da sorte que tenho. Porque podia ser pior. Podia ter um patrão de merda, ser desvalorizada e/ou explorada, ter de trabalhar em algo que odiasse, ter colegas intriguistas, stress, aturar clientes mal educados, engolir desaforos. Quando nem pintar me sabe bem, tenho os clientes como consolo. Os melhores do mundo - já o disse aqui mil e uma vezes, eu sei. Recebem-me não como a uma pintora que vai lá a casa trabalhar, mas como a uma visita. Com carinho e atenção e café e frigorífico e microondas-se-precisares. E aqui é a casa de banho e estás à vontade, estás à vontade! Se precisares telefona e já sabes, a máquina do café está aqui. Que bonito, Natacha. E os sorrisos. Agarro-me aos meus clientes, quando nem pintar me sabe bem. Alguns nem imaginam a diferença que fizeram na minha vida.

24 de abril de 2009

o debate, para quem não viu



Eu sofro de vergonha alheia. E juro que, mesmo estando contra eles nesta questão, senti vergonha pelos senhores Vítor Hugo Cardinali e João Palha Ribeiro Telles. Acho que só há uma explicação para o que se passou ontem (descartando, claro, a possibilidade de a Sic ter desequilibrado intencionalmente o debate ao colocar dum lado duas pessoas informadas e eloquentes e do outro dois broncos). E a explicação encontra-se nos copos de água: a famosa marca que patrocina este programa é a "Águas da Serra Quanto Mais Falas Mais te Enterras Mais Valia Estares Calado". E repare-se que nem o Miguel Moutinho nem o Nuno Paixão beberam. Escusado será dizer que o filhote do Ribeiro Telles chegou tarde porque esteve lá atrás a beber do garrafão.

23 de abril de 2009

biba biba




ui ui ui

Hoje há debate e eu não sabia! Obrigada Van Dog, já votei!

Votem também, faz favor.
:)

15 de abril de 2009

porque rir faz muito bem

E rir muito faz ainda melhor. Espreitem. Para quem gosta de gatos e de disparates sem limites.

funny pictures of cats with captions

4 de abril de 2009

pequena história trágica

Era uma vez uma menina que se alimentava de doces. Um dia essa menina foi a um médico alternativo que lhe picou o dedo, pôs uma gotinha do seu sangue no microscópio e explicou-lhe que se não se pusesse a pau, um dia ficava muito doente do fígado. A menina tentou ter cuidado, mas os doces vinham todos os dias directos a ela, e eram enormes e apetitosos e muito muito simpáticos, e diziam-lhe "Olha ali o elefante!" e quando ela se apercebia já eles estavam a nadar-lhe nas veias.

Um dia a menina voltou ao médico já com o fígado doente. Ele ralhou um bocadinho com ela, disse-lhe que tentasse comer frutos secos em vez de gelados e chocolates e que se desintoxicasse, para bem do seu fígado.

A menina veio para casa e, obediente como só ela, afogou-se em açúcar. Depois lá se sentiu capaz de desintoxicar.
Ao fim de um dia de fruta, legumes, cereais integrais e água, a menina sentia-se bem.
Ao fim de dois dias sem café, a menina sentia uma bela dor de cabeça. E tinha sonhos eróticos com o coelho da páscoa.
Ao fim de três dias, a menina acordou morta.

31 de março de 2009

e o prémio Sei Apagar Assinaturas às Três Pancadas vai para...

... para a mesma pessoa! E gabo-lhe também a coragem.
Por favor não me acusem de parcialidade. É que este artista não se deu sequer ao trabalho de apagar melhor o www.pinturadequartos.com desta foto.

30 de março de 2009

e o prémio da ganda latosa vai para...

Bons velhos tempos aqueles em que eu saltitava feliz em direcção ao meu blog cor-de-rosa para partilhar com o resto do mundo as minhas ideias frescas.
Hoje, antes de qualquer outra coisa, penso se será boa ideia publicar uma ideia na internet. E há dias em que esse pensamento é capaz de arrasar por completo com a minha inspiração.

