11 de janeiro de 2009
que fique registado
... que no dia 9 de Janeiro de 2009 me caiu neve (não me interessa que tenha sido pouca) em cima, eram oito da manhã. Neve no Minho, minha gente. Nebe em Biana!
8 de janeiro de 2009
músicas de ginásio
Inauguramos hoje a etiqueta músicas que descobri no ginásio, que me parece de uma enorme utilidade pública. Começo com a minha favorita, da aula de step (escusam de me imaginar na minha versão repuxo de suor deprimente aos pinotes em cima daquele degrau assassino - esta é a música do relaxamento).
Eric Hutchinson - Oh!
Eric Hutchinson - Oh!
6 de janeiro de 2009
o meu coração é teu
Desde que estive contigo pela última vez que não consigo parar de pensar em ti. Ontem adormeci com a tua imagem na minha mente. Todos os teus pormenores, as tuas cores, o teu cheiro. A maneira como pareces ter nascido para mim e eu para ti. Se quiseres vir cá a casa, a porta estará sempre aberta. Aliás, se quiseres vir para cá morar, estás à vontade. Já te disse que o meu pai gosta de ti? E ri-se quando diz que eu estou apaixonada.
Sim, Ikea, eu quero casar contigo.
Sim, Ikea, eu quero casar contigo.
meu rico bloguezinho
O ano começou e eu ainda estou a recuperar o equilíbrio depois do furacão Natal... com o centro de gravidade alterado, devido às quantidades obscenas de açúcar que se alojaram na minha barriga. A culpa de não resistir à gula. Crianças que morrem à fome sem um colo e sem nada e eu ó, mais uma rabanada, só mais uma que ainda cabe. A culpa é o que move as acções de solidariedade natalícia, não é? A culpa pesa-me. E é bem feita.
Dois anos de blog. Se os blogues fossem, como muita gente iludida pensa, a verdade sobre os seus autores, então poder-se-ia concluir que eu ando a dormir. Porque este blog anda adormecido, coitadinho do meu Vermelho Devagarinho. Agradeço a todos os que ainda vêm cá todos os dias. Gosto muito que cá venham e lamento que isto ande assim. Não está para acabar, o meu cantinho mistela, não senhor. Estou só muito longe do computador. Paciência. Um dia destes volto a pôr aqui muitas fotografias. E desenhos e pinturas. Quando a vontade voltar. Para já voltou a vontade de escrever.
Há uns tempos tive uma visão. Não me sai da cabeça e originou um turbilhão dentro de mim. Ia no carro, buscar a minha mãe. Olhei para umas árvores enormes, vi o céu entre as folhas e em vez de - como é costume - me sentir feliz só por isso, senti um enorme vazio.
Tenho vivido para pagar uma renda.
Eu e a minha pouca ambição. Vivo para manter uma casa. Um mês de cada vez e depois logo se vê. Sem tempo nem fortuna mas tão feliz, que o que interessa eu já tenho. Amor, muito amor, abraços e beijos. Riso. Chocolate com o café todos os dias. Pêlo de cão na roupa, uns passeios na praia e pronto. Não há nada melhor. Pelo menos não havia, até eu olhar pelo pára-brisas para aquelas árvores e me sentir tão pequena.
Dois anos de blog. Se os blogues fossem, como muita gente iludida pensa, a verdade sobre os seus autores, então poder-se-ia concluir que eu ando a dormir. Porque este blog anda adormecido, coitadinho do meu Vermelho Devagarinho. Agradeço a todos os que ainda vêm cá todos os dias. Gosto muito que cá venham e lamento que isto ande assim. Não está para acabar, o meu cantinho mistela, não senhor. Estou só muito longe do computador. Paciência. Um dia destes volto a pôr aqui muitas fotografias. E desenhos e pinturas. Quando a vontade voltar. Para já voltou a vontade de escrever.
Há uns tempos tive uma visão. Não me sai da cabeça e originou um turbilhão dentro de mim. Ia no carro, buscar a minha mãe. Olhei para umas árvores enormes, vi o céu entre as folhas e em vez de - como é costume - me sentir feliz só por isso, senti um enorme vazio.
Tenho vivido para pagar uma renda.
Eu e a minha pouca ambição. Vivo para manter uma casa. Um mês de cada vez e depois logo se vê. Sem tempo nem fortuna mas tão feliz, que o que interessa eu já tenho. Amor, muito amor, abraços e beijos. Riso. Chocolate com o café todos os dias. Pêlo de cão na roupa, uns passeios na praia e pronto. Não há nada melhor. Pelo menos não havia, até eu olhar pelo pára-brisas para aquelas árvores e me sentir tão pequena.
