21 de novembro de 2008

voltei, voltei!





Esta é a pintura mais recente que fiz. No quartinho da Francisca. Uma pintura cheia de simbologia, pormenores especiais e, acima de tudo, muito alegre. Para uma anjinha.
É muito gratificante sentir que o meu trabalho pode canalizar tanto amor e carinho. E que há quem me confie o que sente, sem medo. Muito obrigada, Helena. :)*

13 de novembro de 2008

vrrrum

Hoje acordei antes do despertador tocar. Já é costume. Acordo fresca como uma alface, às sete e qualquer coisa. O que nunca me aconteceu antes foi acordar à uma da manhã, prontinha para começar o dia. E que desorientada fiquei. Foi mudar de posição e fechar os olhos (normalmente resulta), foi mudar de posição e fechar os olhos outra vez, foi chichi, foi um episódio do CSI, foi um concurso absurdo que explora até ao último cêntimo a insónia dos portugueses, foi desligar a televisão e mudar de posição outra vez.
Ao fim de três horas de insónia decidi que não sou má pessoa por tomar o pequeno almoço às quatro da manhã.

Isto tudo para dizer que o descanso, vitaminas, pouca culpa e muito mimo fazem milagres. Milagres, sim, que se há uns meses me dissessem que eu voltaria a sentir-me cheia de energia e feliz da vidinha, não acreditaria.

8 de novembro de 2008

se não podes vencê-los :)

Enquanto não fujo do Natal nem faço os postais deste ano, aproveito para pôr à venda os 15 conjuntos que sobraram do ano passado.
A combinação muitas ideias-pouco tempo às vezes deixa-me frustrada. A minha loja-blog está parada há tanto tempo. Tenho aprendido a não me culpar por não conseguir fazer tudo. E não aprendo sozinha. Obrigada, querida Mafalda.

6 de novembro de 2008

novembro já? oh pá...

Gostava de me lembrar do dia em que deixei de gostar do Natal.
Já tentei tudo. Tudo menos fugir. Porque a minha vontade é essa. Fugir. Sei que é uma barbaridade. Que estou rodeada de pessoas que me amam, que não é justo... Mas eu queria fugir do Natal. Do desperdício de comida, dinheiro, papel... da ansiedade em que fico. O Natal vem contra mim como uma locomotiva e eu passo os meses seguintes a recolher os meus pedacinhos. Se pudesse viajava para longe. Como não po$$o, pensei em ir como voluntária para um hospital onde os pacientes tenham muita, muita pachorra...

5 de novembro de 2008

3 de novembro de 2008

ahahahahahahaha

Já é tema habitual nos blogues que têm contadores de visitas: quais as palavras introduzidas no Google que encaminham internautas para o sítio errado. Há palavrinhas que trazem gente até aqui que eu já decorei: soutien vermelho, soutien copa, mamas, mamalhuda, coxa grossa, odeio o meu enteado... o que me deixa profundamente orgulhosa da qualidade e requinte da minha escrita.
Mas hoje... hoje tenho de agradecer à pessoa que escreveu no Google Natacha nua. Estou a rir-me até agora. Não do objecto de pesquisa (acredito que haja Natachas nuas mesmo agradáveis aos olhinhos) mas da imagem que me veio à cabeça. Ahahaha! Já disse e repito. O meu blog é um blog sério.

A propósito e ainda mais cómico:
Cocó na fralda
Sexo do porco com a porca

2 de novembro de 2008

pateta alegre

Neste preciso momento o sol faz-me festinhas. Bendita casa esta, que me conquistou pelas janelas. No dia em que entrei aqui pela primeira vez era de manhã e o chão da sala parecia um espelho. Ainda pensei duas vezes. Mas isso foi porque não pude ver também a luz do entardecer.
Hoje estou como o rapaz do sexto andar.

30 de outubro de 2008

ataque de cronofobia

Amanhã é Natal e depois faço vinte e sete anos.

27 de outubro de 2008

ferramentas de pano



Terminei a bata da Carmen (fi-nal-men-te!).
Pintar com a consciência de que se tem na mão materiais irreversíveis exige calma e muita confiança. Nas outras duas (1 e 2) batas que pintei correu quase tudo bem. Mas desta vez a mão e a cor fugiram-me ao pintar uma sombra. E com esta tinta, só vale pintar por cima. Apagar é coisa que não existe. Correu mal. Zanguei-me. Quase desisti. Só me acalmaram a possibilidade de refazer a pintura numa bata nova e paciência e carinho da Carmen.
Obrigada... espero que gostes (mesmo). Já está a caminho.

22 de outubro de 2008

troca de papéis

Quando brincava aos contos infantis, a lebre queria sempre ser tartaruga.
:)

20 de outubro de 2008

linques

A todos os que por algum motivo gostam do meu blog-mistela e o recomendam, muito e muito obrigada.
Tendo em conta a quantidade de disparates que aqui vou deixando, misturados com trabalho, lamechices e assuntos sérios comentados no meu magnífico tom sarcástico, só posso concluir que há gente mesmo muito querida nesta blogosfera.
Obrigada! E beijinhos.