Peço desculpa aos outros nomeados que se esmeraram nas cópias silenciosas das minhas personagens. Que as assinaram como sendo deles. Que as tentaram (e tentam) vender. O prémio vai mesmo para este senhor:



Muito obrigada a quem me alertou para isto. Saber que há quem reconheça o meu trabalho e o valorize ao ponto de me ajudar a protegê-lo, reconforta-me e dá-me muita força.

Não deixar de ler este post, escrito pelo autor da segunda fotografia também roubada, Paulo Galindro (não confundir com o autor dos anúncios!!!). Perfeito para sensibilizar todos aqueles que dormem descansados depois de se apropriarem da ideia original alheia, galgando (ou destruindo?) todo um processo criativo sem o mínimo respeito.

28 de março de 2009

dos plágios

A propósito do post anterior e do que acabo de ler no blog da Rosa:

O que sinto vontade de escrever aqui inclui palavrões e insultos vários a todos aqueles que, de ânimo leve, se passeiam pela internet em busca de imagens engraçadas para copiar e manipular descaradamente. Pouco me importa se é sem má intenção que o fazem, se estão desempregados e apenas fazem artesanatozinho para vender às amigas, se não imaginavam que o que fizeram é crime, se lhes doía o dedo no momento em que deveriam ter teclado meia dúzia de palavras de referência ao autor/título/site/etc da obra original.

Nojo.

19 de março de 2009

obrigada

Hoje quero agradecer a todos aqueles que de alguma forma demonstraram um enorme respeito por mim e pelo meu trabalho. Que, tendo gostado de alguma das imagens que aqui publico, me contactaram a pedir autorização para copiar, seja para usar como fundo no ambiente de trabalho, seja para fazer um bordado, seja para adaptar e criar uma versão diferente... Quero agradecer e dizer que nunca me vou esquecer disso. Porque muitas vezes a falta de respeito e consideração vem até de pessoas que conhecemos pessoalmente.
A maioria das imagens que publico aqui, é publicada pelo puro prazer de partilhar, sem qualquer interesse comercial e muitas vezes correndo o risco de me prejudicar, mais do que beneficiar enquanto autora. Mas isso fica para amanhã.
Muito obrigada.

ovos

Há dias encontrei uns ovos de galinhas criadas ao ar livre mais baratos do que os que costumo comprar. Comentei isso com a minha mãe e o meu pai teve um ataque de riso. O meu pai não imagina de onde vêm os ovos que come. Eu, muitas vezes e por cobardia, tento não imaginar. Mas em casa posso garantir que as galinhas que eu exploro para me lambusar com uma mousse de chocolate viram a luz do dia e foram tratadas com respeito. E isso alivia-me um bocadinho.
Os ovos que encontrei são da Casa do Aido.

18 de março de 2009

post super interessante, diria mesmo interessantíssimo

Eu cá quando entrei para o ginásio* só fazia duas flexões (sendo que quase morri durante a segunda e fi-la por uma questão de honra uma vez que me encontrava roxa no meio do chão diante dum mr. músculo incrédulo).
Agora já faço várias flexões assim e hoje empurrei um carro sem bateria numa ligeira subida.

De agora em diante podem tratar-me por Supernat, se faz favor.

17 de março de 2009

olha um quadrinho!

:)

amor porm

moldura parede

Sou tão sensível à Primavera que ainda fico mais lamechas/pateta/romântica...
Está à venda aqui.

16 de março de 2009

eu venho aqui...

... e escrevo, até. Mas muitas vezes escrevo e não publico. Já não me lembro da última vez que pus aqui uma fotografia...
Hoje fui às lágrimas com este vídeo que encontrei por acaso, enquanto ouvia os meus amados Coldplay. Os vizinhos já devem saber que quando há gargalhadas no nosso piso, sou eu.



Boa semana!

