27 de agosto de 2009

auto ajuda

Tenho relido o meu blog. É chocante. A minha capacidade de adaptação ao cansaço desafia as leis da mãe natureza. Só agora consigo ver o óbvio. Andei a testar os meus limites durante anos. Não só os limites da minha força física, mental e emocional. Os limites do meu optimismo, da minha boa vontade e da minha auto-estima. É triste. Mas podia ter sido pior. Só admiti que não estava bem quando já não conseguia mexer-me.
Estava a pintar. Sei que esta minha forma confusa de expressão em que as metáforas se misturam com a realidade não ajuda mas agora é a sério. O pincel parecia pesar cinco quilos. Foi como se me dissessem para pintar com um garrafão cheio de água pendurado no pulso. O braço não resistia. A mão não se mantinha firme por mais de cinco segundos. A tinta parecia seca e a parede áspera. Começou a arder-me o ombro, depois o cotovelo e por fim a mão. Ainda repeti este processo doloroso uma e outra vez, incrédula, a tentar recordar o que teria feito no dia anterior para me estar a sentir assim, que nunca tinha sentido aquilo, que coisa estranha, que eu normalmente pinto uma parede toda à trincha em menos de nada e carrego montes de tralha e nunca me doem os braços.
O peso estendeu-se para o resto do corpo. Agora eu estava a tentar pintar com um garrafão no pulso e um elefante às cavalitas. Sentei-me no chão, ofegante. Levantei-me e voltei a tentar. Nem cinco minutos aguentei. Não pode ser. O meu braço. A minha mão direita, o meu corpo. Vou deitar-me no chão só um bocadinho, isto já passa.
Deitada no chão, desisti. Olhei para a parede e senti-me completamente incapaz de a pintar. Tantos metros quadrados, uma infinidade de horas de trabalho pela frente e eu tão pequena, tipo mosca moribunda a tentar mexer-se.
Nem uma lágrima. A vontade de chorar andou-me presa na garganta durante meses. E foi assim, seca, que virei costas à parede e disse a mim mesma.
Estou doente.
Mente doente, corpo frágil. Os meus dois joelhos pifaram. O médico japonês, o ortopedista, o fisiatra e as fisioterapeutas fizeram a mesma cara quando lhes disse em que consiste o meu trabalho e quanto tempo fico de pé, e de joelhos, e no escadote, apesar das queixas que já vinha a apresentar. Levei os meus dois joelhos ao limite. É triste. Mas podia ter sido pior. Agora é gelo, fisioterapia, gelo. Nada de ginásios, nada de hiperflexão das pernas, que as cartilagens isto e as rótulas aquilo, que não sei quê artroses e que eu só tenho vinte e sete anos. Eu sempre soube que as pinturas em parede não durariam para sempre, nunca me pus foi essa possibilidade tão cedo. O terror de me ver sem trabalhar, sem acesso às minhas ferramentas essenciais - a minha mente e a minha mão - e ao dinheiro que elas me iam dando. Como se vai ao médico sem dinheiro? Houve meses de crise profunda. Os limites da minha esperança também foram testados. Como uma máquina que avaria, eu toda avariei. Agora lembrei-me do calgon. Há máquinas de lavar roupa mais estimadas que eu.
Tantas vezes neste blog escrevi a palavra cansada. Também muitas vezes escrevi a palavra limite. De cansaço já entendia alguma coisa, mas de limites muito pouco. É triste.
Mas podia ter sido pior.
Hoje terminei a pintura.

:)

Muito obrigada, Babá.

26 de agosto de 2009

24 de agosto de 2009

estávamos na esplanada

Se há coisa que faz bem ao cérebro é pasmar nas férias. Sem culpa. A medicação ajuda, assim como o sono em dia. Mas a despreocupação e o riso sinceros fazem milagres. Eu sou uma felizarda. Tenho pessoas na vida que me enchem de riso, de festinhas, de palavras. Que me fazem sentir leve e solta e confiante como se só coisas boas estivessem para acontecer e eu pudesse fechar os olhos.

Estávamos na esplanada. O sol do Algarve queima, o ar é doce e as pessoas falam no gerúndio. Estar sentada a preguiçar de pés descalços na cadeira da frente, com a minha irmã ao lado e um gelado na boca é o paraíso na terra. Os anjos da guarda continuam por lá. Fazem-me rir até ficar com dores na cara, com os disparates que dizem e que os fazem passar por gente comum. Depois há os jantares e os copos e beijos e abraços apertados, apesar da gripe.

Estávamos na esplanada. A pasmar. Ela é preta e eu, mesmo morena, ao lado dela sou branca. Ela lê o jornal e eu leio revistas parvas porque os meus neurónios sobreviventes assim me pedem. Às tantas passo os olhos num artigo parvo de revista parva, sobre amigas. Estávamos na esplanada, e eu li em voz alta:

"- A verdadeira amiga é aquela em quem confiamos a 100%. - ...És tu, minha cabra."
E ela:
"- És tu, minha puta."



E que bom que assim é.

10 de agosto de 2009

parece mentira mas é verdadeiro

Avó e neta à mesa. Avó vê muito mal e não pesca nada de inglês, então a neta lê-lhe as legendas do programa da Oprah.
Para preservar a verdadeira identidade das envolvidas, chamemos-lhes Nat e Binhas.

Nat (solteira há quase um ano mas isso agora não interessa nada): Blá blá blá blá oprah oprah oprah, blá blá blá blá espiritualidade oprah blá blá...
Binhas: ...
Nat (puxa pela voz e pelos pulmões e consegue ler as legendas a alta velocidade com uma dicção quase perfeita por amor à sua avó que é surda dum ouvido): Blá blá blá a essência da vida oprah oprah oprah blá blá blá dádiva de Deus blá blá blá blá lições de coragem blá blá blá blá o bem-estar e o amor próprio blá blá...
Binhas: Nat, quantos anos tens?
Nat: ... blá blá opr... Outra vez? Já ontem me perguntaste.
Binhas: Mas não me lembro. Diz-me...
Nat: Pensa. Faz as contas.
Binhas: Vinte e sete?
Nat: Sim. Não estavas a ouvir-me a ler?
Binhas: Estava... Tu não arranjas um namorado? Para casares.
Nat (de volta à Oprah, agora em silêncio para conter o riso porque a sua avó acaba de lhe lembrar o Bruno Aleixo): ...
Binhas (murmura): Eu com vinte e sete anos já era casada. Com vinte e oito tive a tua mãe.
Nat: ...
Binhas: Será que vais ficar solteira para sempre?
Nat: ...
Binhas: ...
Nat: ...
Binhas: Logo jantas cá?
Nat: Não.
Binhas: Oh porquê?!! Oh...
Nat: Binhas, como é que queres que arranje um namorado se passar a vida aqui fechada contigo? Achas que vou dar de caras com um aqui, vindo do nada?!
Binhas: Anda jantar connosco... por que não vens?
Nat: Vou à caça de um namorado!
Binhas: Oh anda...vai caçar à tarde.