Sónia

Karamela

Anisa

Dora Ramalho

Ana Cláudia Cavalcanti

Serões da Inês

Maria Tavares

Little Pea

GM

Ana Melo

Virgínia

Patrícia

Marta Isabel

Cordonbleau

Verinha

Ana Maria

Kella

Ananda

Nádia Pinto

Raquel

Mimiko

Andreia Afonso

Poronga's

Rute Matos

Andreia

Patrícia

Caty

Corcoise

Ana Carina Dias

Mary Flower

Inês

Magsan

Bu&Bau

Joaniska

Se houve algum que me passou ao lado, por favor avisem-me.
A culpa é do Histats, não é da minha nabice.

sabem aquela treta do ginásio se tornar viciante?

É berdade.

17 de outubro de 2008

anjinhos

Mais uma pintura idealizada por uma mãe que, quando me contactou, estava ainda grávida de uma linda menina. Mais uma vez ajudo a concretizar uma ideia que começa num papel rabiscado, digitalizado e enviado por email e que, aos pouquinhos, entre gatafunhos, perspectivas e fotomontagens, vai evoluindo para se transformar numa pintura de grandes dimensões. Gosto tanto.







Já disse aqui que os meus clientes são os mais amorosos do mundo? Pronto.

14 de outubro de 2008

tão poética quanto incompreendida

Nos Moinhos de Montedor. Eu, a cunhadim e o meu irmão. Apanhámos o de pás de madeira aberto, com "guia turístico" e tudo. Lá dentro, tudo muito bem conservado e ainda em funcionamento. Eu:
- Ahhh que bonito... o milho.
O senhor que nos mostrava o moinho:
- Vocês são de artes?...
O meu irmão:
- A minha irmã é de Belas Artes e a minha namorad...
- Para acharem o milho bonito!

Enquanto eles desciam as escadinhas estreitas eu fiquei lá em cima a recompor-me do ataque de riso.

Não se diz poético de uma pessoa pois não?

13 de outubro de 2008

bipolar

Eu sei que sou assim. Oscilo entre o pequeno pónei e o incrível hulk. Entre lágrimas fáceis e humor negro de mau gosto. Depois despejo aqui de tudo um pouco e confundo algumas pessoas mas é sem querer. Este blog é uma mistela, disse ontem à Carlita.
Dou tanto valor ao profissionalismo, à pontualidade, ao rigor. Nunca me imaginei menos do que isso, nunca mo permiti. Mas a vida prega-me partidas e quando menos espero, chegam as provas de que não posso controlar tudo, simplesmente não posso fazer tudo aquilo a que me proponho. Foi assim há uns meses. Instalou-se um cenário a que poucos tiveram acesso e para o qual tive vista privilegiada: o caos.
Falo mal de quem não é profissional. Não há vida privada que permita àquela senhora da segurança social dizer foda-se três vezes quando eu acabo de chegar ao balcão com um sorriso na cara e um bom dia dito em voz alta. Não há. Mas depois... Eu bem tentei fazer os desenhos. Bem tentei entregá-los a tempo. Bem quis ser profissional. E desejei sinceramente que o meu trabalho fosse duma exactidão matemática que não dependesse de humores e de ideias, muito menos que se deixasse corromper pela minha vida privada. Mas deixou. E eu peço desculpa aos clientes que acabaram por desistir. Eu também desistiria. O que me interessa a mim a vida privada daquela grandessíssima malcriada? Devia ter-me ido embora e feito queixa. Mas não fiz.
Foi assim com os clientes a quem fiz a última pintura. Não desistiram. Não se cansaram. Não reclamaram. Esperaram três meses até que eu acabasse de soluçar o que havia algures dentro da minha cabeça. E marcámos a data. Como se não bastasse a paciência que tiveram comigo e o enorme respeito pelo meu ritmo (devagarinho-devagarinho-quase-a-parar), receberam-me com boa disposição e carinho. Muito obrigada...
A Tânia, para além do bom humor que me transmitiu via email, da confiança que depositou em mim, do microondas que me emprestou e de toda a generosidade com que se referiu sempre ao meu trabalho, ainda me ofereceu fogaças e uma ovelhinha feita à mão por ela, embrulhadas com um nó chinês da boa sorte. Eu não acho que mereça tanto, mas fico agradecida para sempre, do fundo do coração. Esta pintura foi a primeira (criada de raiz) do resto das pinturas. E a culpa é tua e do Bruno, Tânia. ;)***


olhá pinturinha

Eis o que andei a fazer entre viagens de autocarro.
Aqui ficam uns rabiscos preparatórios, o projecto da pintura na parede e o resultado final. Espero que gostem.

















