A Karla convidou-me para colaborar com ela num projecto especial e cheio de ternura... aqui fica uma espreitadela.
26 de fevereiro de 2008
pirilampos
A Karla convidou-me para colaborar com ela num projecto especial e cheio de ternura... aqui fica uma espreitadela.
24 de fevereiro de 2008
o que é a arte mesmo?
Ontem o membro do juri convidado no Dança Comigo era um toureiro.
pausa para palavrões
Uma vez ouvi a Fátima Lopes das manhãs a entrevistar uma cambada de miúdos mal resolvidos que vinham duma escola de tourada. "Então vocês blá blá blá (quando estou colérica não ouço bem) esta grande arte?!"
pausa para a super-praga
Outra vez a Catarina Furtado entrevistou o Pedrito de Portugal já depois do episódio em que o público gritou MATA MATA MATA e ele matou um touro. E a namoradinha de Portugal (agora vejo que partilham o apelido) perguntou-lhe se era uma sensação orgasmática, a de matar o touro, sem nunca desfazer aquele lindo sorriso com que nos brinda todas as semanas.
Vou dormir.
pausa para palavrões
Uma vez ouvi a Fátima Lopes das manhãs a entrevistar uma cambada de miúdos mal resolvidos que vinham duma escola de tourada. "Então vocês blá blá blá (quando estou colérica não ouço bem) esta grande arte?!"
pausa para a super-praga
Outra vez a Catarina Furtado entrevistou o Pedrito de Portugal já depois do episódio em que o público gritou MATA MATA MATA e ele matou um touro. E a namoradinha de Portugal (agora vejo que partilham o apelido) perguntou-lhe se era uma sensação orgasmática, a de matar o touro, sem nunca desfazer aquele lindo sorriso com que nos brinda todas as semanas.
Vou dormir.
Etiquetas:
este post podia conter palavrões dos pesados,
tourada
23 de fevereiro de 2008
é à
Tenho de o dizer. Tenho mesmo. Não é que eu nunca dê erros ortográficos ou pontapés na gramática mas isto, juro pela minha felicidade que me lembro da mesa em que estava sentada e era na escola primária. E a professora escrevia no quadro e dizia e repetia:
Vou à praia.
É à!!! É À com acento grave!!! Assim `````````````````````
É grave. O acento é grave. E um A sozinho nunca leva acento agudo. Não em português. Nunca.
Vou dormir.
É grave. O acento é grave. E um A sozinho nunca leva acento agudo. Não em português. Nunca.
Vou dormir.
22 de fevereiro de 2008
bibó link!
Ontem fiquei de boca avvvvverta* quando vi os blogs que me linkaram nos últimos tempos. São tantos! Muito obrigada! Muito muito obrigada:
1gota
Alma de Viajante
Ana G
Ana Rita
Andie
Anicas
As Nossas Coisinhas
Artes Mistas
B.
Bijus da Margarida
Borbolettta
Guida C
Hamleikah
In-fimo
Isabel
Istari
Li*Azevedo
Lou
Lune
Macati
Mamã Xana
Menina Bule de Chá
Mónica
Neuza Viveiros
Nós com Pontos
Oficina das Linhas
pARTicia
Paula Nobre
Sara Martins
Sílvia Silva
Solo
Tricotes
Verinha
Viagem de Margarida
Espero que não me tenha passado nenhum ao lado... se sim, é favor avisar ;-)
1gota
Alma de Viajante
Ana G
Ana Rita
Andie
Anicas
As Nossas Coisinhas
Artes Mistas
B.
Bijus da Margarida
Borbolettta
Guida C
Hamleikah
In-fimo
Isabel
Istari
Li*Azevedo
Lou
Lune
Macati
Mamã Xana
Menina Bule de Chá
Mónica
Neuza Viveiros
Nós com Pontos
Oficina das Linhas
pARTicia
Paula Nobre
Sara Martins
Sílvia Silva
Solo
Tricotes
Verinha
Viagem de Margarida
Espero que não me tenha passado nenhum ao lado... se sim, é favor avisar ;-)
21 de fevereiro de 2008
pintarriscos
Não encontro palavras para explicar o que se passa dentro de mim quando uma obra de arte me entra pelos olhos e vai directa ao coração. É uma lufada de ar fresco, uma injecção de luz. Foi mais ou menos isto o que senti no dia em que descobri este site e as pinturas em parede mais bonitas que vi até hoje. Tudo lindo. Tudo simplesmente lindo. Uma inspiração.
anúncio: perco coisas
Dou sumisso a coisas importantes. Pequenas, grandes, não importa. Brincos, elásticos do cabelo, óculos de sol, chaves de tudo, sacos volumosos, carros em parques de estacionamento dum dia para o outro. Documentos, cartas, contas e facturas. Sapatos e peças de roupa, desde soutiens até casacos de malha XL. Evaporo tudo. Tudo.