8 de agosto de 2009

Paulo F. este post é para si!

Volta e meia o Paulo mete-se comigo por eu abandonar o meu blog e com isso faz-me sempre sempre sorrir. Aqui está mais um post (UAU) num espaço de dias, Paulo!!!


pausa para post


Lembram-se desta pintura e dos pintos mergulhadores?
A minha mais recente pintura subaquática representa cada um dos membros da família, no quartinho de uma menina recém-nascida que - e passo a citar - "faz um beicinho mesmo igual ao do peixinho".

Foi prenda duma tia muito babada (olá Iva!) e é tão fácil perceber quem é quem na pintura que vou deixar que se adivinhe.


familia mergulhadora

filhotes

piranhamarela

piranhazul

mãe galinha

7 de agosto de 2009

caixa de chá

Esta foi uma encomenda muito especial que a Sofia me fez. Para alguém que, além de ser adepto do FCP, gosta muito de chá. Eu e a Sofia fizemos um mini-brainstorm por email, concordámos que uma pitada de bom humor cai sempre bem e o resultado foi esta criatura, pela qual me apaixonei.

caixa de chá

:)

ao sol

Estou a pensar tirar-lhe a conotação futebolística das riscas na camisolinha e fazer umas camisolas a sério, com ele impresso... Sugestões são bem-vindas!

31 de julho de 2009

e passou julho

Não aceito ter passado um mês inteiro sem escrever nada aqui. E se há sítio onde a batota é permitida, esse sítio é a internet. Hoje já é Agosto mas eu exijo ter um post em Julho.

Tenho dores fechadas em caixinhas. Quando ouvi esta frase pela primeira vez achei que alguém me tinha visto por dentro. Quantas dores cabem numa pessoa só?
Eu vou tentando, neste caos que sou por dentro, arrumar todos os pensamentos e desenhos e pinturas em prateleiras. Tudo à vista. E ao som do riso. Mas as dores, guardo-as em caixinhas. Que vou perdendo no meio da tralha. Volta e meia desoriento-me. Perdi a conta às caixinhas que juntei. Só me lembro de acabar sentada num consultório, diante dum médico que tinha olhos azuis e a voz dos colchões colunex. Já não conseguia pensar, nem pintar, nem mexer-me com as dores. Quando abri a boca para lhe dizer das caixinhas, fez-se-me um nó na garganta e comecei a chorar antes da primeira palavra. Ele deu-me o colo de que eu precisava. Ouviu tudo tudo tudo. Segui de lá para uma farmácia.
Depois disso, socorri-me de todos os outros colos que me rodeiam e que não me fazem perguntas, nem julgamentos. O amor cura. Eu sem forças, sem risos, com náuseas. O amor cura. Algures debaixo duma montanha de caixinhas que se desmoronou, estaria eu. E que sorte a minha por tanta gente me reconhecer sem hesitar, apesar de tão desfigurada debaixo dos destroços.

23 de junho de 2009

pinturinha

Para uma menina pequenina linda linda linda. Chamada Íris. Lá vai ela de escorrega. ^-^



pormenor

entrada

(Aproveito o encanto com que fiquei de ver uma bebé tão pequenina para te mandar muitos beijinhos de parabéns, querida Marta. Felicidades!)

a descoberta da semana

Chama-se Tim Minchin e junta três coisas a que eu simplesmente não resisto: boa música, inteligência e sentido de humor delirante.

Esta é a canção de amor que ele dedicou a uma boneca insuflável.



A-do-ro.

19 de junho de 2009

hoje fui à piscina

Não há nada - biquini, fato de banho, fato de ballet, iluminação, calças, saia, tecido, postura, nada - que realce mais a gordura das minhas pernas e rabo do que uma touca de natação enfiada na minha cabeça.

29 de maio de 2009

animais de pano

Para os meus sobrinhos queridos, que ficaram com um quartinho de brincar ainda mais catita.

O quadro de ardósia é falso. Pintei um rectângulo com a tinta Efeito Ardósia da Cin directamente na parede, e aparafusei-lhe a moldura, que há-de ajudar o Francisquinho a manter o giz dentro dos "limites legais". E já que estou numa de publicidade, aproveito para dizer que os funcionários da Misturacôr - onde costumo comprar a tinta - são uns queridos (têm uma paciência infinita para me aturar).



naveg ar

bichos de pano

e agora um post sobre política

O Avô Cantigas concorreu às europeias. Mudou de nome mas não engana ninguém.

Pergunto-me quantas pessoas terão chegado, como eu, a esta brilhante conclusão.

sim, estou biba!

Começo já com um eufemismo: os últimos tempos não têm sido fáceis. Teria havido muito para escrever se eu visse algum interesse em registar e tornar públicos os meus pensamentos mais pessimistas, e também se pudesse manter o anonimato. O meu bloguezinho ainda é cor-de-rosa, porque eu assim o quero.

marca d'água


Tirei esta fotografia na altura em que estava ainda a tentar digerir o ódio dos "falsos anúncios". Ao fim de horas e horas de trabalho. Cansada mas feliz, diante de mais um par de ovelhinhas saltitonas. Minhas. A minha vontade era de nunca mais publicar nada na internet, a não ser que fosse possível construir uma barreira à prova de ladrões. Talvez a minha mão esquerda, identificada pela cicatriz no polegar, a velar o essencial de cada imagem. Não me saía da cabeça esta frase: As minhas pinturas são minhas. Minhas.

Que triste seria se eu começasse a dar mais importância a quem me rouba do que a quem vem aqui por gosto e me respeita realmente. Que triste, se guardasse para mim cada uma das minhas criações, como se de obras de génio se tratassem. Mas o meu primeiro impulso é esse, especialmente depois de ver a minha propriedade intelectual violada várias vezes, num tão curto espaço de tempo. Se calhar devia fazer marcas d'água em tudo o que crio. Devia avisar que as pinturas estão todas registadas. Devia fazê-lo no cabeçalho do blog, em tom de ameaça, deixando no ar uma certa tensão para que os potenciais espertinhos tirassem daí o sentido. Lamento mas ainda não será desta.

Posso sempre avisar que a minha mão está em tamanho real, na foto, e que sim, eu sou grande e forte, e essa mesma mão tem uma irmã gémea, destra e certeira.
:)

11 de maio de 2009

momento publicitário sem fins lucrativos*

*eis que a desintoxicação chega ao cérebro

E agora eu pegava numa tablete de Milka Biscuit, num Haggen Dazs Vanilla Caramel Brownie de meio litro e num pacote de Chips Ahoy! e metia-me na cama com eles a ver a série completa dos pequenos póneis (embora eles não chegassem sequer a ver o fim do primeiro episódio).