27 de dezembro de 2008
sobrevivi
Vi-o a aproximar-se. Directo a mim. O medo de ser esmagada paralisou-me. Escondo-me? Corro? Grito? Não há tempo, está cada vez mais perto.
Fiz-me de morta.
Gigante, cada vez maior e cada vez mais perto, esmagava tudo ao passar. A música quase me ensurdeceu. As luzes piscavam e os papéis voavam. Ainda me pisou mas sobrevivi.
O Natal passou-me ao lado.
Fiz-me de morta.
Gigante, cada vez maior e cada vez mais perto, esmagava tudo ao passar. A música quase me ensurdeceu. As luzes piscavam e os papéis voavam. Ainda me pisou mas sobrevivi.
O Natal passou-me ao lado.
24 de dezembro de 2008
feliz natal :)
A todos os que por aqui passam. Beijinhos, paz, amor e carinho.
E agora deixo-vos mais uma vez com aquele que é para mim o filme de Natal mais bonito de sempre.
E agora deixo-vos mais uma vez com aquele que é para mim o filme de Natal mais bonito de sempre.
16 de dezembro de 2008
querido inconsciente:
Peço desculpa. Não te queria ofender com o post anterior. Eu nem sabia que tu lias o meu blog. Aquilo do "que fui eu fazer" era a brincar. Eu sei que não posso decidir o que sonho, quanto mais ter o poder da premonição.
Não me castigues mais e por favor, deixa-me sonhar com coisas normais, como o resto das pessoas.
Não me castigues mais e por favor, deixa-me sonhar com coisas normais, como o resto das pessoas.
10 de dezembro de 2008
eu tive um sonho premonitório
Eis que, meses depois, do fundo da minha barriguita (o ita é eufemismo) mole, surge aquilo a que se chama abdominais definidos. Eis que o meu umbigo já não está tão aconchegado entre dois pneus. Bendito ginásio. Fico satisfeita e danço como a Shakira.
Mas o que me preocupa é pensar que os meus sonhos possam ser realmente premonitórios... ai jasus que fui eu fazer.
Mas o que me preocupa é pensar que os meus sonhos possam ser realmente premonitórios... ai jasus que fui eu fazer.
9 de dezembro de 2008
para a próxima pintura
A imaginação é o limite. É possível meter o Lobo Mau numa pintura do fundo do mar? Eu acho que sim.
:D
:D
estou aqui
Longe da internet em geral, das minhas coisas em particular. Mas estou bem e mando beijinhos a quem me lê.
Dói-me o lado esquerdo do corpo. Porque ontem os cães atacaram um gato e eu sozinha com eles. Gritar não valeu de nada. Agarrar a boxer só com uma mão enquanto tentava tirar o outro de cima do gato também não. Agora tenho dores no corpo e a imagem na cabeça. E os sons. Quis ser surda.
Agora tenho dores do lado esquerdo do corpo.
Vou voltar à rotina. Mas antes disso vou pôr um desenho aqui para vos mostrar.
Dói-me o lado esquerdo do corpo. Porque ontem os cães atacaram um gato e eu sozinha com eles. Gritar não valeu de nada. Agarrar a boxer só com uma mão enquanto tentava tirar o outro de cima do gato também não. Agora tenho dores no corpo e a imagem na cabeça. E os sons. Quis ser surda.
Agora tenho dores do lado esquerdo do corpo.
Vou voltar à rotina. Mas antes disso vou pôr um desenho aqui para vos mostrar.
27 de novembro de 2008
avianense
Há dias eu e a Babá fizemos uma aposta. Depois de uma aula intensa no ginásio fomos jantar e eu (bipolar) dizia que gosto tanto de salada e de bróculos cozidos com azeite, como de gelado. Ela perguntou-me se sabia quantas calorias tem o azeite, eu disse trezentas, quatrocentas, talvez. "Não senhora, tem novecentas! Ó Babá estás tola. Por cem gramas? Nem pensar. Mas é que nem pensar! Tem novecentas!!! Não tem nada!!! Vale uma aposta? Pimba! Uma mousse de chocolate! Pimba! Um gelado de meio litro! - e a Cilu no meio: e eu que sou a testemulha da aposta, o que ganho eu???"
(Comédia da vida privada: a Babá a pedir uma garrafa de azeite num restaurante só para ver a informação nutricional, eu às gargalhadas e um funcionário a querer entrar na aposta.)