2 de março de 2009

um bom começo

Poucas coisas me deixam feliz ao ponto de dar gritos e chorar como fiz hoje, quando o meu pai me deu para as mãos um recorte do JN. Leiam aqui e aqui.

Viana do Castelo é a primeira cidade anti-tourada de Portugal.

Tenho de agradecer a todos os que assinaram a petição a que dei início. Estou mesmo muito orgulhosa, independentemente do peso que ela possa ter tido nesta mudança. Acredito que as manifestações pacíficas, por mais pequenas que sejam, se fazem sentir. Por isso muito obrigada.

É só um começo, mas que belo começo! Agora há que actualizar o site da petição e, mais urgentemente ainda, há que felicitar a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Estou tão feliz.

25 de fevereiro de 2009

se há coisa que me derrete

É ver homens altos e fortes, para lá dos cinquenta anos, a passearem cães rafeiros pequeninos. Então quando o cão é velhinho e feio e caminha com dificuldade, e o dono espera paciente e carinhosamente... só não vou lá distribuir beijos e abraços porque isso é altamente lamechas.

(suspiro)

post de ontem

Há dias miseráveis. Dias em que o mundo pesa, em que acordar dói. Em que o simples facto de ter de escolher uma roupa para vestir se torna difícil, se torna um problema. Um drama. Há dias em que nem o sol, nem as flores dos meus cactos me fazem sentir melhor. Ao longe vejo o meu optimismo, sei que nunca se afasta a ponto de nos perdermos e isso deixa-me sossegada.
Leio livros onde encontro frases poderosas. Leio-as uma e outra vez, na esperança de encontrar nelas a chave para todos os meus problemas. Hoje deitei-me no chão da sala, de manhã. O meu corpo devia pesar uma tonelada. Tentei não fazer listas mentais. Tentei respirar devagar, tentei sentir-me melhor. Tentei adormecer. Bebi um litro e meio de água para lavar a alma. Nada. Só chichi.

Levámos a cadela a correr à aldeia. Levei um livro também. A minha mãe escavava na terra e eu escavava nos parágrafos, em busca de mais frases poderosas, da frase derradeira, a que me arrancasse do fosso em que me sentia. Há dias miseráveis. Li uma e outra frase. Li em voz alta e a minha mãe ouviu-me, abraçada ao castanheiro, e suspirava. Que duas. E a cadela já farta de correr. Quando já íamos embora lembrei-me de trazer terra para os meus cactos. Isto de passar os cactos dos vasos pequeninos onde estão há três anos para uns maiores é terapêutico. Desenformar-lhes as raízes já aflitas e contorcidas, dar-lhes espaço e terra nova. Água e ar. Era o que eu queria para mim, que me transladassem com jeitinho e falinhas mansas como eu faço aos meus cactos, para um sítio melhor e seguro. Então peguei num vaso grande, fui à horta e enchi-o de terra.

De repente, quando menos esperava, o cheiro da terra húmida subiu-me pelas narinas directo ao cérebro. Não sei como acontece, isto da memória olfactiva. Acho que bastou uma fracção de segundo para eu me ver na escola primária, num dia de calor. Foi como se o cheiro da terra tivesse passado por uma fila de interruptores dentro da minha cabeça e os tivesse ligado um por um.
Olhei à volta e subitamente tudo me pareceu mais fácil. Afinal quem precisava de terra era mesmo eu, sem metáforas.

15 de fevereiro de 2009

algures no meu sangue

Diz um glóbulo vermelho:
- Olá, és um glóbulo branco não és?
- Não, meu caro. Sou um grão de açúcar.

dia dos namorados

Em 1997 eu era apaixonada pelo João. Namorávamos à distância, por carta e por cabine telefónica. No dia dos namorados ele enviou-me um postal de Natal. Dizia que se sentia sozinho. Sem lamechices. Eu adorei aquilo, surpreendeu-me. E chorei de amor. E desde aí nunca me senti na obrigação de oferecer prendas, de sequer celebrar o dia de S. Valentim com nenhum dos meus namorados (embora o Brunela me tenha oferecido uma batedeira eléctrica há dois anos - obrigada Brunim).
Esta explosão de corações em cartolina vermelha e a matança de milhões de flores parece-me demasiado pateta. Imagino que haja quem se sinta atropelado pelo dia de S. Valentim como eu me sinto pelo Natal. Aqui fica uma música que é um consolo.
Não faz mal não sentir nada no dia 14 de Fevereiro. Não faz mal. Porque os dias de amor são quando um coração quiser. Digo eu.