7 de maio de 2009

a mulher que não queria crescer

Ela era tão adolescente, tão adolescente, que ouvia os Azeitonas em alto som e cantava enquanto trabalhava. E o seu trabalho era desenhar bonecos.

a razão cínica

Nunca tinha ouvido (lido) o termo. A razão cínica.
O meu pai trouxe-me este artigo do JN, recortadinho com amor. Li-o e mais uma vez tenho vontade de abraçar o Manuel António Pina. Porque ele põe em palavras o que eu não consigo. E sinto-me agradecida por isso. A razão cínica, diz ele. E é mesmo isso. Até eu que não como animais (não nasci vegetariana) entendo o lado dos que comem.

"Adoro vê-los agonizar"
Os jornais divulgaram há tempos uns versos de um indivíduo condenado nos EUA pelo assassínio de um mendigo: "Vê-os morrer./ Adoro vê-los agonizar: vomitam, gritam, choram". Adorno explica a barbárie como persistência, no ser humano, das formas mais primitivas de agressividade, defendendo que "a questão mais urgente da educação contemporânea é a desbarbarização da humanidade". Neste sentido, o não licenciamento de touradas por (para já) quatro autarquias - Viana do Castelo, Braga, Cascais e Sintra - é um acto fundamentalmente educativo. Contra ele, esgotado o argumentário da "tradição", a razão cínica - a razão cínica consegue justificar tudo, de Auschwitz ao terrorismo - fixa-se agora na circunstância de aqueles que condenam as touradas comerem carne. De facto, a Biologia e a História fizeram de nós animais comedores de cadáveres. Há, no entanto, uma diferença (uma diferença moral) entre comer carne e fazer - "pecado contra a natureza", diria Pound - da agonia e morte de um animal um espectáculo, tirando sórdido prazer de o ver espetar, martirizar, vomitar sangue. Nenhum outro animal o faz.

(Por Manuel António Pina. In “Jornal de Notícias”, 4 de Maio de 2009)

30 de abril de 2009

minha nossa senhuora

A lei da atracção é isto: uma gaja tenta desintoxicar o seu fígado, para bem da sua saúde e por causa dum tal ácido úrico e umas senhoras transaminases. Essa gaja enche-se de coragem e alimenta-se de água, tomate, aveia integral, laranjas, morangos, cenouras, sopas. Para continuar no bom caminho, usa o poder da visualização e imagina o seu fígado livre de gordura, a filtrar e expulsar toda a porcaria que antes não conseguia. A gaja tem crises terríveis de gula e devora cereais integrais sem açúcar imaginando que são pipocas do Arrábida Shopping. Depois acalma-se e verifica que a visualização não é assim tão poderosa. Senta-se e trabalha ao som do Youtube. E, quando menos espera, surge na vida desta pobre criatura uma mulher chamada Nigella Lawson.

Lei da atracção? Sim. O meu fígado atraiu para este computador onde escrevo a visão da mulher que originou o termo Gastroporn e cuja existência - meu deus!!! - eu desconhecia. Que usa natas, manteiga, chocolate e açúcar em doses impróprias para o comum dos mortais. E que deixou o meu escritório inundado de baba.

Gulosos que me lêem, atençom. Antes de verem os vídeos desta senhora vão buscar a chibata.

28 de abril de 2009

das coisas boas

Quando nem pintar me sabe bem, até porque chove e eu aproveito qualquer pingo de chuva para me sentir deprimida (e deprimida o que eu quero mesmo é a minha cama e duas toneladas de chocolate), arrasto-me a muito custo para uma casa que não é a minha. Nem cama nem chocolate. Em vez disso, uma parede e horas e horas em pé. Quando nem pintar me sabe bem e o pincel pesa, esse sim, duas toneladas, apercebo-me da sorte que tenho. Porque podia ser pior. Podia ter um patrão de merda, ser desvalorizada e/ou explorada, ter de trabalhar em algo que odiasse, ter colegas intriguistas, stress, aturar clientes mal educados, engolir desaforos. Quando nem pintar me sabe bem, tenho os clientes como consolo. Os melhores do mundo - já o disse aqui mil e uma vezes, eu sei. Recebem-me não como a uma pintora que vai lá a casa trabalhar, mas como a uma visita. Com carinho e atenção e café e frigorífico e microondas-se-precisares. E aqui é a casa de banho e estás à vontade, estás à vontade! Se precisares telefona e já sabes, a máquina do café está aqui. Que bonito, Natacha. E os sorrisos. Agarro-me aos meus clientes, quando nem pintar me sabe bem. Alguns nem imaginam a diferença que fizeram na minha vida.

24 de abril de 2009

o debate, para quem não viu



Eu sofro de vergonha alheia. E juro que, mesmo estando contra eles nesta questão, senti vergonha pelos senhores Vítor Hugo Cardinali e João Palha Ribeiro Telles. Acho que só há uma explicação para o que se passou ontem (descartando, claro, a possibilidade de a Sic ter desequilibrado intencionalmente o debate ao colocar dum lado duas pessoas informadas e eloquentes e do outro dois broncos). E a explicação encontra-se nos copos de água: a famosa marca que patrocina este programa é a "Águas da Serra Quanto Mais Falas Mais te Enterras Mais Valia Estares Calado". E repare-se que nem o Miguel Moutinho nem o Nuno Paixão beberam. Escusado será dizer que o filhote do Ribeiro Telles chegou tarde porque esteve lá atrás a beber do garrafão.

23 de abril de 2009

biba biba




ui ui ui

Hoje há debate e eu não sabia! Obrigada Van Dog, já votei!

Votem também, faz favor.
:)

15 de abril de 2009

porque rir faz muito bem

E rir muito faz ainda melhor. Espreitem. Para quem gosta de gatos e de disparates sem limites.

funny pictures of cats with captions

4 de abril de 2009

pequena história trágica

Era uma vez uma menina que se alimentava de doces. Um dia essa menina foi a um médico alternativo que lhe picou o dedo, pôs uma gotinha do seu sangue no microscópio e explicou-lhe que se não se pusesse a pau, um dia ficava muito doente do fígado. A menina tentou ter cuidado, mas os doces vinham todos os dias directos a ela, e eram enormes e apetitosos e muito muito simpáticos, e diziam-lhe "Olha ali o elefante!" e quando ela se apercebia já eles estavam a nadar-lhe nas veias.

Um dia a menina voltou ao médico já com o fígado doente. Ele ralhou um bocadinho com ela, disse-lhe que tentasse comer frutos secos em vez de gelados e chocolates e que se desintoxicasse, para bem do seu fígado.

A menina veio para casa e, obediente como só ela, afogou-se em açúcar. Depois lá se sentiu capaz de desintoxicar.
Ao fim de um dia de fruta, legumes, cereais integrais e água, a menina sentia-se bem.
Ao fim de dois dias sem café, a menina sentia uma bela dor de cabeça. E tinha sonhos eróticos com o coelho da páscoa.
Ao fim de três dias, a menina acordou morta.

31 de março de 2009

e o prémio Sei Apagar Assinaturas às Três Pancadas vai para...

