22 de outubro de 2008

troca de papéis

Quando brincava aos contos infantis, a lebre queria sempre ser tartaruga.
:)

20 de outubro de 2008

linques

A todos os que por algum motivo gostam do meu blog-mistela e o recomendam, muito e muito obrigada.
Tendo em conta a quantidade de disparates que aqui vou deixando, misturados com trabalho, lamechices e assuntos sérios comentados no meu magnífico tom sarcástico, só posso concluir que há gente mesmo muito querida nesta blogosfera.
Obrigada! E beijinhos.

Sónia

Karamela

Anisa

Dora Ramalho

Ana Cláudia Cavalcanti

Serões da Inês

Maria Tavares

Little Pea

GM

Ana Melo

Virgínia

Patrícia

Marta Isabel

Cordonbleau

Verinha

Ana Maria

Kella

Ananda

Nádia Pinto

Raquel

Mimiko

Andreia Afonso

Poronga's

Rute Matos

Andreia

Patrícia

Caty

Corcoise

Ana Carina Dias

Mary Flower

Inês

Magsan

Bu&Bau

Joaniska

Se houve algum que me passou ao lado, por favor avisem-me.
A culpa é do Histats, não é da minha nabice.

sabem aquela treta do ginásio se tornar viciante?

É berdade.

17 de outubro de 2008

anjinhos

Mais uma pintura idealizada por uma mãe que, quando me contactou, estava ainda grávida de uma linda menina. Mais uma vez ajudo a concretizar uma ideia que começa num papel rabiscado, digitalizado e enviado por email e que, aos pouquinhos, entre gatafunhos, perspectivas e fotomontagens, vai evoluindo para se transformar numa pintura de grandes dimensões. Gosto tanto.







Já disse aqui que os meus clientes são os mais amorosos do mundo? Pronto.

14 de outubro de 2008

tão poética quanto incompreendida

Nos Moinhos de Montedor. Eu, a cunhadim e o meu irmão. Apanhámos o de pás de madeira aberto, com "guia turístico" e tudo. Lá dentro, tudo muito bem conservado e ainda em funcionamento. Eu:
- Ahhh que bonito... o milho.
O senhor que nos mostrava o moinho:
- Vocês são de artes?...
O meu irmão:
- A minha irmã é de Belas Artes e a minha namorad...
- Para acharem o milho bonito!

Enquanto eles desciam as escadinhas estreitas eu fiquei lá em cima a recompor-me do ataque de riso.

Não se diz poético de uma pessoa pois não?

13 de outubro de 2008

bipolar

Eu sei que sou assim. Oscilo entre o pequeno pónei e o incrível hulk. Entre lágrimas fáceis e humor negro de mau gosto. Depois despejo aqui de tudo um pouco e confundo algumas pessoas mas é sem querer. Este blog é uma mistela, disse ontem à Carlita.
Dou tanto valor ao profissionalismo, à pontualidade, ao rigor. Nunca me imaginei menos do que isso, nunca mo permiti. Mas a vida prega-me partidas e quando menos espero, chegam as provas de que não posso controlar tudo, simplesmente não posso fazer tudo aquilo a que me proponho. Foi assim há uns meses. Instalou-se um cenário a que poucos tiveram acesso e para o qual tive vista privilegiada: o caos.
Falo mal de quem não é profissional. Não há vida privada que permita àquela senhora da segurança social dizer foda-se três vezes quando eu acabo de chegar ao balcão com um sorriso na cara e um bom dia dito em voz alta. Não há. Mas depois... Eu bem tentei fazer os desenhos. Bem tentei entregá-los a tempo. Bem quis ser profissional. E desejei sinceramente que o meu trabalho fosse duma exactidão matemática que não dependesse de humores e de ideias, muito menos que se deixasse corromper pela minha vida privada. Mas deixou. E eu peço desculpa aos clientes que acabaram por desistir. Eu também desistiria. O que me interessa a mim a vida privada daquela grandessíssima malcriada? Devia ter-me ido embora e feito queixa. Mas não fiz.
Foi assim com os clientes a quem fiz a última pintura. Não desistiram. Não se cansaram. Não reclamaram. Esperaram três meses até que eu acabasse de soluçar o que havia algures dentro da minha cabeça. E marcámos a data. Como se não bastasse a paciência que tiveram comigo e o enorme respeito pelo meu ritmo (devagarinho-devagarinho-quase-a-parar), receberam-me com boa disposição e carinho. Muito obrigada...
A Tânia, para além do bom humor que me transmitiu via email, da confiança que depositou em mim, do microondas que me emprestou e de toda a generosidade com que se referiu sempre ao meu trabalho, ainda me ofereceu fogaças e uma ovelhinha feita à mão por ela, embrulhadas com um nó chinês da boa sorte. Eu não acho que mereça tanto, mas fico agradecida para sempre, do fundo do coração. Esta pintura foi a primeira (criada de raiz) do resto das pinturas. E a culpa é tua e do Bruno, Tânia. ;)***


olhá pinturinha

Eis o que andei a fazer entre viagens de autocarro.
Aqui ficam uns rabiscos preparatórios, o projecto da pintura na parede e o resultado final. Espero que gostem.

