Satisfação garantida ou devolvemos o seu dinheiro (se eu não o perder).
Satisfação garantida ou devolvemos o seu dinheiro (se eu não o perder).
20 de fevereiro de 2008
mais um vídeo
Ninguém imagina as tristes figuras que faço quando estou a pintar (o hábito de trabalhar sozinha sem ninguém a ver). E pintar (desenhar, neste caso) com uma máquina fotográfica na mão esquerda a filmar às cegas só podia dar mau resultado. Pu-la no escadote, na cabeça, no queixo, no peito... saíram vários vídeos ridículos (aqueles em que se ouve o lápis mas só se vê parede são os meus favoritos) até que consegui fazer este em que desenho a tartaruguinha que nos acena duma nuvem*. Espero que gostem, apesar de estar tão escuro.
perto
A minha maior dificuldade em divulgar o meu trabalho é explicar visualmente como fica uma parede pintada. Se as fotografo de longe, perde-se informação e os quartos parecem enormes. Se as fotografo de perto, as pinturas ficam completamente descontextualizadas e imediatamente parecem outra coisa qualquer. Mas hoje deixo aqui o perto, o muito perto. A textura da parede, das tintas e do desenho. As imperfeições de que aprendi a orgulhar-me. A prova de que é uma mão humana que faz tudo.










4/4
18 de fevereiro de 2008
laços virtuais
Enquanto estive em Lisboa só pensei e controlar bem os horários dos transportes públicos, em não perder os números de telefone dos clientes e em fazer a marmita para o dia seguinte. Pelo meio gritava "Teeeeeeeeeeeeia" pela casa, fazia um reikizinho à mi Primi e lamentava-me de não poder estar pessoalmente com os meus amigos virtuais de quem tanto gosto. Nem com a minha família estive decentemente...
E foi enquanto eu andava concentrada em visualizar o trabalho de cada dia seguinte que aquelas duas safadas vieram aqui ao blog e tentaram entrar em contacto com quem - como eu - se queixava de eu estar em Lisboa e não haver tempo sequer para um café. E eis que um dia me fazem a enorme surpresa de trazer a Lena e a Sofia para jantar connosco! Obrigada Teia. Obrigada Rité. Nem sei explicar bem como foi, de tão emocionada que fiquei.
Voltei a verificar (pois já tinha conhecido a Ana pessoalmente) que os laços entre amigos virtuais podem, de facto, ser reais. A Sofia e a Lena são tal como eu imaginava, mas muito muito muito melhores ao vivo e a cores. Foi como se nos conhecêssemos há anos. Rimo-nos ainda mais do que por troca de emails e comentários. O meu medo de encontrar pessoalmente alguém que lê o blog e cria uma imagem de mim muito diferente do que eu possa ser foi ultrapassado. Até porque as duas meninas têm blogues e sabem como isto é... mas ainda assim encheram-me de mimos, ao ponto de eu sentir que não merecia tanto. Nem aquela surpresa (tão bem) armada com tanto amor e carinho pela minha teia e pela mi primi (e pelo meu primo pequeno e pela Sari e pelos cães!!!), nem as prendas que me trouxeram e de que nunca me vou esquecer (e eu nem um banho e um perfuminho para ao menos perder a cara de pintora-alucinada-exausta, bolas). Cada uma trouxe uma das suas especialidades. E ainda recebi um desenho lindo e comovente da filha da Sofia, a J.. Não sei como agradecer. Sinto mesmo que não merecia tanto. Sou uma sortuda. Sou sim. Vivo rodeada de pessoas maravilhosas e cruzo-me com mais e mais pessoas assim. Obrigada...