... para a mesma pessoa! E gabo-lhe também a coragem.
Por favor não me acusem de parcialidade. É que este artista não se deu sequer ao trabalho de apagar melhor o www.pinturadequartos.com desta foto.

30 de março de 2009

e o prémio da ganda latosa vai para...

Bons velhos tempos aqueles em que eu saltitava feliz em direcção ao meu blog cor-de-rosa para partilhar com o resto do mundo as minhas ideias frescas.
Hoje, antes de qualquer outra coisa, penso se será boa ideia publicar uma ideia na internet. E há dias em que esse pensamento é capaz de arrasar por completo com a minha inspiração.

Peço desculpa aos outros nomeados que se esmeraram nas cópias silenciosas das minhas personagens. Que as assinaram como sendo deles. Que as tentaram (e tentam) vender. O prémio vai mesmo para este senhor:



Muito obrigada a quem me alertou para isto. Saber que há quem reconheça o meu trabalho e o valorize ao ponto de me ajudar a protegê-lo, reconforta-me e dá-me muita força.

Não deixar de ler este post, escrito pelo autor da segunda fotografia também roubada, Paulo Galindro (não confundir com o autor dos anúncios!!!). Perfeito para sensibilizar todos aqueles que dormem descansados depois de se apropriarem da ideia original alheia, galgando (ou destruindo?) todo um processo criativo sem o mínimo respeito.

28 de março de 2009

dos plágios

A propósito do post anterior e do que acabo de ler no blog da Rosa:

O que sinto vontade de escrever aqui inclui palavrões e insultos vários a todos aqueles que, de ânimo leve, se passeiam pela internet em busca de imagens engraçadas para copiar e manipular descaradamente. Pouco me importa se é sem má intenção que o fazem, se estão desempregados e apenas fazem artesanatozinho para vender às amigas, se não imaginavam que o que fizeram é crime, se lhes doía o dedo no momento em que deveriam ter teclado meia dúzia de palavras de referência ao autor/título/site/etc da obra original.

Nojo.

19 de março de 2009

obrigada

Hoje quero agradecer a todos aqueles que de alguma forma demonstraram um enorme respeito por mim e pelo meu trabalho. Que, tendo gostado de alguma das imagens que aqui publico, me contactaram a pedir autorização para copiar, seja para usar como fundo no ambiente de trabalho, seja para fazer um bordado, seja para adaptar e criar uma versão diferente... Quero agradecer e dizer que nunca me vou esquecer disso. Porque muitas vezes a falta de respeito e consideração vem até de pessoas que conhecemos pessoalmente.
A maioria das imagens que publico aqui, é publicada pelo puro prazer de partilhar, sem qualquer interesse comercial e muitas vezes correndo o risco de me prejudicar, mais do que beneficiar enquanto autora. Mas isso fica para amanhã.
Muito obrigada.

ovos

Há dias encontrei uns ovos de galinhas criadas ao ar livre mais baratos do que os que costumo comprar. Comentei isso com a minha mãe e o meu pai teve um ataque de riso. O meu pai não imagina de onde vêm os ovos que come. Eu, muitas vezes e por cobardia, tento não imaginar. Mas em casa posso garantir que as galinhas que eu exploro para me lambusar com uma mousse de chocolate viram a luz do dia e foram tratadas com respeito. E isso alivia-me um bocadinho.
Os ovos que encontrei são da Casa do Aido.

18 de março de 2009

post super interessante, diria mesmo interessantíssimo

Eu cá quando entrei para o ginásio* só fazia duas flexões (sendo que quase morri durante a segunda e fi-la por uma questão de honra uma vez que me encontrava roxa no meio do chão diante dum mr. músculo incrédulo).
Agora já faço várias flexões assim e hoje empurrei um carro sem bateria numa ligeira subida.

De agora em diante podem tratar-me por Supernat, se faz favor.

17 de março de 2009

olha um quadrinho!

:)

amor porm

moldura parede

Sou tão sensível à Primavera que ainda fico mais lamechas/pateta/romântica...
Está à venda aqui.

16 de março de 2009

eu venho aqui...

... e escrevo, até. Mas muitas vezes escrevo e não publico. Já não me lembro da última vez que pus aqui uma fotografia...
Hoje fui às lágrimas com este vídeo que encontrei por acaso, enquanto ouvia os meus amados Coldplay. Os vizinhos já devem saber que quando há gargalhadas no nosso piso, sou eu.



Boa semana!

2 de março de 2009

um bom começo

Poucas coisas me deixam feliz ao ponto de dar gritos e chorar como fiz hoje, quando o meu pai me deu para as mãos um recorte do JN. Leiam aqui e aqui.

Viana do Castelo é a primeira cidade anti-tourada de Portugal.

Tenho de agradecer a todos os que assinaram a petição a que dei início. Estou mesmo muito orgulhosa, independentemente do peso que ela possa ter tido nesta mudança. Acredito que as manifestações pacíficas, por mais pequenas que sejam, se fazem sentir. Por isso muito obrigada.

É só um começo, mas que belo começo! Agora há que actualizar o site da petição e, mais urgentemente ainda, há que felicitar a Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Estou tão feliz.

25 de fevereiro de 2009

se há coisa que me derrete

É ver homens altos e fortes, para lá dos cinquenta anos, a passearem cães rafeiros pequeninos. Então quando o cão é velhinho e feio e caminha com dificuldade, e o dono espera paciente e carinhosamente... só não vou lá distribuir beijos e abraços porque isso é altamente lamechas.

(suspiro)

post de ontem

Há dias miseráveis. Dias em que o mundo pesa, em que acordar dói. Em que o simples facto de ter de escolher uma roupa para vestir se torna difícil, se torna um problema. Um drama. Há dias em que nem o sol, nem as flores dos meus cactos me fazem sentir melhor. Ao longe vejo o meu optimismo, sei que nunca se afasta a ponto de nos perdermos e isso deixa-me sossegada.
Leio livros onde encontro frases poderosas. Leio-as uma e outra vez, na esperança de encontrar nelas a chave para todos os meus problemas. Hoje deitei-me no chão da sala, de manhã. O meu corpo devia pesar uma tonelada. Tentei não fazer listas mentais. Tentei respirar devagar, tentei sentir-me melhor. Tentei adormecer. Bebi um litro e meio de água para lavar a alma. Nada. Só chichi.

Levámos a cadela a correr à aldeia. Levei um livro também. A minha mãe escavava na terra e eu escavava nos parágrafos, em busca de mais frases poderosas, da frase derradeira, a que me arrancasse do fosso em que me sentia. Há dias miseráveis. Li uma e outra frase. Li em voz alta e a minha mãe ouviu-me, abraçada ao castanheiro, e suspirava. Que duas. E a cadela já farta de correr. Quando já íamos embora lembrei-me de trazer terra para os meus cactos. Isto de passar os cactos dos vasos pequeninos onde estão há três anos para uns maiores é terapêutico. Desenformar-lhes as raízes já aflitas e contorcidas, dar-lhes espaço e terra nova. Água e ar. Era o que eu queria para mim, que me transladassem com jeitinho e falinhas mansas como eu faço aos meus cactos, para um sítio melhor e seguro. Então peguei num vaso grande, fui à horta e enchi-o de terra.