Esta pintura foi idealizada, pedacinho a pedacinho, pelos pais dum bebé que está quase a chegar. É um privilégio poder concretizar as ideias que alguém tem na sua mente para o quartinho dum filho. Obrigada Tânia e Bruno.

11 de outubro de 2008

só mais um post sobre autocarros

Eu calada. O motorista e uma senhora na conversa, sobre um outro motorista que já não trabalhava ali. Eu calada a ouvir, claro.

- O senhor D era um grande profissional. Era muito calmo.
- Pois era, era uma pessoa muito calma.
- Estava sempre calmo e transmitia essa calma aos passageiros.
- Sim, ele era muito calmo e isso a mim, que sou muito acelerado, faz-me confusão. Aquela calma.
- Mas ele estava sempre calmo, mesmo que por dentro estivesse ansioso, parecia muito calmo.
- Sim, ele... não era stressado.
- Era calmo.
- Sim, era muito calmo.
- BASTA! Puorrrrrrrrrrrrra!!! (isto era eu em pensamento, que já tinha perdido a minha calma há que séculos)

10 de outubro de 2008

não é só de alucinados que o mundo está cheio

Nestes últimos dias andei de autocarro. Cheirei as pessoas que se sentavam perto de mim. Não sei se é do meu nariz, mas todas me cheiraram tão bem. E eu a que cheiro? Será que me cheiram também? Ui! Fui cheirando ao longo do percurso e ao longo dos dias. Fui observando as pessoas que entravam no mesmo autocarro que eu. Havia um motorista simplesmente detestável. Um homem bonito, alto, de olhos azuis, belos braços e mãos grandes. Muito antipático, muitíssimo mal educado. Com ele ninguém se atrevia a falar, até porque correndo o risco de se lhe estar a fazer uma pergunta parva (Para onde vai este autocarro? quando na frente do autocarro está escrito em letras garrafais) ele respondia com quase-insultos. Também barafustava quando alguém aparecia do nada a correr de braço no ar e a implorar-lhe que abrisse a porta quando ele já tinha arrancado. O autocarro atrasa-se, é verdade. Mas que homem tão mal encarado, tão zangado com tudo. Não lhe ouvi um bom dia. Devia ter ido lá cheirá-lo, bem no pescoço. Hoje fugiu-me quando eu apareci do nada de braço no ar e a implorar-lhe que abrisse a porta, já ele ia na estrada mas em pára-arranca no meio do trânsito. Fingiu que não me viu e eu chamei-lhe todos os nomes. Esperei mais de meia hora ao vento-ciclónico pelo autocarro seguinte. Quando estava a sair, meia hora atrasada e ainda zangada com o outro, o motorista disse-me:

"Menina, até logo. E se não a voltar a ver, bom fim-de-semana."

De repente, o meu dia que tinha começado com palavrões, recomeçou.
Eu sinto-me rodeada de pessoas boas. Gosto de me lembrar delas, dos seus gestos. Alguma coisa acontece quando alguém faz um esforço por ser educado e simpático, mesmo nos piores dias. E há dias horríveis. Alguma coisa acontece, porque eu sinto-o. E é por isso que me esforço também.
Bom fim-de-semana.

9 de outubro de 2008

não estou só no mundo

Encontro gente tão alucinada como eu onde menos espero. No autocarro, por exemplo. O motorista.

- Já viu? Tem o autocarro todo só para si.
Olho para trás e vejo que saiu toda a gente. Só sobro eu. Ahhhh todo só para mim assim tipo posso correr como uma possuída por este corredor fora aos gritos enquanto tu conduzes às voltas infinitas numa rotundaaaaa!...
- Ah. Pois tenho.
- Agora posso fugir consigo!
- Hum.

2 de outubro de 2008

patinho

Na brincadeira dos contos, o patinho quis ser o Pinóquio. Quando disse "Já estou pronto!" pôs toda a gente à gargalhada.



Tenho muitas saudades destes bebés. Não cheguei a dizer aqui que eles foram viver com a mãe para o Parque Biológico de Gaia, num lago a sério e livres de voarem para fora, se lhes apetecesse.