E foi enquanto eu andava concentrada em visualizar o trabalho de cada dia seguinte que aquelas duas safadas vieram aqui ao blog e tentaram entrar em contacto com quem - como eu - se queixava de eu estar em Lisboa e não haver tempo sequer para um café. E eis que um dia me fazem a enorme surpresa de trazer a Lena e a Sofia para jantar connosco! Obrigada Teia. Obrigada Rité. Nem sei explicar bem como foi, de tão emocionada que fiquei.
Voltei a verificar (pois já tinha conhecido a Ana pessoalmente) que os laços entre amigos virtuais podem, de facto, ser reais. A Sofia e a Lena são tal como eu imaginava, mas muito muito muito melhores ao vivo e a cores. Foi como se nos conhecêssemos há anos. Rimo-nos ainda mais do que por troca de emails e comentários. O meu medo de encontrar pessoalmente alguém que lê o blog e cria uma imagem de mim muito diferente do que eu possa ser foi ultrapassado. Até porque as duas meninas têm blogues e sabem como isto é... mas ainda assim encheram-me de mimos, ao ponto de eu sentir que não merecia tanto. Nem aquela surpresa (tão bem) armada com tanto amor e carinho pela minha teia e pela mi primi (e pelo meu primo pequeno e pela Sari e pelos cães!!!), nem as prendas que me trouxeram e de que nunca me vou esquecer (e eu nem um banho e um perfuminho para ao menos perder a cara de pintora-alucinada-exausta, bolas). Cada uma trouxe uma das suas especialidades. E ainda recebi um desenho lindo e comovente da filha da Sofia, a J.. Não sei como agradecer. Sinto mesmo que não merecia tanto. Sou uma sortuda. Sou sim. Vivo rodeada de pessoas maravilhosas e cruzo-me com mais e mais pessoas assim. Obrigada...


14 de fevereiro de 2008
só mais uma antes de cair para o lado
Ando exausta. Tenho corrido muito para terminar as pinturas a tempo. Amanhã regresso a Viana mas não sem antes fazer uma pintura no quarto dum menino.
Aqui ficam o peixinho e a ostrinha que fiz para dois irmãos amorosos: um menino e uma bebé que vão começar a partilhar o mesmo quarto.
Que sorte tenho de só ter como clientes pessoas tão simpáticas e carinhosas. Obrigada Catarina e Nuno!

Aqui ficam o peixinho e a ostrinha que fiz para dois irmãos amorosos: um menino e uma bebé que vão começar a partilhar o mesmo quarto.
Que sorte tenho de só ter como clientes pessoas tão simpáticas e carinhosas. Obrigada Catarina e Nuno!

12 de fevereiro de 2008
fecha-se um ciclo
Hoje fui pintar uma versão grande destes dois meninos. Um duende e uma fada que fiz há mais de dois anos. Passaram de um palmo para um metro. E da quarta pintura que fiz em parede, para a vigésima nona. O tempo voa. Venham mais quartinhos, que eu ainda não me cansei.
Esta pintura foi para uma querida mãe blogger que tive o prazer de conhecer pessoalmente... vou aguardar autorização dela para poder fazer o link. Posso, Sónia? Posso?... :D
Espero que a Pulga Morena se divirta muito a brincar com a pinturinha.
11 de fevereiro de 2008
e pronto







Acabei a pintura do quarto do Diogo. Que falta me faz o fotoxop... as fotografias podiam estar muio melhores mas não queria deixar de partilhar a pintura com quem vem aqui diariamente. Quando chegar a Viana trato-as para que fiquem com melhor luz e definição.Amanhã lá vou para mais uma parede, fazer isto.
Muito obrigada pelos comentários tão bons de ler. E muito obrigada aos queridos pais do Diogo, a Marta e o Paulo, que me receberam tão bem e me mimaram todos os dias. Trabalhar assim é diversão.
10 de fevereiro de 2008
quase
,Pinto até ficar sem luz suficiente ou até ficar muito cansada. Ou ambas as coisas. Depois venho para casa e observo as pessoas no comboio e no metro. Espero que não me observem também, que eu tenho ar de tolinha.
Como o barco dos sonhos já é repetido e este já é o terceiro, vou-lhe fazendo alterações. Sinto que evoluo.
Conheço bem os meus bichinhos, qualquer dia desenho-os de cor. Mudo-lhes as orelhas, as bocas, imagino-os vivos. Gosto tanto de animais.