De repente, quando menos esperava, o cheiro da terra húmida subiu-me pelas narinas directo ao cérebro. Não sei como acontece, isto da memória olfactiva. Acho que bastou uma fracção de segundo para eu me ver na escola primária, num dia de calor. Foi como se o cheiro da terra tivesse passado por uma fila de interruptores dentro da minha cabeça e os tivesse ligado um por um.
Olhei à volta e subitamente tudo me pareceu mais fácil. Afinal quem precisava de terra era mesmo eu, sem metáforas.

15 de fevereiro de 2009

algures no meu sangue

Diz um glóbulo vermelho:
- Olá, és um glóbulo branco não és?
- Não, meu caro. Sou um grão de açúcar.

dia dos namorados

Em 1997 eu era apaixonada pelo João. Namorávamos à distância, por carta e por cabine telefónica. No dia dos namorados ele enviou-me um postal de Natal. Dizia que se sentia sozinho. Sem lamechices. Eu adorei aquilo, surpreendeu-me. E chorei de amor. E desde aí nunca me senti na obrigação de oferecer prendas, de sequer celebrar o dia de S. Valentim com nenhum dos meus namorados (embora o Brunela me tenha oferecido uma batedeira eléctrica há dois anos - obrigada Brunim).
Esta explosão de corações em cartolina vermelha e a matança de milhões de flores parece-me demasiado pateta. Imagino que haja quem se sinta atropelado pelo dia de S. Valentim como eu me sinto pelo Natal. Aqui fica uma música que é um consolo.
Não faz mal não sentir nada no dia 14 de Fevereiro. Não faz mal. Porque os dias de amor são quando um coração quiser. Digo eu.

12 de fevereiro de 2009

di

Encontrei os nossos cartões d'O Músculo. Emitidos em 1996. Com as nossas moradas, datas de nascimento e números de telefone (ainda sem o 258) batidos à máquina. E as fotografias, ai meu deus as fotografias. Não consigo parar de rir.

o meu umbigo

O meu umbigo está de boa saúde. O meu corpo tem músculos que eu não via há séculos. Embalada na vaidade, observei (é o que dá ficar na frente do espelho) que a minha cara precisava de ajuda também. Um cremezinho de noite, que eu já sou uma jovem adulta.
Não tarda nada começo a queixar-me da celulite que tenho nas pernas.

E é agora que eu acordo. E me lembro do valor das coisas. Tiro os olhos do meu umbigo, penso em quem gostaria de ter um par de pernas como estas minhas, saudáveis, ágeis, flexíveis. Quem gostaria de simplesmente poder andar. E sinto vergonha.

11 de fevereiro de 2009

amor incondicional

Devíamos amar-nos uns aos outros como eu amo o chocolate:

Preto
branco
sucedâneo
de leite
na páscoa é ovinho
no natal é enfeite

No leite
no pão
assim ou assado
na fruta fondue
na roupa pingado

Quente
morno
frio
gelado
derretido ao sol
no tacho queimado

Em qualquer receita
seja boa ou má
muito doce
amargo
com café
com chá

Bombom maciço
bombom com recheio
não havendo bombom
haverá brigadeiro

Chocolate eu amo-te
comi bolo encruado
dá-me a volta a barriga
e pago assim o pecado

pensamentos na sanita

Quando se imita o som do chichi

tchhhhhhhhhhhhhh

é o som do chichi a sair ou do chichi a aterrar?

9 de fevereiro de 2009

um dia abriram-se-me os olhos

Foi há pouco tempo.
Eu dizia que tinha mau feitio. Que sou teimosa - sou; que sou obstinada - sou; que de mau humor ninguém me queira por perto - sim; que levo muito a mal a indelicadeza em geral - ui; que detesto receber ordens - de tes to; que sou muito exigente - também. Mas isso, ao contrário do que eu pensava, não é garantia de mau feitio.
Um dia abriram-se-me os olhos. Eu não tenho mau feitio. Salva pelo meu optimismo, pela capacidade de engolir uns sapinhos para que não haja barulho, pela pouca expectativa em relação a quase tudo. Um dia observei feitios tão mas tão piores que o meu.
Um dia abriram-se-me os olhos. Não é que eu tenha bom feitio. Mas mau também não é.

8 de fevereiro de 2009

domingo de chuva

Acordei morta. Devo ter dormido em má posição. Felizmente havia café pronto. Bendito seja. Danço estas três, em pijama, pela casa:








Di, danças comigo?

5 de fevereiro de 2009

bonecos de pano

São uma proposta de pintura. Têm a função de distrair meninos que estarão de braço estendido com uma agulha enfiada... coisa que ainda hoje me aterroriza. (Peço sempre para tirar sangue deitada porque quase desmaiei umas vezes, então deito-me e viro a cara para o lado e, normalmente, como não há nada de interessante para ver longe da agulha, imagino um gelado enorme, um gelado delicioso e já a derreter-se, um gelado todo só para mim e uma colher mesmo ergonómica, assim mesmo mesmo delicioso a caminho da minha boca... - "Já está, carregue aqui com o dedo." - Ufa!)

intrusos

espreitadela

macaco de peluche

gato remendado

girafa de retalhos

Pendurados, apoiados ou escondidos atrás dos objectos. Imaginei a girafa com dois metros de altura, a aparecer vinda detrás duma porta. Esta é uma maneira mais barata de fazer um boneco grande: esconde-se-lhe mais de metade do corpo. O mesmo para o urso.
As minhas pinturas favoritas são estas em que os bonecos habitam recantos improváveis. Embora dê um trabalhão e algumas cãibras aceder a rodapés, interruptores e radiadores com tinta no pincel e mão firme.

O meu trabalho faz-me muito feliz.

4 de fevereiro de 2009

pensamentos na cozinha

É possível alguém ser parvo ao ponto de acabar de fazer uma sopa e, com a gula, enfiar uma colherada de couves a escaldar na boca, pensar cuspo-engulo-cuspo-engulo-cuspo-engulo, engolir, e sentir uma lava percorrer-lhe todo o sistema digestivo desde as gengivas até às cuecas?

Claro que sim.

3 de fevereiro de 2009

querido continente

Quero que saibas que gosto de ti, apesar dos teus defeitos. Mas que fique bem claro, querido Continente, que eu não volto a comprar Fibra Flakes da tua marca. Posso ter sido a única pessoa a observar que passaram de €0.99 para €1.99, mas não me interessa. Estou magoada e não julgues que me enganas com a nova embalagem azul bebé, o conteúdo é exactamente o mesmo.

A partir de agora, Fibra Flakes é no Lidl.