12 de fevereiro de 2009

di

Encontrei os nossos cartões d'O Músculo. Emitidos em 1996. Com as nossas moradas, datas de nascimento e números de telefone (ainda sem o 258) batidos à máquina. E as fotografias, ai meu deus as fotografias. Não consigo parar de rir.

o meu umbigo

O meu umbigo está de boa saúde. O meu corpo tem músculos que eu não via há séculos. Embalada na vaidade, observei (é o que dá ficar na frente do espelho) que a minha cara precisava de ajuda também. Um cremezinho de noite, que eu já sou uma jovem adulta.
Não tarda nada começo a queixar-me da celulite que tenho nas pernas.

E é agora que eu acordo. E me lembro do valor das coisas. Tiro os olhos do meu umbigo, penso em quem gostaria de ter um par de pernas como estas minhas, saudáveis, ágeis, flexíveis. Quem gostaria de simplesmente poder andar. E sinto vergonha.

11 de fevereiro de 2009

amor incondicional

Devíamos amar-nos uns aos outros como eu amo o chocolate:

Preto
branco
sucedâneo
de leite
na páscoa é ovinho
no natal é enfeite

No leite
no pão
assim ou assado
na fruta fondue
na roupa pingado

Quente
morno
frio
gelado
derretido ao sol
no tacho queimado

Em qualquer receita
seja boa ou má
muito doce
amargo
com café
com chá

Bombom maciço
bombom com recheio
não havendo bombom
haverá brigadeiro

Chocolate eu amo-te
comi bolo encruado
dá-me a volta a barriga
e pago assim o pecado

pensamentos na sanita

Quando se imita o som do chichi

tchhhhhhhhhhhhhh

é o som do chichi a sair ou do chichi a aterrar?

9 de fevereiro de 2009

um dia abriram-se-me os olhos

Foi há pouco tempo.
Eu dizia que tinha mau feitio. Que sou teimosa - sou; que sou obstinada - sou; que de mau humor ninguém me queira por perto - sim; que levo muito a mal a indelicadeza em geral - ui; que detesto receber ordens - de tes to; que sou muito exigente - também. Mas isso, ao contrário do que eu pensava, não é garantia de mau feitio.
Um dia abriram-se-me os olhos. Eu não tenho mau feitio. Salva pelo meu optimismo, pela capacidade de engolir uns sapinhos para que não haja barulho, pela pouca expectativa em relação a quase tudo. Um dia observei feitios tão mas tão piores que o meu.
Um dia abriram-se-me os olhos. Não é que eu tenha bom feitio. Mas mau também não é.

8 de fevereiro de 2009

domingo de chuva

Acordei morta. Devo ter dormido em má posição. Felizmente havia café pronto. Bendito seja. Danço estas três, em pijama, pela casa:








Di, danças comigo?

5 de fevereiro de 2009

bonecos de pano

São uma proposta de pintura. Têm a função de distrair meninos que estarão de braço estendido com uma agulha enfiada... coisa que ainda hoje me aterroriza. (Peço sempre para tirar sangue deitada porque quase desmaiei umas vezes, então deito-me e viro a cara para o lado e, normalmente, como não há nada de interessante para ver longe da agulha, imagino um gelado enorme, um gelado delicioso e já a derreter-se, um gelado todo só para mim e uma colher mesmo ergonómica, assim mesmo mesmo delicioso a caminho da minha boca... - "Já está, carregue aqui com o dedo." - Ufa!)

intrusos

espreitadela

macaco de peluche

gato remendado

girafa de retalhos

Pendurados, apoiados ou escondidos atrás dos objectos. Imaginei a girafa com dois metros de altura, a aparecer vinda detrás duma porta. Esta é uma maneira mais barata de fazer um boneco grande: esconde-se-lhe mais de metade do corpo. O mesmo para o urso.
As minhas pinturas favoritas são estas em que os bonecos habitam recantos improváveis. Embora dê um trabalhão e algumas cãibras aceder a rodapés, interruptores e radiadores com tinta no pincel e mão firme.