Passo muito tempo sozinha e muito tempo concentrada a pintar. Embrenho-me no material, na tinta que quer pingar e que eu não deixo e sinto-me sábia. Posso pintar bonecos mas pinto. Na faculdade éramos obrigados a pintar, a desenhar, a praticar. A disciplina é uma coisa difícil. Quando lá andava, pela mão do meu querido professor Paulo Almeida, pensava como seria no dia em que me visse sozinha sem as propostas de trabalho que ele nos fazia, se seria capaz de desenhar todos os dias. Ele orientava-nos e tão bem. Um dia mandou-nos fazer um novo desenho sobre um desenho que tivéssemos posto de parte. Peguei num de figura humana. Desenhei uma ovelhinha de olhos arregalados debaixo do rabo do modelo. Uma relvinha aos pés e um balão de banda desenhada: Mé. Nunca me vou esquecer da cara do meu professor. Do meu ataque de riso e da confissão: "Ó professor eu adoro bonecos, eu vejo bonecos, penso em bonecos! Deixe-me desenhá-los."...

Amanhã termino este quarto. Depois parto para outro. E depois para outro. Biba!
Como o barco dos sonhos já é repetido e este já é o terceiro, vou-lhe fazendo alterações. Sinto que evoluo.
Conheço bem os meus bichinhos, qualquer dia desenho-os de cor. Mudo-lhes as orelhas, as bocas, imagino-os vivos. Gosto tanto de animais.
Passo muito tempo sozinha e muito tempo concentrada a pintar. Embrenho-me no material, na tinta que quer pingar e que eu não deixo e sinto-me sábia. Posso pintar bonecos mas pinto. Na faculdade éramos obrigados a pintar, a desenhar, a praticar. A disciplina é uma coisa difícil. Quando lá andava, pela mão do meu querido professor Paulo Almeida, pensava como seria no dia em que me visse sozinha sem as propostas de trabalho que ele nos fazia, se seria capaz de desenhar todos os dias. Ele orientava-nos e tão bem. Um dia mandou-nos fazer um novo desenho sobre um desenho que tivéssemos posto de parte. Peguei num de figura humana. Desenhei uma ovelhinha de olhos arregalados debaixo do rabo do modelo. Uma relvinha aos pés e um balão de banda desenhada: Mé. Nunca me vou esquecer da cara do meu professor. Do meu ataque de riso e da confissão: "Ó professor eu adoro bonecos, eu vejo bonecos, penso em bonecos! Deixe-me desenhá-los."...

Amanhã termino este quarto. Depois parto para outro. E depois para outro. Biba!
7 de fevereiro de 2008
azul
Estou em Lisboa. Tenho duas pinturas para fazer, talvez três, se continuar a contar os minutos e a só pintar-comer-pintar-dormir. Começo a ficar frustrada por vir aqui sem tempo para mais nada. Gostava de me encontrar com as minhas leitoras-amigas-virtuais, gostava de ir ver exposições e de passear...
Hoje andei dum lado para o outro com a minha mala de 21 kg (leia-se uma tonelada). Adoro os transportes públicos de Lisboa, detesto os passeios de calçada destruída. Doem-me as costas.
A primeira pintura que vou fazer é esta. O meu barco dos sonhos. Hoje estive a preparar-lhe o céu e, enquanto a tinta secava, fiquei hipnotizada com a transformação do quarto. A luz muda, os objectos mudam, o meu olhar muda.
Amanhã já trago fotos dos desenhos sobre azul. (Já disse que adoro ser pintora?...)

Não é que a sopa deliciosa da minha teia e os pezinhos sonâmbulos da mi primi não me façam logo sentir bem em Lisboa, mas quando venho aqui ao blog e vejo que continuo tão bem acompanhada, sinto-me mesmo em casa. Obrigada :)
Hoje andei dum lado para o outro com a minha mala de 21 kg (leia-se uma tonelada). Adoro os transportes públicos de Lisboa, detesto os passeios de calçada destruída. Doem-me as costas.
A primeira pintura que vou fazer é esta. O meu barco dos sonhos. Hoje estive a preparar-lhe o céu e, enquanto a tinta secava, fiquei hipnotizada com a transformação do quarto. A luz muda, os objectos mudam, o meu olhar muda.
Amanhã já trago fotos dos desenhos sobre azul. (Já disse que adoro ser pintora?...)