2 de fevereiro de 2009

16 coisas sobre mim

Não costumo participar nestes desafios, mas uma vez que tem havido reclamações relativas às teias de aranha que decoram este meu blog, pronto, aqui vão 16 revelações de enorme interesse sobre mim. Mas não vou passar o desafio adiante, está bem? Quem quiser participar, faça favor. :)

Fui desafiada pelos meninos:

Marta

Filipe

Sílvia

Tulicreme

Sandra

Obrigada, amiguinhos virtuais. Aqui está o meu trabalho de casa:


1 - Quando me apresentam alguém nunca consigo decorar o nome da pessoa. No segundo beijinho já não sei como se chama. Mas tenho uma memória espectacular para decorar letras de músicas.

2 -Sofro de humor negro compulsivo. Ninguém devia subestimar a minha capacidade de fazer observações estúpidas e comentários inapropriados, pois tenho sempre um debaixo da língua, mesmo para as situações mais dramáticas. Felizmente ainda tenho autocensura. Muitas vezes não digo o que penso, portanto.

3 - Costumo ser muito bem disposta e faladora mas quando me dá o sono - o que acontece de forma abrupta, a partir das 22h30 - transformo-me em abóbora.

4 - A minha capacidade de comer chocolate ultrapassa o limite do razoável. Faço um número de ilusionismo impressionante que envolve somente a minha boca e uma tablete de 300 g de Milka.

5 - Gosto de camisolas com borbotos e tenho roupa podre de velha. Uso todas as semanas umas sapatilhas com mais de 10 anos e uma saia com 13.

6 - Tenho horror a desperdício. Acumulo muito lixo graças à possibilidade-de-um-dia-reutilizar-isto-quem-sabe-daqui-a-três-anos.

7 - Tenho memória fotográfica. Desenvolvi a capacidade de memorizar as folhas dos apontamentos por onde estudava para "copiar" as respostas nos exames. Só isso explica que tenha passado a disciplinas que nunca dominei, desde a escolinha até à universidade.

8 - Sou alérgica a pêssego.

9 - Tenho muito apreço pela minha mão direita. Por isso, sempre que faço alguma coisa em que arrisque magoar uma mão, uso a esquerda.

10 - Tenho pé chato e faço tendinites graças a isso (disse o ortopedista). Só uso calçado muito muito muito confortável.

11 - Faço a espargata com a perna direita à frente.

12 - Toco com a língua no nariz.

13 - Ninguém me peça para dar recados importantes.

14 - Vejo mal mas ouço muitíssimo bem.

15 - Aprendi com a vida a desdramatizar tudo. Não levo nada nem ninguém (incluindo eu própria) demasiado a sério.

16 - Tenho horror a formigas quando em grupos de mais de dez elementos.

31 de janeiro de 2009

pensamentos no comboio

Às vezes acho que vejo mesmo mal...
Outra vezes tenho a certeza.

27 de janeiro de 2009

no fundo do mar

A pintura mais recente que fiz foi para duas irmãs pequeninas. A mais velha adora o Lobo Mau e tubarões. E pintainhos.



nadar na parede

ºvvv¨vvvº

pintainho nadador :)


:)

melhor ainda

Sabes como se acha a raiz quadrada? Escava-se debaixo dum arbusto cúbico!

pequena anedota seca que inventei ontem

Sabem aquele tipo de arbusto que se apara até ficar cúbico? Tem a raiz quadrada!

26 de janeiro de 2009

mais um

Hoje sonhei que estava perdidamente apaixonada pelo Nuno Lopes e ele por mim. Ele tinha uma identidade secreta: era o Batman. Isso era o nosso segredo. (Nuno, - se leres isto - adoro as tuas covinhas. Também me rio muito a ver o Chato n'Os Contemporâneos.)
A seguir estava na varanda dum primeiro andar da qual tinha de descer, sabe-se lá porquê. Ficava paralisada com as vertigens. O medo era tão real, tão real. A minha avó e o meu pai ajudavam-me. Na verdade a minha avó pegava em mim ao colo (como se eu fosse leve e ela fosse forte) e eu fechava os olhos enquanto tentava agarrar-me com todas forças para não cair. O meu pai lá em baixo, a ver.

E onde estava o Batman nessa altura? Onde?!

14 de janeiro de 2009

jumpin' jive

Há dias em que acordo tão bem disposta que até eu própria fico surpreendida. Levo cerca de um minuto, desde o momento em que me levanto, até começar a cantar. Hoje acordei tão acelerada que só me apetecia ouvir esta música. Também da aula de step. E agora sim, podem imaginar-me num sobe e desce desenfreado, ensopada em suor, não esquecendo o pormenor das mamas que nunca estão sincronizadas com o resto do corpo. Uma beleza.

Aqui fica a versão original - uma delícia - que é de 1943(!).

11 de janeiro de 2009

que fique registado

... que no dia 9 de Janeiro de 2009 me caiu neve (não me interessa que tenha sido pouca) em cima, eram oito da manhã. Neve no Minho, minha gente. Nebe em Biana!

8 de janeiro de 2009

músicas de ginásio

Inauguramos hoje a etiqueta músicas que descobri no ginásio, que me parece de uma enorme utilidade pública. Começo com a minha favorita, da aula de step (escusam de me imaginar na minha versão repuxo de suor deprimente aos pinotes em cima daquele degrau assassino - esta é a música do relaxamento).

Eric Hutchinson
- Oh!

6 de janeiro de 2009

o meu coração é teu

Desde que estive contigo pela última vez que não consigo parar de pensar em ti. Ontem adormeci com a tua imagem na minha mente. Todos os teus pormenores, as tuas cores, o teu cheiro. A maneira como pareces ter nascido para mim e eu para ti. Se quiseres vir cá a casa, a porta estará sempre aberta. Aliás, se quiseres vir para cá morar, estás à vontade. Já te disse que o meu pai gosta de ti? E ri-se quando diz que eu estou apaixonada.
Sim, Ikea, eu quero casar contigo.

meu rico bloguezinho

O ano começou e eu ainda estou a recuperar o equilíbrio depois do furacão Natal... com o centro de gravidade alterado, devido às quantidades obscenas de açúcar que se alojaram na minha barriga. A culpa de não resistir à gula. Crianças que morrem à fome sem um colo e sem nada e eu ó, mais uma rabanada, só mais uma que ainda cabe. A culpa é o que move as acções de solidariedade natalícia, não é? A culpa pesa-me. E é bem feita.

Dois anos de blog. Se os blogues fossem, como muita gente iludida pensa, a verdade sobre os seus autores, então poder-se-ia concluir que eu ando a dormir. Porque este blog anda adormecido, coitadinho do meu Vermelho Devagarinho. Agradeço a todos os que ainda vêm cá todos os dias. Gosto muito que cá venham e lamento que isto ande assim. Não está para acabar, o meu cantinho mistela, não senhor. Estou só muito longe do computador. Paciência. Um dia destes volto a pôr aqui muitas fotografias. E desenhos e pinturas. Quando a vontade voltar. Para já voltou a vontade de escrever.