O meu trabalho faz-me muito feliz.

4 de fevereiro de 2009

pensamentos na cozinha

É possível alguém ser parvo ao ponto de acabar de fazer uma sopa e, com a gula, enfiar uma colherada de couves a escaldar na boca, pensar cuspo-engulo-cuspo-engulo-cuspo-engulo, engolir, e sentir uma lava percorrer-lhe todo o sistema digestivo desde as gengivas até às cuecas?

Claro que sim.

3 de fevereiro de 2009

querido continente

Quero que saibas que gosto de ti, apesar dos teus defeitos. Mas que fique bem claro, querido Continente, que eu não volto a comprar Fibra Flakes da tua marca. Posso ter sido a única pessoa a observar que passaram de €0.99 para €1.99, mas não me interessa. Estou magoada e não julgues que me enganas com a nova embalagem azul bebé, o conteúdo é exactamente o mesmo.

A partir de agora, Fibra Flakes é no Lidl.

2 de fevereiro de 2009

16 coisas sobre mim

Não costumo participar nestes desafios, mas uma vez que tem havido reclamações relativas às teias de aranha que decoram este meu blog, pronto, aqui vão 16 revelações de enorme interesse sobre mim. Mas não vou passar o desafio adiante, está bem? Quem quiser participar, faça favor. :)

Fui desafiada pelos meninos:

Marta

Filipe

Sílvia

Tulicreme

Sandra

Obrigada, amiguinhos virtuais. Aqui está o meu trabalho de casa:


1 - Quando me apresentam alguém nunca consigo decorar o nome da pessoa. No segundo beijinho já não sei como se chama. Mas tenho uma memória espectacular para decorar letras de músicas.

2 -Sofro de humor negro compulsivo. Ninguém devia subestimar a minha capacidade de fazer observações estúpidas e comentários inapropriados, pois tenho sempre um debaixo da língua, mesmo para as situações mais dramáticas. Felizmente ainda tenho autocensura. Muitas vezes não digo o que penso, portanto.

3 - Costumo ser muito bem disposta e faladora mas quando me dá o sono - o que acontece de forma abrupta, a partir das 22h30 - transformo-me em abóbora.

4 - A minha capacidade de comer chocolate ultrapassa o limite do razoável. Faço um número de ilusionismo impressionante que envolve somente a minha boca e uma tablete de 300 g de Milka.

5 - Gosto de camisolas com borbotos e tenho roupa podre de velha. Uso todas as semanas umas sapatilhas com mais de 10 anos e uma saia com 13.

6 - Tenho horror a desperdício. Acumulo muito lixo graças à possibilidade-de-um-dia-reutilizar-isto-quem-sabe-daqui-a-três-anos.

7 - Tenho memória fotográfica. Desenvolvi a capacidade de memorizar as folhas dos apontamentos por onde estudava para "copiar" as respostas nos exames. Só isso explica que tenha passado a disciplinas que nunca dominei, desde a escolinha até à universidade.

8 - Sou alérgica a pêssego.

9 - Tenho muito apreço pela minha mão direita. Por isso, sempre que faço alguma coisa em que arrisque magoar uma mão, uso a esquerda.

10 - Tenho pé chato e faço tendinites graças a isso (disse o ortopedista). Só uso calçado muito muito muito confortável.

11 - Faço a espargata com a perna direita à frente.

12 - Toco com a língua no nariz.