1 de outubro de 2008

no msn

Di: vou beber um chá
(...)
Nat: blá blá blá
Di: blá blá blá
(...)
Di: se dermos chá a uma planta fazemos dela canibal?
Nat: hahahahahahahahaha
Di: é que eu acabo de o fazer
Nat: di achei que estavas a contar-me uma anedota!
Di: acabo de partilhar a cidreira com ela
Nat: hahahahahahaha isso é genial di, escreve isso!
Di: já escrevi
Nat: hahahahahahahahhahahhahhahha
Di: oh nat
Nat: diz
Di: será que toda a gente é tão tonta como nós?
Nat: hahahahahahaha
Di: hahahhahahahahaha
Nat: HAHAHAHAHAHA

30 de setembro de 2008

o drama da palhaça esquizofrénica

Só há duas pessoas que compreendem o meu requintadíssimo sentido de humor: eu e aquela menina que mora dentro do espelho (tem um buço!, coitada...).
Quando digo barbaridades à espera que alguém, no mínimo, esboce um sorriso, a única coisa que consigo é provocar constrangimento a quem me rodeia.
Nessas alturas procuro um espelho.

projectos atrasados III - ferramentas




... para pintar na bata da Carmen. :)

29 de setembro de 2008

observações de ginásio

Os professores são todos muito simpáticos e formados no sentido de nos motivar e tratar muito bem a todos tuodos. "Como é Natacha? Como estamos? Cinco estrelas!" - Sempre bem dispostos e sorridentes, muito optimistas ("Excelente, Natacha!") mesmo quando os cromos que não sabem mexer nos botões das máquinas (eu) já estão vergados a escorrer suor e só desejam é desmaiar e ser levados em braços musculosos para longe dali. Por falar nisso, Vitó, se leres isto, não há batata (dizem os meus professores que se chama bicep, que disparate) como a tua, Vitó. Não há batata igual. Ouve o que eu te digo que eu ando no meio deles. Fon fon fon, Vitó. Fon fon fon!

Por falar em posts sobre ginásio, o que eu me ri a ler esta maravilha.

26 de setembro de 2008

os meus superpoderes

Após uma ida ao supermercado, constato que constipada como estou, ainda tenho mais superpoderes incríveis e magnéticos.

Não há caixa de supermercado que não pare de funcionar quando eu decido entrar na fila. Ou é o código que não lê, ou é uma fruta que não foi pesada, ou é o telefone que toca, ou acabaram-se as moedas de um euro. E não adianta trocar de fila. Eu paro-as a tuodas!

Chego ao carro com seis toneladas de sacos nas mãos e um pacote de papel higiénico debaixo do braço. Com a chave pendurada no dedo mindinho e sem tocar no comando, olho fixamente para o carro e espero ouvir o tchc-tchc.

Chegada ao prédio nos mesmos preparos, uso o comando do carro para tentar abrir a porta de casa.

O meu superpingo do nariz aproveita que eu tenho todas as mãos ocupadas e lança-se até ao queixo.

mais ratinhos

Para outro projecto, a que pertence o Fantinho Vermelho. Estes são quatro dos sete anões.

25 de setembro de 2008

ratinhos no jardim


Na casa dos meus pais costumam aparecer ratos. Ou por iniciativa própria, ou pela boca dum gato. Adoro-os (e novidades?). Adoro os olhinhos, as patinhas que são mãos em miniatura com dedos e unhas perfeitos, o pêlo, tudo. Nos pequeninos pego facilmente (nunca me apareceu uma ratazana a precisar de ajuda), vivos ou mortos. Uma vez salvei um ratinho do campo de morrer na brincadeira frenética do gato. Fui com ele na mão até a um sítio seguro, perto de muitas ervas e pedras e longe do olhar de quem me acha maluca.

"Oh pequenino, tão pequenino que ia morrer... aquele estúpido! Mas eu não deixei que tu és tão pequenino, tão querido... os bigodinhos, os olhinhos, o narizinho... inho inho inho. Pronto, vai-te embora livre e feliz. Vai à tua vidinha."

Abri a mão junto ao chão para que ele saltasse quando quisesse. Não o fez sem antes, farto da minha conversa lamechas (quem é que está para me aturar logo após uma quase-morte?), me olhar pelo canto do olho e me dar uma valente dentada na ponta do dedo.
Acabou-se logo o romance.

24 de setembro de 2008

tão lindo

Há uns tempos, em ocasiões diferentes, a Sapatinhos de Verniz e a Marta Figueroa lembraram-se de mim e de partilhar comigo umas pinturas em parede que dão vontade de comer. Obrigada, queridas. Não conhecia e adorei!
Agora senti vontade de partilhar também: Ami Suma.

21 de setembro de 2008

quem quer uma gatinha?

A Hamleikah tem três para dar. Eu, se pudesse e como já lhe disse, ficava logo com duas.
Adoro gatos. Conheço muitas pessoas que os detestam. Normalmente têm algum trauma de infância, alergias, medo. Nunca dormiram com um, nunca ouviram um ronrom ao pé do ouvido, ou receberam marradinhas, nunca nenhum se lhes mostrou totalmente feliz e confiante deitando-se no chão de barriga para o ar e olhinhos fechados. Adoro gatos mas sou suspeita.

19 de setembro de 2008

parece que ouço água a correr



Muito obrigada pelas palavras de apoio, de carinho, de amizade. Muito obrigada a quem volta porque se identifica com alguma coisa que aqui deixo e não para me julgar. Muito obrigada.