Há uns tempos tive uma visão. Não me sai da cabeça e originou um turbilhão dentro de mim. Ia no carro, buscar a minha mãe. Olhei para umas árvores enormes, vi o céu entre as folhas e em vez de - como é costume - me sentir feliz só por isso, senti um enorme vazio.

Tenho vivido para pagar uma renda.


Eu e a minha pouca ambição. Vivo para manter uma casa. Um mês de cada vez e depois logo se vê. Sem tempo nem fortuna mas tão feliz, que o que interessa eu já tenho. Amor, muito amor, abraços e beijos. Riso. Chocolate com o café todos os dias. Pêlo de cão na roupa, uns passeios na praia e pronto. Não há nada melhor. Pelo menos não havia, até eu olhar pelo pára-brisas para aquelas árvores e me sentir tão pequena.

27 de dezembro de 2008

sobrevivi

Vi-o a aproximar-se. Directo a mim. O medo de ser esmagada paralisou-me. Escondo-me? Corro? Grito? Não há tempo, está cada vez mais perto.

Fiz-me de morta.

Gigante, cada vez maior e cada vez mais perto, esmagava tudo ao passar. A música quase me ensurdeceu. As luzes piscavam e os papéis voavam. Ainda me pisou mas sobrevivi.

O Natal passou-me ao lado.

24 de dezembro de 2008

feliz natal :)

A todos os que por aqui passam. Beijinhos, paz, amor e carinho.
E agora deixo-vos mais uma vez com aquele que é para mim o filme de Natal mais bonito de sempre.

16 de dezembro de 2008

querido inconsciente:

Peço desculpa. Não te queria ofender com o post anterior. Eu nem sabia que tu lias o meu blog. Aquilo do "que fui eu fazer" era a brincar. Eu sei que não posso decidir o que sonho, quanto mais ter o poder da premonição.
Não me castigues mais e por favor, deixa-me sonhar com coisas normais, como o resto das pessoas.

10 de dezembro de 2008

eu tive um sonho premonitório

Eis que, meses depois, do fundo da minha barriguita (o ita é eufemismo) mole, surge aquilo a que se chama abdominais definidos. Eis que o meu umbigo já não está tão aconchegado entre dois pneus. Bendito ginásio. Fico satisfeita e danço como a Shakira.

Mas o que me preocupa é pensar que os meus sonhos possam ser realmente premonitórios... ai jasus que fui eu fazer.

9 de dezembro de 2008

para a próxima pintura

A imaginação é o limite. É possível meter o Lobo Mau numa pintura do fundo do mar? Eu acho que sim.

lobo mau mergulhador

:D

estou aqui

Longe da internet em geral, das minhas coisas em particular. Mas estou bem e mando beijinhos a quem me lê.
Dói-me o lado esquerdo do corpo. Porque ontem os cães atacaram um gato e eu sozinha com eles. Gritar não valeu de nada. Agarrar a boxer só com uma mão enquanto tentava tirar o outro de cima do gato também não. Agora tenho dores no corpo e a imagem na cabeça. E os sons. Quis ser surda.
Agora tenho dores do lado esquerdo do corpo.
Vou voltar à rotina. Mas antes disso vou pôr um desenho aqui para vos mostrar.

27 de novembro de 2008

avianense

Há dias eu e a Babá fizemos uma aposta. Depois de uma aula intensa no ginásio fomos jantar e eu (bipolar) dizia que gosto tanto de salada e de bróculos cozidos com azeite, como de gelado. Ela perguntou-me se sabia quantas calorias tem o azeite, eu disse trezentas, quatrocentas, talvez. "Não senhora, tem novecentas! Ó Babá estás tola. Por cem gramas? Nem pensar. Mas é que nem pensar! Tem novecentas!!! Não tem nada!!! Vale uma aposta? Pimba! Uma mousse de chocolate! Pimba! Um gelado de meio litro! - e a Cilu no meio: e eu que sou a testemulha da aposta, o que ganho eu???"

(Comédia da vida privada: a Babá a pedir uma garrafa de azeite num restaurante só para ver a informação nutricional, eu às gargalhadas e um funcionário a querer entrar na aposta.)

Perdi a aposta. Novecentas calorias, filho da mãe do azeite, grandessíssimo traidor.
A mousse da Babá tinha de ser caseirinha e com chocolate Avianense. Fi-la hoje. Comprei uma tablete para mim, comi um bocadinho com o café e fiz uma viagem no tempo. O Avianense é o chocolate da minha infância. No pão com manteiga(!), na mousse da minha avó, na barraquinha da feira do livro. Quando a fábrica (onde a Di muitos bombons embrulhou) era cá no centro de Viana e o sabor do chocolate era o mesmo de há vinte anos, o cheiro percorria a rua do Gontim e fazia-me babar.
A minha memória é um parque de diversões.


Sim, é para podermos comer porcarias que andamos no ginásio. Hihihihihi.

26 de novembro de 2008

transpiração

Inspiração forçada. É quando, como ontem, me obrigo a criar alguma coisa. Há dias em que as ideias me vêm à cabeça e à mão sem que eu consiga impedi-las. E há outros, como ontem, em que me viro para o papel e risco e escrevo e me rodeio de lápis e canetas, cola e papéis e, como ontem, umas letras de decalque do tempo da faculdade. E espero que alguma coisa apareça. E fico atenta. Há dias em que desenhar é como dar à chave num carro que não pega. Às vezes nem de empurrão... Mas há outros, como ontem, em que já estou para desistir e aparece alguma coisa. Faz-se luz na minha fábrica.

quando a lua era bebé
Ainda não sei o que vou fazer com ela. Nem com os que se seguem. Se vou reproduzi-la, ampliá-la, pintá-la noutro suporte. Mas para evitar que se amontoe e se perca no meio dos outros desenhos (é o que acontece inevitavelmente nesta casa), este vai directinho para a minha loja empoeirada.

:)

25 de novembro de 2008

é favor ninguém me beliscar

Porque eu ainda só li uma vez a notícia.

Obrigada, Nhocas.

Estou tão feliz. Cá beijinho, Defensor Moura.

22 de novembro de 2008

eles

Que me abraçam e me dão beijos nas bochechas e me cheiram o pescoço. E me dão a mão só por carinho e me metem o braço para dizer um segredo ou uma grande badalhoquice. Que se riem muito de mim e comigo. Que me fazem rir até chorar. Que me perguntam olhos nos olhos como é que eu estou. Me chamam para jantar e fazem vegetariano só por minha causa. E sobremesa com chocolate. Eles que me ralham (me insultam) por eu não sair de casa mais vezes e me dão uns abanões de vez em quando. Que me reencaminham emails daqueles muito lamechas. Que se viram contra mim com as saudades e me exigem por perto. Guardam anedotas muito secas ou sádicas para me contar porque sabem que eu adoro. Que aturam as minhas terríveis birras de sono. Eles que me dizem o quanto gostam de mim.