Não é que a sopa deliciosa da minha teia e os pezinhos sonâmbulos da mi primi não me façam logo sentir bem em Lisboa, mas quando venho aqui ao blog e vejo que continuo tão bem acompanhada, sinto-me mesmo em casa. Obrigada :)
5 de fevereiro de 2008
31 de janeiro de 2008
hips don't lie
... e as minhas dizem "Olha ela ontem comeu pintarolas, cereais de chocolate e brigadeiros e se pudesse também tinha comido gelado!!!".
29 de janeiro de 2008
nenúfares
Ando por aqui. Pinto paredes. Gosto de ser pintora. Gosto da tinta, da tralha, das manhas do material, da rotina. Gosto de ver a parede vazia só para mim. Desenho e apago e desenho e pinto.Às vezes ter muitas ideias torna-se frustrante. Querer fazer tudo e não conseguir fazer logo. Vingo-me na tinta aplicada à bruta.
Rité mi primi pequeni, hoje sonhei contigo. Estávamos num hotel que era um arranha-céus gigantesco. Era tão, tão alto e eu não tinha vertigens, como é possível?... Lá em baixo era a praia e era paradisíaca. O mar muito azul cheio de piscinas naturais de água muito transparente. E havia nenúfares! Nenúfares enormes, que eu cá nem em sonhos vou de férias sem pensar em trabalho. Os nenúfares levitavam e subiam como elevadores até ao nosso quarto. Era tão alto que agora até sinto um aperto no peito. Saltávamos da janela para os nenúfares e sentávamo-nos neles, tipo tapetes voadores... não sei como me atrevi a saltar. Pensava Em que andar estaremos nós? - era tão alto, que horror. Depois chegávamos lá a baixo e estava um aluno meu a brincar na água. Tinha um tufo de pêlo preto muito muito grosso nas costas. Surreal. Parecia um lobisomem e eu achava estranhíssimo só eu estar chocada com aquilo. Aquele pêlo espetado como uma barbatana de tubarão nas costas dum menino de sete anos...
Acabei os nenúfares já não havia sol. Amanhã vou lá tirar melhores fotografias. Lixei a parede depois de pintada. Assoei-me e o lenço ficou azul. Ainda assim comi Nesquik seco à colher*, enquanto escrevia este post.
27 de janeiro de 2008
una visión más feliz de las cosas
Como é maravilhoso saber que há mais gente alucinada por aí. Não estou só.
Este anúncio leva-me às lágrimas de tanto rir.
Bom Domingo :D
Este anúncio leva-me às lágrimas de tanto rir.
Bom Domingo :D
25 de janeiro de 2008
remédio (santo) caseiro
Há as dores de cabeça e há as enxaquecas. Eu não costumo meter-me em analgésicos, de maneira que vou tentando livrar-me das ditas meninas com água-muita-água, repouso, massagens-da-mamã, etc. Para aquelas enxaquecas em que andar dói, mexer dói, ver luz dói, ouvir dói, pensar dói, dormir dói e em que até náuseas se sente, e a cabeça lateja vum-vum-vum... sinceramente só a acupunctura resultou comigo. Mas para uma dor de cabeça como a que tive há bocado (que desce da cabecita e vai ao pescoço, que dói nos dentes e no nariz e que dá calor não sei porquê), há bom remédio:
Um café bem forte e com casca de limão.
E cá estamos, a desenhar alegremente à uma da manhã...
Um café bem forte e com casca de limão.
E cá estamos, a desenhar alegremente à uma da manhã...
23 de janeiro de 2008
sem grades

No fim-de-semana passado fomos a Carreço passear. Apercebemo-nos de que não estávamos sozinhos a ver o pôr-do-sol. Esta ave (alguém sabe identificá-la?) pousou num muro e ficou a observar-nos a mim e ao Bruno, frenéticos a tentar fotografá-la. Devia estar a rir-se de nós. Como é de esperar, tentei aproximar-me do passarito (bem grande e que levantava uma poupa quando eu falava com ele), primeiro para conseguir uma melhor fotografia, depois - e porque ele simplesmente não parava de olhar para mim, nem mostrava medo - para tentar ficar amiga dele.Sou fascinada por aves. Não consigo compreender o que leva alguém a ter uma ave presa. Não consigo. Esta deve ter-se divertido muito a gozar com a minha cara, aceitando as ervinhas que lhe dei, para depois me morder o dedo quando lhe tentei tocar. Só depois de muito brincarmos é que se foi embora. Adoro.