18 de setembro de 2008

pelo sim pelo não, vou comprar uma arara

Toca a campainha de cá de cima. Eu de cuecas que vou já tomar banho. Estou só aqui a ver uma coisa na net e vou já tomar banho, que eu não ando nua pela casa, que é isso?

- Quem é? - ouço movimento do outro lado da porta e ninguém responde - Quem é?!
- Queria falar com a senhora. - uma voz de homem. Só disse isto, num tom arrepiante. A uns metros de mim. Só a porta nos separa e eu de cuecas, porra, de cuecas. É um tarado! É um tarado de outro prédio que me viu nua, pronto. Quem é que te manda andar de cuecas pela casa? Achas que os vizinhos não têm binóculos???
- Não posso abrir. Quem é?!

Silêncio. E eu sozinha em casa. Não me atrevo a mexer. Calha de o taradão ter visão raio-x e ver através da porta e eu de cuecas. Fico aqui sentada e ouço os movimentos dele. Que nojo! O que estará ele a fazer ali ainda? Eu devia ir espreitar pelo buraquito e ver a cara dele. Ah! Está a tocar na casa do vizinho! Também viste o vizinho nu, não é? Taradão! Sai das nossas portas, seu porco. Que medo pá! Que. Medo.
Vou ver. Ao menos decoro-lhe a cara. Coragem.

Encontrei isto no chão. Enfiado silenciosamente por baixo da porta. Já não sei o que fazer. Um dia atribuo-lhes uma etiqueta aqui no blog...

17 de setembro de 2008

os animais não pensam

Disse a minha professora de Filosofia do 10º ano. Nunca me vou esquecer. Os animais não pensam.
Há tempos a Raquelita mostrou-me este vídeo, enquanto repetia "Podes ver, podes ver, ele não morre!" e eu "Ai chega à frente, chega à frente!", a tapar a cara com um pano da louça.
Eu vou sempre dar uma voltinha aos outros canais quando estou a ver documentários sobre animais selvagens e chega o momento da caça. Mas este vale a pena. É que os animais não pensam. É o instinto, diria talvez a minha professora de Filosofia.

15 de setembro de 2008

re desenhar


Empurrei o meu cansaço e dificuldade em trabalhar até ao limite. Um dia, estava sentada numa esplanada com o bloco de desenho na frente. Tentei fazer um dos meus animais, de memória. Um dos que já se repetiram mais vezes, o macaquinho do barco dos sonhos. Que nasceu da minha cabeça, da minha mão.
Não consegui.
Tentei outra vez e não quis acreditar quando vi um boneco que parecia mais o Woodstock do que outra coisa.
Continuei a tentar.
Enchi a folha.
Desisti.
Está tudo bem. Estás só cansada. Se disseres a um cliente "Sabe, a torneira dos desenhos entupiu." não esperes que ele te compreenda. Não com essas tuas descrições mal conseguidas. Está tudo bem. Está tudo bem...
Muito poderia dizer para tentar explicar-me. Explicar primeiro o processo que me leva a fazer um desenho, como é que um desenho sai. Mas senti que de explicações já eu estava farta, de racionalizar o irracional. Era o limite. Não bastavam as falhas de memória absolutamente inacreditáveis, a dificuldade em articular palavras, o choro fácil. Não. Foi preciso chegar ao limite de não conseguir desenhar. Parabéns Nat. Agora cuida-te. Atreve-te a dizer que não consegues desenhar.

Foi à força que estes dois anjinhos nasceram. Longe dos desenhos que fazia já quase a dormir enquanto ouvia a televisão e que passavam sozinhos da minha mão para o papel. Tiveram um parto difícil, estes dois anjinhos, mas não são menos amados por isso.

Quem vem diariamente aqui parar em busca de imagens no Google, e entra aqui sem sequer saber onde está, guarda a imagem no seu computador e sai em bicos de pés, saiba:
Saiba que a imagem que tirou daqui sem autorização leva agrafados direitos de autor, suor e, às vezes, lágrimas.

ao espelho

Espelho meu, espelho meu... escusas de responder, eu sei, eu sei. Este corte de cabelo fica-me mesmo bem. Pareço ainda mais maluca. Deixa-me fazer cara de ingénua. Sou tão bonita assim de ladex, devia andar sempre de ladex. Que linda sou... o cabelo assim despenteado... TU! Que fazes tu aí?! Que ousadia... deixa-me apanhar-te que vais ver onde vais parar, meu grandessíssimo filho duma cabela branca.

13 de setembro de 2008

Tenho saudades do Porto.
No dia em que enfiei tudo em sacos para vir embora, estávamos eu, a Carlita e a Raquelita (duas asmáticas). Eu com o meu discurso anti-dona-de-casa:

"Eu não limpo o pó! Deixo que se vá acumulando até ter três dedos de altura. Depois é só pegar-lhe por uma pontinha que ele sai como um cobertor!"