Os meus amigos são os melhores amigos que alguém como eu pode ter. Penso neles todos os dias, na minha sorte, e às vezes sinto que não mereço tanto. Mas agradeço muito. Muito.

21 de novembro de 2008

rugas


Esta fotografia tem mais de vinte anos e eu reconheço-me perfeitamente.
Ontem encontrei fotografias de há seis anos e apercebi-me de que isto que hoje tenho na cara não é pele seca, não senhora. São rugas. Todas moldadas pelo riso, o que me deixa feliz, mas não deixam de ser rugas.
Agora vou fingir que não sou meia parva e vou voltar ao trabalho.

Na foto: o Tirone, um gato tão mau quanto bonito. Mordia toda a gente que lhe mexesse, excepto os meus pais. Ao colo da minha mãe ficava num tal estado de mimo que se babava em longos fios que se colavam à roupa dela...
E a Nikita, que nunca cresceu para além disto. Quando ficava atrapalhada, vinha a correr sentar-se num dos nossos pés.

voltei, voltei!





Esta é a pintura mais recente que fiz. No quartinho da Francisca. Uma pintura cheia de simbologia, pormenores especiais e, acima de tudo, muito alegre. Para uma anjinha.
É muito gratificante sentir que o meu trabalho pode canalizar tanto amor e carinho. E que há quem me confie o que sente, sem medo. Muito obrigada, Helena. :)*

13 de novembro de 2008

vrrrum

Hoje acordei antes do despertador tocar. Já é costume. Acordo fresca como uma alface, às sete e qualquer coisa. O que nunca me aconteceu antes foi acordar à uma da manhã, prontinha para começar o dia. E que desorientada fiquei. Foi mudar de posição e fechar os olhos (normalmente resulta), foi mudar de posição e fechar os olhos outra vez, foi chichi, foi um episódio do CSI, foi um concurso absurdo que explora até ao último cêntimo a insónia dos portugueses, foi desligar a televisão e mudar de posição outra vez.
Ao fim de três horas de insónia decidi que não sou má pessoa por tomar o pequeno almoço às quatro da manhã.

Isto tudo para dizer que o descanso, vitaminas, pouca culpa e muito mimo fazem milagres. Milagres, sim, que se há uns meses me dissessem que eu voltaria a sentir-me cheia de energia e feliz da vidinha, não acreditaria.

8 de novembro de 2008

se não podes vencê-los :)

Enquanto não fujo do Natal nem faço os postais deste ano, aproveito para pôr à venda os 15 conjuntos que sobraram do ano passado.
A combinação muitas ideias-pouco tempo às vezes deixa-me frustrada. A minha loja-blog está parada há tanto tempo. Tenho aprendido a não me culpar por não conseguir fazer tudo. E não aprendo sozinha. Obrigada, querida Mafalda.

6 de novembro de 2008

novembro já? oh pá...

Gostava de me lembrar do dia em que deixei de gostar do Natal.
Já tentei tudo. Tudo menos fugir. Porque a minha vontade é essa. Fugir. Sei que é uma barbaridade. Que estou rodeada de pessoas que me amam, que não é justo... Mas eu queria fugir do Natal. Do desperdício de comida, dinheiro, papel... da ansiedade em que fico. O Natal vem contra mim como uma locomotiva e eu passo os meses seguintes a recolher os meus pedacinhos. Se pudesse viajava para longe. Como não po$$o, pensei em ir como voluntária para um hospital onde os pacientes tenham muita, muita pachorra...

5 de novembro de 2008

3 de novembro de 2008

ahahahahahahaha

Já é tema habitual nos blogues que têm contadores de visitas: quais as palavras introduzidas no Google que encaminham internautas para o sítio errado. Há palavrinhas que trazem gente até aqui que eu já decorei: soutien vermelho, soutien copa, mamas, mamalhuda, coxa grossa, odeio o meu enteado... o que me deixa profundamente orgulhosa da qualidade e requinte da minha escrita.
Mas hoje... hoje tenho de agradecer à pessoa que escreveu no Google Natacha nua. Estou a rir-me até agora. Não do objecto de pesquisa (acredito que haja Natachas nuas mesmo agradáveis aos olhinhos) mas da imagem que me veio à cabeça. Ahahaha! Já disse e repito. O meu blog é um blog sério.

A propósito e ainda mais cómico:
Cocó na fralda
Sexo do porco com a porca

2 de novembro de 2008

pateta alegre

Neste preciso momento o sol faz-me festinhas. Bendita casa esta, que me conquistou pelas janelas. No dia em que entrei aqui pela primeira vez era de manhã e o chão da sala parecia um espelho. Ainda pensei duas vezes. Mas isso foi porque não pude ver também a luz do entardecer.
Hoje estou como o rapaz do sexto andar.

30 de outubro de 2008

ataque de cronofobia

Amanhã é Natal e depois faço vinte e sete anos.

27 de outubro de 2008

ferramentas de pano



Terminei a bata da Carmen (fi-nal-men-te!).
Pintar com a consciência de que se tem na mão materiais irreversíveis exige calma e muita confiança. Nas outras duas (1 e 2) batas que pintei correu quase tudo bem. Mas desta vez a mão e a cor fugiram-me ao pintar uma sombra. E com esta tinta, só vale pintar por cima. Apagar é coisa que não existe. Correu mal. Zanguei-me. Quase desisti. Só me acalmaram a possibilidade de refazer a pintura numa bata nova e paciência e carinho da Carmen.
Obrigada... espero que gostes (mesmo). Já está a caminho.

22 de outubro de 2008

troca de papéis

Quando brincava aos contos infantis, a lebre queria sempre ser tartaruga.
:)

20 de outubro de 2008

linques

A todos os que por algum motivo gostam do meu blog-mistela e o recomendam, muito e muito obrigada.
Tendo em conta a quantidade de disparates que aqui vou deixando, misturados com trabalho, lamechices e assuntos sérios comentados no meu magnífico tom sarcástico, só posso concluir que há gente mesmo muito querida nesta blogosfera.
Obrigada! E beijinhos.

Sónia

Karamela

Anisa

Dora Ramalho

Ana Cláudia Cavalcanti

Serões da Inês

Maria Tavares

Little Pea

GM

Ana Melo

Virgínia

Patrícia

Marta Isabel

Cordonbleau

Verinha

Ana Maria

Kella

Ananda

Nádia Pinto

Raquel

Mimiko

Andreia Afonso

Poronga's

Rute Matos

Andreia

Patrícia

Caty

Corcoise

Ana Carina Dias

Mary Flower

Inês

Magsan

Bu&Bau

Joaniska

Se houve algum que me passou ao lado, por favor avisem-me.
A culpa é do Histats, não é da minha nabice.

sabem aquela treta do ginásio se tornar viciante?

É berdade.