13 - Ninguém me peça para dar recados importantes.

14 - Vejo mal mas ouço muitíssimo bem.

15 - Aprendi com a vida a desdramatizar tudo. Não levo nada nem ninguém (incluindo eu própria) demasiado a sério.

16 - Tenho horror a formigas quando em grupos de mais de dez elementos.

31 de janeiro de 2009

pensamentos no comboio

Às vezes acho que vejo mesmo mal...
Outra vezes tenho a certeza.

27 de janeiro de 2009

no fundo do mar

A pintura mais recente que fiz foi para duas irmãs pequeninas. A mais velha adora o Lobo Mau e tubarões. E pintainhos.



nadar na parede

ºvvv¨vvvº

pintainho nadador :)


:)

melhor ainda

Sabes como se acha a raiz quadrada? Escava-se debaixo dum arbusto cúbico!

pequena anedota seca que inventei ontem

Sabem aquele tipo de arbusto que se apara até ficar cúbico? Tem a raiz quadrada!

26 de janeiro de 2009

mais um

Hoje sonhei que estava perdidamente apaixonada pelo Nuno Lopes e ele por mim. Ele tinha uma identidade secreta: era o Batman. Isso era o nosso segredo. (Nuno, - se leres isto - adoro as tuas covinhas. Também me rio muito a ver o Chato n'Os Contemporâneos.)
A seguir estava na varanda dum primeiro andar da qual tinha de descer, sabe-se lá porquê. Ficava paralisada com as vertigens. O medo era tão real, tão real. A minha avó e o meu pai ajudavam-me. Na verdade a minha avó pegava em mim ao colo (como se eu fosse leve e ela fosse forte) e eu fechava os olhos enquanto tentava agarrar-me com todas forças para não cair. O meu pai lá em baixo, a ver.

E onde estava o Batman nessa altura? Onde?!

14 de janeiro de 2009

jumpin' jive

Há dias em que acordo tão bem disposta que até eu própria fico surpreendida. Levo cerca de um minuto, desde o momento em que me levanto, até começar a cantar. Hoje acordei tão acelerada que só me apetecia ouvir esta música. Também da aula de step. E agora sim, podem imaginar-me num sobe e desce desenfreado, ensopada em suor, não esquecendo o pormenor das mamas que nunca estão sincronizadas com o resto do corpo. Uma beleza.

Aqui fica a versão original - uma delícia - que é de 1943(!).

11 de janeiro de 2009

que fique registado

... que no dia 9 de Janeiro de 2009 me caiu neve (não me interessa que tenha sido pouca) em cima, eram oito da manhã. Neve no Minho, minha gente. Nebe em Biana!

8 de janeiro de 2009

músicas de ginásio

Inauguramos hoje a etiqueta músicas que descobri no ginásio, que me parece de uma enorme utilidade pública. Começo com a minha favorita, da aula de step (escusam de me imaginar na minha versão repuxo de suor deprimente aos pinotes em cima daquele degrau assassino - esta é a música do relaxamento).

Eric Hutchinson
- Oh!

6 de janeiro de 2009

o meu coração é teu

Desde que estive contigo pela última vez que não consigo parar de pensar em ti. Ontem adormeci com a tua imagem na minha mente. Todos os teus pormenores, as tuas cores, o teu cheiro. A maneira como pareces ter nascido para mim e eu para ti. Se quiseres vir cá a casa, a porta estará sempre aberta. Aliás, se quiseres vir para cá morar, estás à vontade. Já te disse que o meu pai gosta de ti? E ri-se quando diz que eu estou apaixonada.
Sim, Ikea, eu quero casar contigo.

meu rico bloguezinho

O ano começou e eu ainda estou a recuperar o equilíbrio depois do furacão Natal... com o centro de gravidade alterado, devido às quantidades obscenas de açúcar que se alojaram na minha barriga. A culpa de não resistir à gula. Crianças que morrem à fome sem um colo e sem nada e eu ó, mais uma rabanada, só mais uma que ainda cabe. A culpa é o que move as acções de solidariedade natalícia, não é? A culpa pesa-me. E é bem feita.