Orgulhosa dos meus princípios, desatei a pegar em tudo à bruta, naquilo que era a despedida do meu último quarto no Porto, depois de cinco anos que passaram tão depressa. De repente não conseguíamos ver-nos umas às outras. Não há a festa da espuma? Aquela era a festa do pó. A Raquelita fugiu, aflita, com uma mão na cara. Foi tão cómico, como tantas outras coisas que fazíamos as três juntas...

(suspiro)

Bruxinha, tenho sempre saudades. Jantei com a outra croma há dias, ela não lê isto portanto posso chamar-lhe o que me apetecer. Vou passar a chamar-lhe A Noiva Cadáver, que achas?

12 de setembro de 2008

por dentro

Lá fui, dorida por dentro e cansada. Tão cansada que me podiam enfiar num dicionário, a ilustrar a definição de cansaço. Fui. Bem disposta e sorridente. Mas tão dorida e tão cansada, por dentro. Tudo por dentro, é sempre por dentro. O que quer que fosse que havia por dentro, saiu-me disparado boca fora. Berros estridentes, histéricos e incessantes. Berros de antecipação, de medo, de absoluto gozo.
A montanha russa caía a pique num túnel escuro. Nós os cinco e outros quantos. Eu aos berros aos berros aos berros, só parava para respirar.
Ter amigos é bom. Ter quem nos ame e nos tolere. Só os amigos que nos conhecem o por dentro é que suportam passar pela inevitável vergonha que é andar com alguém como eu de montanha russa.

O que por dentro havia, saiu. E pelo caminho arranhou-me a garganta.

tourada na sic

Ontem, achava eu que ia adormecer a ver uma série da Sic, quando dei de caras com uma Tourada.
Acho que sim. Parabéns à Sic por se juntar aos restantes canais. Aproveitei para ver um bocadinho. Fico sempre concentrada nas bandarilhas. Como é que aquilo se enfia na carne do bicho e não sai, por mais que ele corra, por mais que se abane, por mais homens que lhe caiam em cima e o agarrem e puxem e se esfreguem na ferida aberta. As bandarilhas são uma beleza. Gostava que lhe fossem arrancadas do corpo quando ainda está na arena, gostava de ver quantas pessoas ficavam para ver.

Cada vez gosto menos de ver televisão. A televisão portuguesa, em geral, deprime-me. E lamento.
Felizmente comprei o dvd do Tao Tao.



PS: A Animal sugere no blog a quem discorde do sucedido que manifeste o seu desagrado contactando a Sic através do endereço de email atendimento@sic.pt, ou telefonando para o 808202822.

11 de setembro de 2008

coisinhas da bida

Descobertas de ginásio:
1. Não tenho força nos braços nem nos peitorais - tive de me humilhar tentando fazer flexões. Fiz duas, com direito a quase-morte e ataque de riso.
2. Se for um computador a dizer-nos os dramáticos resultados da nossa avaliação física, o instrutor livra-se do papel de carrasco e seguimos amigos e felizes para o ginásio.

Cinema. Vimos o Mamma Mia numa sala esgotada às gargalhadas.
1. A Meryl Streep é genial. Até calada e quieta a mulher é boa. Adoro-a.
2. Acho que qualquer pessoa consegue gostar de musicais como este. Eu tenho vontade de ir vê-lo outra vez.
Aqui fica o trailer:

9 de setembro de 2008

à espera da Matilde





Se algures dentro de mim existe uma torneirinha de onde saem as ideias e algures dentro de mim existe uma calha que as leva até à minha mão direita, esse mecanismo está avariado e seco há bastante tempo.
Pintei o quarto de uma adolescente com barras de cores vivas. Zero bonequinhos. Zero mão livre. Zero máquina fotográfica para mostrar como ficou. Zero incómodo, que ultimamente nada me incomoda.
Este quartinho pude fotografar graças à Sara que me emprestou a máquina dela. Obrigada :)*
Foi um regresso feliz porque além de ter estado na óptima companhia da Sandra (que pintou os móveis) pintei longe do olhar dos pais da Matilde, o que possibilitou uma grande surpresa, no fim. Há muito tempo que não via clientes tão emocionados. Agora olho para estas fotografias e lembro-me da expressão nas caras deles, do que me disseram e das dores nas minhas bochechas, de tanto que sorri, desfeita em obrigadas.
:)