Esta pintura foi idealizada, pedacinho a pedacinho, pelos pais dum bebé que está quase a chegar. É um privilégio poder concretizar as ideias que alguém tem na sua mente para o quartinho dum filho. Obrigada Tânia e Bruno.

11 de outubro de 2008

só mais um post sobre autocarros

Eu calada. O motorista e uma senhora na conversa, sobre um outro motorista que já não trabalhava ali. Eu calada a ouvir, claro.

- O senhor D era um grande profissional. Era muito calmo.
- Pois era, era uma pessoa muito calma.
- Estava sempre calmo e transmitia essa calma aos passageiros.
- Sim, ele era muito calmo e isso a mim, que sou muito acelerado, faz-me confusão. Aquela calma.
- Mas ele estava sempre calmo, mesmo que por dentro estivesse ansioso, parecia muito calmo.
- Sim, ele... não era stressado.
- Era calmo.
- Sim, era muito calmo.
- BASTA! Puorrrrrrrrrrrrra!!! (isto era eu em pensamento, que já tinha perdido a minha calma há que séculos)

10 de outubro de 2008

não é só de alucinados que o mundo está cheio

Nestes últimos dias andei de autocarro. Cheirei as pessoas que se sentavam perto de mim. Não sei se é do meu nariz, mas todas me cheiraram tão bem. E eu a que cheiro? Será que me cheiram também? Ui! Fui cheirando ao longo do percurso e ao longo dos dias. Fui observando as pessoas que entravam no mesmo autocarro que eu. Havia um motorista simplesmente detestável. Um homem bonito, alto, de olhos azuis, belos braços e mãos grandes. Muito antipático, muitíssimo mal educado. Com ele ninguém se atrevia a falar, até porque correndo o risco de se lhe estar a fazer uma pergunta parva (Para onde vai este autocarro? quando na frente do autocarro está escrito em letras garrafais) ele respondia com quase-insultos. Também barafustava quando alguém aparecia do nada a correr de braço no ar e a implorar-lhe que abrisse a porta quando ele já tinha arrancado. O autocarro atrasa-se, é verdade. Mas que homem tão mal encarado, tão zangado com tudo. Não lhe ouvi um bom dia. Devia ter ido lá cheirá-lo, bem no pescoço. Hoje fugiu-me quando eu apareci do nada de braço no ar e a implorar-lhe que abrisse a porta, já ele ia na estrada mas em pára-arranca no meio do trânsito. Fingiu que não me viu e eu chamei-lhe todos os nomes. Esperei mais de meia hora ao vento-ciclónico pelo autocarro seguinte. Quando estava a sair, meia hora atrasada e ainda zangada com o outro, o motorista disse-me:

"Menina, até logo. E se não a voltar a ver, bom fim-de-semana."

De repente, o meu dia que tinha começado com palavrões, recomeçou.
Eu sinto-me rodeada de pessoas boas. Gosto de me lembrar delas, dos seus gestos. Alguma coisa acontece quando alguém faz um esforço por ser educado e simpático, mesmo nos piores dias. E há dias horríveis. Alguma coisa acontece, porque eu sinto-o. E é por isso que me esforço também.
Bom fim-de-semana.

9 de outubro de 2008

não estou só no mundo

Encontro gente tão alucinada como eu onde menos espero. No autocarro, por exemplo. O motorista.

- Já viu? Tem o autocarro todo só para si.
Olho para trás e vejo que saiu toda a gente. Só sobro eu. Ahhhh todo só para mim assim tipo posso correr como uma possuída por este corredor fora aos gritos enquanto tu conduzes às voltas infinitas numa rotundaaaaa!...
- Ah. Pois tenho.
- Agora posso fugir consigo!
- Hum.

2 de outubro de 2008

patinho

Na brincadeira dos contos, o patinho quis ser o Pinóquio. Quando disse "Já estou pronto!" pôs toda a gente à gargalhada.



Tenho muitas saudades destes bebés. Não cheguei a dizer aqui que eles foram viver com a mãe para o Parque Biológico de Gaia, num lago a sério e livres de voarem para fora, se lhes apetecesse.