Dois anos de blog. Se os blogues fossem, como muita gente iludida pensa, a verdade sobre os seus autores, então poder-se-ia concluir que eu ando a dormir. Porque este blog anda adormecido, coitadinho do meu Vermelho Devagarinho. Agradeço a todos os que ainda vêm cá todos os dias. Gosto muito que cá venham e lamento que isto ande assim. Não está para acabar, o meu cantinho mistela, não senhor. Estou só muito longe do computador. Paciência. Um dia destes volto a pôr aqui muitas fotografias. E desenhos e pinturas. Quando a vontade voltar. Para já voltou a vontade de escrever.

Há uns tempos tive uma visão. Não me sai da cabeça e originou um turbilhão dentro de mim. Ia no carro, buscar a minha mãe. Olhei para umas árvores enormes, vi o céu entre as folhas e em vez de - como é costume - me sentir feliz só por isso, senti um enorme vazio.

Tenho vivido para pagar uma renda.


Eu e a minha pouca ambição. Vivo para manter uma casa. Um mês de cada vez e depois logo se vê. Sem tempo nem fortuna mas tão feliz, que o que interessa eu já tenho. Amor, muito amor, abraços e beijos. Riso. Chocolate com o café todos os dias. Pêlo de cão na roupa, uns passeios na praia e pronto. Não há nada melhor. Pelo menos não havia, até eu olhar pelo pára-brisas para aquelas árvores e me sentir tão pequena.

27 de dezembro de 2008

sobrevivi

Vi-o a aproximar-se. Directo a mim. O medo de ser esmagada paralisou-me. Escondo-me? Corro? Grito? Não há tempo, está cada vez mais perto.

Fiz-me de morta.

Gigante, cada vez maior e cada vez mais perto, esmagava tudo ao passar. A música quase me ensurdeceu. As luzes piscavam e os papéis voavam. Ainda me pisou mas sobrevivi.

O Natal passou-me ao lado.

24 de dezembro de 2008

feliz natal :)

A todos os que por aqui passam. Beijinhos, paz, amor e carinho.
E agora deixo-vos mais uma vez com aquele que é para mim o filme de Natal mais bonito de sempre.

16 de dezembro de 2008

querido inconsciente:

Peço desculpa. Não te queria ofender com o post anterior. Eu nem sabia que tu lias o meu blog. Aquilo do "que fui eu fazer" era a brincar. Eu sei que não posso decidir o que sonho, quanto mais ter o poder da premonição.
Não me castigues mais e por favor, deixa-me sonhar com coisas normais, como o resto das pessoas.

10 de dezembro de 2008

eu tive um sonho premonitório

Eis que, meses depois, do fundo da minha barriguita (o ita é eufemismo) mole, surge aquilo a que se chama abdominais definidos. Eis que o meu umbigo já não está tão aconchegado entre dois pneus. Bendito ginásio. Fico satisfeita e danço como a Shakira.

Mas o que me preocupa é pensar que os meus sonhos possam ser realmente premonitórios... ai jasus que fui eu fazer.

9 de dezembro de 2008

para a próxima pintura

A imaginação é o limite. É possível meter o Lobo Mau numa pintura do fundo do mar? Eu acho que sim.

lobo mau mergulhador

:D

estou aqui

Longe da internet em geral, das minhas coisas em particular. Mas estou bem e mando beijinhos a quem me lê.
Dói-me o lado esquerdo do corpo. Porque ontem os cães atacaram um gato e eu sozinha com eles. Gritar não valeu de nada. Agarrar a boxer só com uma mão enquanto tentava tirar o outro de cima do gato também não. Agora tenho dores no corpo e a imagem na cabeça. E os sons. Quis ser surda.
Agora tenho dores do lado esquerdo do corpo.
Vou voltar à rotina. Mas antes disso vou pôr um desenho aqui para vos mostrar.