22 de janeiro de 2008
do fumo
Quando eu andava na faculdade não tinha blog. Pena. Muita pena, que os odiozinhos e super-pragas-imaginárias já são desse tempo. O tempo em que eu tinha enxaquecas indescritíveis e em que trabalhava em salas miseráveis com goteiras e ventilação zero. Salas onde nos cotovelávamos para pintar (curso de pintura, sublinhe-se) e em que os meus queridos colegas e professores fumavam (cigarros, cigarrilhas, cachimbos e charutos e a beatinha no chão, claro está). Nessa altura eu era mais simpática do que sou hoje. Nessa altura eu pedia com jeitinho que fumassem lá fora e nunca originei a discussão séria que originaria hoje, se lá estivesse. Poucos foram os colegas que não me ignoraram. Felizmente havia outro chato-anti-tabaco que além de ser um amor de pessoa, media dois metros por dois e fazia kung fu. Com ele por perto ninguém fumava dentro da sala. Mas eu não me esqueço dos revirares de olhos, do desprezo e dos amuos de quem ia para a porta fumar. Pobres fumadorzinhos, tão discriminados que são. Ontem vi o Prós e Contras e tive ataques de riso colérico. Pobres fumadorzinhos... que agora têm de ir lá fora! Ora bolas! Que pena tenho deles! Que pena tenho! É que estou a rebolar no chão de tanta pena.
sinapse
Ontem acordei muito constipada e com dores de garganta. Caí na enorme asneira de voltar para a cama, que para mim resulta em apenas uma coisa: culpa. Culpa por não fazer nada, por sentir sono e desânimo, culpa por não terminar desenhos que tenho para fazer, culpa, culpa, culpa (sou tonta, eu sei) que me fez acordar sobressaltada vezes seguidas até que finalmente saltei da cama pronta para enfiar água salgada nariz abaixo. Fiquei de pé mas constipada e desanimada na mesma. Culpa. Quando se trabalha em casa e não se tem um horário de trabalho rígido, o risco de estupidificar é grande. E ontem estupidifiquei. O cérebro simplesmente pára, é fascinante.
Hoje, após sterimar, reiki, aulin e visualização de ar puro a limpar-me as entranhas, lá fui pintar uma parede. Às vezes imagino-me a tirar outro curso (ó pra ela cheia de tempo livre). Qualquer um relacionado com o cérebro e o comportamento humano. Bastou-me sair de casa. Bastou-me a música no carro, o sol, o mar além da estrada, os cheiros. E pronto. As rodas dentadas que movem a minha mente desencravaram. E a fila indiana de ideias recompôs-se.
Agradeço sem parar por ter clientes adoráveis. Que me recebem com imensa simpatia, que me confiam chaves de casa, que me oferecem o conteúdo do frigorífico. Por isso me sinto sempre culpada quando lhes encharco os lavatórios de tinta. Lavo tudo lavadinho e venho embora a flutuar.
No regresso a casa desafiei-me a entrar no labirinto vianense chamado Areosa. Após três minutos procurava não só o caminho de volta a casa, como o meu sentido de orientação. Há coisas que não mudam.
Hoje, após sterimar, reiki, aulin e visualização de ar puro a limpar-me as entranhas, lá fui pintar uma parede. Às vezes imagino-me a tirar outro curso (ó pra ela cheia de tempo livre). Qualquer um relacionado com o cérebro e o comportamento humano. Bastou-me sair de casa. Bastou-me a música no carro, o sol, o mar além da estrada, os cheiros. E pronto. As rodas dentadas que movem a minha mente desencravaram. E a fila indiana de ideias recompôs-se.
No regresso a casa desafiei-me a entrar no labirinto vianense chamado Areosa. Após três minutos procurava não só o caminho de volta a casa, como o meu sentido de orientação. Há coisas que não mudam.
21 de janeiro de 2008
aqui ao lado
A minha vizinha dona P é velhinha e fala muito. Quando lhe pergunto como está o marido, ela fala dele e de tudo. Fala enquanto puder e tiver quem a ouvir. Ouço-a ali no corredor do prédio e ela fala fala fala e eu rio-me.
À noite a dona P tosse sem querer e eu ouço-a aqui ao lado. Tosse tosse tosse. E eu sinto pena.
À noite a dona P tosse sem querer e eu ouço-a aqui ao lado. Tosse tosse tosse. E eu sinto pena.
19 de janeiro de 2008
filmei-me a desenhar
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