Perdi a aposta. Novecentas calorias, filho da mãe do azeite, grandessíssimo traidor.
A mousse da Babá tinha de ser caseirinha e com chocolate Avianense. Fi-la hoje. Comprei uma tablete para mim, comi um bocadinho com o café e fiz uma viagem no tempo. O Avianense é o chocolate da minha infância. No pão com manteiga(!), na mousse da minha avó, na barraquinha da feira do livro. Quando a fábrica (onde a Di muitos bombons embrulhou) era cá no centro de Viana e o sabor do chocolate era o mesmo de há vinte anos, o cheiro percorria a rua do Gontim e fazia-me babar.
A minha memória é um parque de diversões.
Sim, é para podermos comer porcarias que andamos no ginásio. Hihihihihi.
(Comédia da vida privada: a Babá a pedir uma garrafa de azeite num restaurante só para ver a informação nutricional, eu às gargalhadas e um funcionário a querer entrar na aposta.)
Perdi a aposta. Novecentas calorias, filho da mãe do azeite, grandessíssimo traidor.
A mousse da Babá tinha de ser caseirinha e com chocolate Avianense. Fi-la hoje. Comprei uma tablete para mim, comi um bocadinho com o café e fiz uma viagem no tempo. O Avianense é o chocolate da minha infância. No pão com manteiga(!), na mousse da minha avó, na barraquinha da feira do livro. Quando a fábrica (onde a Di muitos bombons embrulhou) era cá no centro de Viana e o sabor do chocolate era o mesmo de há vinte anos, o cheiro percorria a rua do Gontim e fazia-me babar.
A minha memória é um parque de diversões.
Sim, é para podermos comer porcarias que andamos no ginásio. Hihihihihi.
26 de novembro de 2008
transpiração
Inspiração forçada. É quando, como ontem, me obrigo a criar alguma coisa. Há dias em que as ideias me vêm à cabeça e à mão sem que eu consiga impedi-las. E há outros, como ontem, em que me viro para o papel e risco e escrevo e me rodeio de lápis e canetas, cola e papéis e, como ontem, umas letras de decalque do tempo da faculdade. E espero que alguma coisa apareça. E fico atenta. Há dias em que desenhar é como dar à chave num carro que não pega. Às vezes nem de empurrão... Mas há outros, como ontem, em que já estou para desistir e aparece alguma coisa. Faz-se luz na minha fábrica.
Ainda não sei o que vou fazer com ela. Nem com os que se seguem. Se vou reproduzi-la, ampliá-la, pintá-la noutro suporte. Mas para evitar que se amontoe e se perca no meio dos outros desenhos (é o que acontece inevitavelmente nesta casa), este vai directinho para a minha loja empoeirada.
Ainda não sei o que vou fazer com ela. Nem com os que se seguem. Se vou reproduzi-la, ampliá-la, pintá-la noutro suporte. Mas para evitar que se amontoe e se perca no meio dos outros desenhos (é o que acontece inevitavelmente nesta casa), este vai directinho para a minha loja empoeirada.
25 de novembro de 2008
é favor ninguém me beliscar
Porque eu ainda só li uma vez a notícia.
Obrigada, Nhocas.
Estou tão feliz. Cá beijinho, Defensor Moura.
Obrigada, Nhocas.
Estou tão feliz. Cá beijinho, Defensor Moura.
22 de novembro de 2008
eles
Que me abraçam e me dão beijos nas bochechas e me cheiram o pescoço. E me dão a mão só por carinho e me metem o braço para dizer um segredo ou uma grande badalhoquice. Que se riem muito de mim e comigo. Que me fazem rir até chorar. Que me perguntam olhos nos olhos como é que eu estou. Me chamam para jantar e fazem vegetariano só por minha causa. E sobremesa com chocolate. Eles que me ralham (me insultam) por eu não sair de casa mais vezes e me dão uns abanões de vez em quando. Que me reencaminham emails daqueles muito lamechas. Que se viram contra mim com as saudades e me exigem por perto. Guardam anedotas muito secas ou sádicas para me contar porque sabem que eu adoro. Que aturam as minhas terríveis birras de sono. Eles que me dizem o quanto gostam de mim.
Os meus amigos são os melhores amigos que alguém como eu pode ter. Penso neles todos os dias, na minha sorte, e às vezes sinto que não mereço tanto. Mas agradeço muito. Muito.
Os meus amigos são os melhores amigos que alguém como eu pode ter. Penso neles todos os dias, na minha sorte, e às vezes sinto que não mereço tanto. Mas agradeço muito. Muito.