1 de outubro de 2008

no msn

Di: vou beber um chá
(...)
Nat: blá blá blá
Di: blá blá blá
(...)
Di: se dermos chá a uma planta fazemos dela canibal?
Nat: hahahahahahahahaha
Di: é que eu acabo de o fazer
Nat: di achei que estavas a contar-me uma anedota!
Di: acabo de partilhar a cidreira com ela
Nat: hahahahahahaha isso é genial di, escreve isso!
Di: já escrevi
Nat: hahahahahahahahhahahhahhahha
Di: oh nat
Nat: diz
Di: será que toda a gente é tão tonta como nós?
Nat: hahahahahahaha
Di: hahahhahahahahaha
Nat: HAHAHAHAHAHA

30 de setembro de 2008

o drama da palhaça esquizofrénica

Só há duas pessoas que compreendem o meu requintadíssimo sentido de humor: eu e aquela menina que mora dentro do espelho (tem um buço!, coitada...).
Quando digo barbaridades à espera que alguém, no mínimo, esboce um sorriso, a única coisa que consigo é provocar constrangimento a quem me rodeia.
Nessas alturas procuro um espelho.

projectos atrasados III - ferramentas




... para pintar na bata da Carmen. :)

29 de setembro de 2008

observações de ginásio

Os professores são todos muito simpáticos e formados no sentido de nos motivar e tratar muito bem a todos tuodos. "Como é Natacha? Como estamos? Cinco estrelas!" - Sempre bem dispostos e sorridentes, muito optimistas ("Excelente, Natacha!") mesmo quando os cromos que não sabem mexer nos botões das máquinas (eu) já estão vergados a escorrer suor e só desejam é desmaiar e ser levados em braços musculosos para longe dali. Por falar nisso, Vitó, se leres isto, não há batata (dizem os meus professores que se chama bicep, que disparate) como a tua, Vitó. Não há batata igual. Ouve o que eu te digo que eu ando no meio deles. Fon fon fon, Vitó. Fon fon fon!

Por falar em posts sobre ginásio, o que eu me ri a ler esta maravilha.

26 de setembro de 2008

os meus superpoderes

Após uma ida ao supermercado, constato que constipada como estou, ainda tenho mais superpoderes incríveis e magnéticos.

Não há caixa de supermercado que não pare de funcionar quando eu decido entrar na fila. Ou é o código que não lê, ou é uma fruta que não foi pesada, ou é o telefone que toca, ou acabaram-se as moedas de um euro. E não adianta trocar de fila. Eu paro-as a tuodas!

Chego ao carro com seis toneladas de sacos nas mãos e um pacote de papel higiénico debaixo do braço. Com a chave pendurada no dedo mindinho e sem tocar no comando, olho fixamente para o carro e espero ouvir o tchc-tchc.

Chegada ao prédio nos mesmos preparos, uso o comando do carro para tentar abrir a porta de casa.

O meu superpingo do nariz aproveita que eu tenho todas as mãos ocupadas e lança-se até ao queixo.

mais ratinhos

Para outro projecto, a que pertence o Fantinho Vermelho. Estes são quatro dos sete anões.

25 de setembro de 2008

ratinhos no jardim


Na casa dos meus pais costumam aparecer ratos. Ou por iniciativa própria, ou pela boca dum gato. Adoro-os (e novidades?). Adoro os olhinhos, as patinhas que são mãos em miniatura com dedos e unhas perfeitos, o pêlo, tudo. Nos pequeninos pego facilmente (nunca me apareceu uma ratazana a precisar de ajuda), vivos ou mortos. Uma vez salvei um ratinho do campo de morrer na brincadeira frenética do gato. Fui com ele na mão até a um sítio seguro, perto de muitas ervas e pedras e longe do olhar de quem me acha maluca.

"Oh pequenino, tão pequenino que ia morrer... aquele estúpido! Mas eu não deixei que tu és tão pequenino, tão querido... os bigodinhos, os olhinhos, o narizinho... inho inho inho. Pronto, vai-te embora livre e feliz. Vai à tua vidinha."

Abri a mão junto ao chão para que ele saltasse quando quisesse. Não o fez sem antes, farto da minha conversa lamechas (quem é que está para me aturar logo após uma quase-morte?), me olhar pelo canto do olho e me dar uma valente dentada na ponta do dedo.
Acabou-se logo o romance.

24 de setembro de 2008

tão lindo

Há uns tempos, em ocasiões diferentes, a Sapatinhos de Verniz e a Marta Figueroa lembraram-se de mim e de partilhar comigo umas pinturas em parede que dão vontade de comer. Obrigada, queridas. Não conhecia e adorei!
Agora senti vontade de partilhar também: Ami Suma.

21 de setembro de 2008

quem quer uma gatinha?

A Hamleikah tem três para dar. Eu, se pudesse e como já lhe disse, ficava logo com duas.
Adoro gatos. Conheço muitas pessoas que os detestam. Normalmente têm algum trauma de infância, alergias, medo. Nunca dormiram com um, nunca ouviram um ronrom ao pé do ouvido, ou receberam marradinhas, nunca nenhum se lhes mostrou totalmente feliz e confiante deitando-se no chão de barriga para o ar e olhinhos fechados. Adoro gatos mas sou suspeita.