8 de setembro de 2008

o que eu me rio sozinha

- 'Tá?
- Sim, Natacha Santos?
- Sim, quem fala?
- Daqui é o Mr. Músculo, o seu treinador do ginásio Nã Sê Quê. Ligo-lhe para combinarmos o dia em que virá cá pela primeira vez blá blá blá...
- Minha nossa senhuora não!!! Naaaaaaaaaaaaaaaaaão!!!!!!!!! - Sim, sim. Estou disponível no dia xyz.
- Nesse dia vou fazer-lhe um curto questionário sobre o seu passado desportivo, blá blá blá...
- Bem eu já fiz ballet e natação, nado muito bem, até sei nadar mariposa, adoro dança contemporânea mas o que gosto mais é de estar parada a comer gelado... - Hum. Sim.
- ... depois faremos uma avaliação da sua condição física, blá blá blá...
- Ó pá! Com uma chave inglesa a medir-me os pneus? Eu não tenho amor à vida. Agora o homem vai medir-me as banhas. Dignidade, onde estás, dignidade minha? - Hum, sim sim.
- Por fim planearemos o seu programa de actividade física e traga roupa adequada porque vamos pô-lo em prática!
- Deus meu vou cuspir um pulmão! Dois! Um pela boca e outro pelo nariz! Ai Mr. Músculo preciso mesmo da sua ajuda que recentemente descobriram no meu blog que eu sou gorda, não sei como, juro que não sei como mas descobriram e eu estou de rastos... ai Mr. Músculo... será que és bonito?... - Ah. Hum hum. Com certeza, combinado!
- Até lá então! Boa tarde.
- Obrigada! Até lá! Boa tarde... Preciso de um Magnum Double JÁ.

mais


A Sandra enviou-me esta fotografia. Obrigada. :)*

Continuo sem máquina fotográfica e a vasculhar o Flickr. Encontrei:

Beatas embaladas - a fotografia que despoletou a minha paranóia, há meses atrás.

Uma pintura feita com beatas.

O gesto repetido vezes e vezes sem conta.

Um recado original.

Uma beata só é pequena dependendo do ponto de vista.

3 de setembro de 2008

ser louca é isto mesmo

Ouvi na televisão uma voz de criança curiosa "E tu, por que é que tens cabelos brancos?" - era a publicidade à colecção Era uma Vez o Homem, com aquele boneco que é feito da própria barba. Aquela pergunta era comigo. Quer dizer, não era, mas a carapuça serviu-me tão bem que imediatamente olhei para o ecrã roxa de raiva e quase gritei:

"E tu, queres levar uma trolitada no meio da testa? EU NÃO TENHO CABELOS BRANCOS!"

1 de setembro de 2008

sms

Ter telemóvel já não é giro como antigamente. Quando o meu pai me ligou pela primeira vez para o cartão Yorn (a Yorn é muito à frente e super jovem) e foi parar ao voicemail, começou a sua mensagem de voz dizendo "Nat, esta rapariga que me atendeu é uma desbocada. Tratou-me por tu!". Foi há tantos anos e ainda hoje me rio.
Eu sou do tempo em que apareceram as mensagens escritas. Eram de borla. Dei aos dedos até não poder mais. Namorei por sms e disse por escrito o impensável de se dizer cara a cara... Agora tenho preguiça de as escrever. Mas lidas à distância de alguns dias, até as mais simples são difíceis de apagar. Enviadas ou recebidas. Aqui estão algumas. Adoro.

"Vou de viagem. Vejo nuvens no céu que só me lembram de ti. Mil beijos."

"Nat, acordei agora! Raisparta o despertador, é do Lidl. Lol!"

"Bamos a Biana carago! Queres bir connosco dar uma bolta?"

"Já estás comida? Eu farei cocó e sigo para aí."

"Comprei mealheiros para mim, para ti e para o João. Seremos ricos."

"Posso ir contigo ver vestidos noutro dia? Desculpa. Mil beijos e peidinhos."

o escafandro e a borboleta

Ontem vi este filme. Dei comigo lavada em lágrimas. Não me ocorre pior condição que esta de se viver aprisionado dentro do próprio corpo. Saber que a história é verídica, assim como o são as dos doentes de quem os meus amigos enfermeiros cuidam, só me faz sentir vergonha dos meus pequenos dramas, das minhas dores, dos meus medos. Este é um filme a não perder, assim como o Mar Adentro.

31 de agosto de 2008

de olhos no chão e sem máquina na mão

A minha máquina fotográfica morreu mesmo. Que falta me faz. Sem ela vejo o meu manifesto anti-beatas-no-chão a meio gás. Mas não é grave. Pus-me a pesquisar e encontrei pessoas cujas máquinas não avariaram. E mais, pessoas que pensam como eu, têm ideias muitíssimo mais originais, expressam a sua opinião e, ao que vejo, não são agredidas. Eis:

Beatas no chão à porta dum bar de Toronto.

Um carro de beatas.

Um senhor que decidiu catar lixo e (não pode!!!) encontrou mais beatas que outra coisa.

Beatas.

Beatas gigantescas.

O "beatão"!

Se alguém desse lado se deixou contagiar pela minha paranóia, quiser fotografar o que eu não posso e enviar-me por email para eu publicar aqui, fico muito agradecida.