21 de novembro de 2008
rugas

Esta fotografia tem mais de vinte anos e eu reconheço-me perfeitamente.
Ontem encontrei fotografias de há seis anos e apercebi-me de que isto que hoje tenho na cara não é pele seca, não senhora. São rugas. Todas moldadas pelo riso, o que me deixa feliz, mas não deixam de ser rugas.
Agora vou fingir que não sou meia parva e vou voltar ao trabalho.
Na foto: o Tirone, um gato tão mau quanto bonito. Mordia toda a gente que lhe mexesse, excepto os meus pais. Ao colo da minha mãe ficava num tal estado de mimo que se babava em longos fios que se colavam à roupa dela...
E a Nikita, que nunca cresceu para além disto. Quando ficava atrapalhada, vinha a correr sentar-se num dos nossos pés.
voltei, voltei!




Esta é a pintura mais recente que fiz. No quartinho da Francisca. Uma pintura cheia de simbologia, pormenores especiais e, acima de tudo, muito alegre. Para uma anjinha.É muito gratificante sentir que o meu trabalho pode canalizar tanto amor e carinho. E que há quem me confie o que sente, sem medo. Muito obrigada, Helena. :)*
13 de novembro de 2008
vrrrum
Hoje acordei antes do despertador tocar. Já é costume. Acordo fresca como uma alface, às sete e qualquer coisa. O que nunca me aconteceu antes foi acordar à uma da manhã, prontinha para começar o dia. E que desorientada fiquei. Foi mudar de posição e fechar os olhos (normalmente resulta), foi mudar de posição e fechar os olhos outra vez, foi chichi, foi um episódio do CSI, foi um concurso absurdo que explora até ao último cêntimo a insónia dos portugueses, foi desligar a televisão e mudar de posição outra vez.
Ao fim de três horas de insónia decidi que não sou má pessoa por tomar o pequeno almoço às quatro da manhã.
Isto tudo para dizer que o descanso, vitaminas, pouca culpa e muito mimo fazem milagres. Milagres, sim, que se há uns meses me dissessem que eu voltaria a sentir-me cheia de energia e feliz da vidinha, não acreditaria.
Ao fim de três horas de insónia decidi que não sou má pessoa por tomar o pequeno almoço às quatro da manhã.
Isto tudo para dizer que o descanso, vitaminas, pouca culpa e muito mimo fazem milagres. Milagres, sim, que se há uns meses me dissessem que eu voltaria a sentir-me cheia de energia e feliz da vidinha, não acreditaria.
8 de novembro de 2008
se não podes vencê-los :)
Enquanto não fujo do Natal nem faço os postais deste ano, aproveito para pôr à venda os 15 conjuntos que sobraram do ano passado.
A combinação muitas ideias-pouco tempo às vezes deixa-me frustrada. A minha loja-blog está parada há tanto tempo. Tenho aprendido a não me culpar por não conseguir fazer tudo. E não aprendo sozinha. Obrigada, querida Mafalda.
A combinação muitas ideias-pouco tempo às vezes deixa-me frustrada. A minha loja-blog está parada há tanto tempo. Tenho aprendido a não me culpar por não conseguir fazer tudo. E não aprendo sozinha. Obrigada, querida Mafalda.
6 de novembro de 2008
novembro já? oh pá...
Gostava de me lembrar do dia em que deixei de gostar do Natal.
Já tentei tudo. Tudo menos fugir. Porque a minha vontade é essa. Fugir. Sei que é uma barbaridade. Que estou rodeada de pessoas que me amam, que não é justo... Mas eu queria fugir do Natal. Do desperdício de comida, dinheiro, papel... da ansiedade em que fico. O Natal vem contra mim como uma locomotiva e eu passo os meses seguintes a recolher os meus pedacinhos. Se pudesse viajava para longe. Como não po$$o, pensei em ir como voluntária para um hospital onde os pacientes tenham muita, muita pachorra...
Já tentei tudo. Tudo menos fugir. Porque a minha vontade é essa. Fugir. Sei que é uma barbaridade. Que estou rodeada de pessoas que me amam, que não é justo... Mas eu queria fugir do Natal. Do desperdício de comida, dinheiro, papel... da ansiedade em que fico. O Natal vem contra mim como uma locomotiva e eu passo os meses seguintes a recolher os meus pedacinhos. Se pudesse viajava para longe. Como não po$$o, pensei em ir como voluntária para um hospital onde os pacientes tenham muita, muita pachorra...
5 de novembro de 2008
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