25 de agosto de 2008

fon fon fon

Há uns meses estava eu no comboio, entre uma pintura e casa. O telemóvel apitou e era uma mensagem do Tiaguinho, mais ou menos assim: Nat, ouve o cd "Deolinda - Canção ao Lado" que vais gostar.

Hoje caí no MySpace dos Deolinda. E apaixonei-me por esta música que se segue. O cd será meu assim que o vir.



Tiaguinho que me adivinhas. Saudades... um abraço daqueles.

24 de agosto de 2008

eurocêntimos

Isto está bonito sem máquina fotográfica... só me ocorrem coisas perfeitamente idiotas, que são as que mais me fazem rir. Agora lembrei-me dum dia em que estava lá no sul com a Di. Estávamos a adormecer já com a luz apagada e eu já estava mais para lá do que para cá, que é quando tenho visões incríveis e as consigo descrever, apesar da baba.

"Di! Eu vou ganhar 6000 euros Di! Eu sinto! Seis mil euros. Tenho de jogar no Euromilhões. Vou jogar no Euromilhões..."

Na sexta-feira seguinte fui jogar no Euromilhões com dois queridos colegas da Di. Passei o resto da tarde a papaguear aos ouvidos de um deles (olá Vitor! ^.^) acerca da minha sorte grande, a imaginar como seria a histeria de ficar milionária em directo, a visualizar os números, a simular o sorteio, a quase-rezar pelos seis mil euros MEU DEUS EU ESTAVA PRESTES A FICAR MILIONÁRIA!
E pelo meio:

"Mas... Vitor... Seis mil euros não chegam sequer a um milhão! Não vou ficar milionária coisa nenhuma!"

Ao que ele me respondeu, sábio:

"Pensa em cêntimos, Nat. Milhões de cêntimos!"



Escusado será dizer que nessa noite voltei a cortar relações com o Euromilhões.

a culpa é da Naide Gomes

Hoje sonhei que tinha uns abdominais iguais aos dela. Contraía-os, em frente ao espelho e tocava-lhes, incrédula, com a ponta do dedo. Era tudo músculo. Até o meu umbigo estava diferente. Ficava tão orgulhosa que me punha a dançar como a Shakira.
Acordei e a primeira coisa que fiz foi confirmar se a minha barriga mole tinha mesmo desaparecido.

Em vez de dançar, cantei Es una tortura... perderte!

23 de agosto de 2008

este post é uma adivinha para os que não gostaram da anterior

Qual é a coisa, cal é ela, que ainda agora falei nela?

este post é dedicado a todos os que não acreditam que eu sou mesmo um doce



Só para quem não me conhece pessoalmente, eu sou aquela verdinha que escorrega na risca amarela do arco-íris. Acredite quem quiser.

22 de agosto de 2008

R: beatas, ora pois!

Conto-as, chocada. Pareço tolinha mas não me interessa.
Os meus pais e a minha avó nunca me admitiram sequer a possibilidade de deitar lixo para o chão. A minha avó, quando via bem e via alguém a deitar algo para o chão, não hesitava em se aproximar do porcalhão e dizer que a rua é de todos. Admiro-a. Eu fico a olhar, horrorizada. Estamos no século XXI e ainda existem pessoas que não conhecem o conceito de pequenos actos.
Não digo que os fumadores (parte deles, claro) sejam os únicos a sujar o chão mas são com toda a certeza os que o fazem mais descontraidamente, vezes e vezes seguidas. Eu vejo. Acabam o cigarro e a beata tem lugar guardado no chão (e o chão é tão grande e eu sou mesmo mesquinha), mesmo que a dois metros dum caixote do lixo. Porque sim. Porque até se apaga com o pé e pronto. Porque estando no chão já não lhes pertence. Ou porque lançadas por uma janela ganham asas e voam felizes até ao país das beatas.
Uma beata é só uma beata. Mede uns centímetros porra, e é biodegradável. E eu é que tenho este mau feitio. E se for a multiplicar as beatas que um fumador deita para o chão num dia pelos dias em que o fez e os anos há que fuma, ó minha gente, é tão pouco!!! E multiplicado por todos (quantos?) os fumadores que o fazem, pfff... quando acabar a conta já elas se degradaram todas todinhas e adubaram a Terra!

Se há coisa de que tenho a certeza hoje, é que a tolerância consiste em aceitar e respeitar as diferenças, e não fechar os olhos fingindo aceitar o inaceitável.

A rua é de todos e também é minha.

adivinha

Tenho andado pelas ruas a olhar para o chão. Elas são dezenas e dezenas, da casa dos meus pais até à minha. Mas em Lisboa, meus amigos... Os passeios e valetas têm outra graça. Na calçada portuguesa então, não há vassoura que as apanhe.
Enojam-me. Tenho vontade de as catar todas, contar, distribuir em sacos e devolvê-las, num acto simbólico, a quem de direito. E dizer "Olhe faz favor! Deixou cair isto.".

O que são?