Lá fomos outra vez, eu e a minha mãe. (Nhocas, que pena tive por não teres ido... saudades)
Estivemos mais uma vez nas mãos de um homem que me deixa encantada. Pela sabedoria, pela experiência tão grande que tem no assunto, pela humildade e generosidade com que olha para nós, leigos, num misto de profunda tolerância e amor ao próximo. Como se tudo isto não bastasse, ele parece um anjo. Fala inglês num tom tão doce e pausado que é português para os meus ouvidos. Olha-nos nos olhos. Pergunta quem quer sentar-se ao pé dele a seguir. Um voluntário chega-se à frente (não nos acotovelamos para ir primeiro apenas por boa educação). E aquelas mãos grandes começam essa coisa chamada Técnica de Alexander. Eu não sei bem explicar o que é. Mas o certo é que ele manipulou este meu corpo grande e pesado como se eu fosse uma marioneta. Ajustou-lhe cuidadosamente as peças de que é feito, enquanto eu viajava algures no arco-íris com os pequenos póneis. Parece uma simples massagem. Mas há quem fique desfigurado, há quem seja assaltado por recordações e pensamentos que parecem não ser (mas são) para ali chamados, há quem se ria, há quem fique na mesma e há quem desate a chorar.
Falámos das minhas vertigens. Observou-me a subir e descer o escadote inúmeras vezes. A minha postura ao pintar pode ser a causa do desequilíbrio, daí o medo aterrador que tenho de cair. Ele observa a postura das pessoas ao milímetro. Pergunta-nos o que sentimos, se sentimos algo diferente e diz que não há mal nenhum em não sentir ou não conseguir verbalizar. Depois sorri e eu ouço sininhos. Um anjo.
Lu, no próximo aviso-te, ok?
7 de abril de 2008
6 de abril de 2008
4 de abril de 2008
toma que é bem feita por gozares com o rego alheio
(Terceiro episódio da saga "Soutien e o seu Maquiavélico Aro".)
- 'Tá? Boa tarde Sr. S. Eu sou blá blá blá... moro aqui blá blá blá... estou a ligar-lhe porque me entrou um aro do soutien na máquina de lavar a roupa e queria saber quanto custará tirá-lo de lá de dentro.
- Mas a máquina faz barulho?
- Bem, primeiro fez, depois parou de fazer. Mas tem um aro do soutien lá dentro! De metal!
- Ahahaha então não se preocupe minha senhora!
- Mas mas mas é um aro de metal e ainda é grande!
- Ahahaha eu sei, um aro de aço!
- Pois... o senhor já deve estar farto de saber... e não faz mal?
- Naaaaaaão!!! Deixe-o estar! Ahahahaha!
- Mas mas mas...
- Ele para o motor não vai. O pior que pode acontecer é furar o cano da água ou sair com a água.
- (Oh meu Deus por favor e se for para os rios e mares e oceanos e acabar por furar o olho a um golfinho? Oh meu Deus oh meu Deus!!!) - Aaaa... está bem então... Olhe eu vou pô-la a lavar. Se entretanto voltar a telefonar-lhe já sabe.
- Ahahahaha!
- 'Tá? Boa tarde Sr. S. Eu sou blá blá blá... moro aqui blá blá blá... estou a ligar-lhe porque me entrou um aro do soutien na máquina de lavar a roupa e queria saber quanto custará tirá-lo de lá de dentro.
- Mas a máquina faz barulho?
- Bem, primeiro fez, depois parou de fazer. Mas tem um aro do soutien lá dentro! De metal!
- Ahahaha então não se preocupe minha senhora!
- Mas mas mas é um aro de metal e ainda é grande!
- Ahahaha eu sei, um aro de aço!
- Pois... o senhor já deve estar farto de saber... e não faz mal?
- Naaaaaaão!!! Deixe-o estar! Ahahahaha!
- Mas mas mas...
- Ele para o motor não vai. O pior que pode acontecer é furar o cano da água ou sair com a água.
- (Oh meu Deus por favor e se for para os rios e mares e oceanos e acabar por furar o olho a um golfinho? Oh meu Deus oh meu Deus!!!) - Aaaa... está bem então... Olhe eu vou pô-la a lavar. Se entretanto voltar a telefonar-lhe já sabe.
- Ahahahaha!
3 de abril de 2008
dos links e de quem me visita
Existe um grupo de pessoas que entra aqui sem links (também há o grupo dos que procuram receitas de arroz de pato e encontram isto...). Penso muitas vezes em quem serão essas pessoas. Gosto que me visitem porque imagino que gostem dos meus desenhos e das minhas macacadas. Um dia esse grupo atingiu os 147 elementos. Senti-me esmagada. Para mim mais de vinte pessoas já é uma multidão.
Já tantas vezes falei aqui do que representa este blog para mim. Só posso agradecer.
E muito obrigada a quem me linka ou elogia e recomenda o meu trabalho. Obrigada...
Sofia Quintela
Moonchild
O Mundo ao Contrário
Faz de Conta
Da Maia
Andreia
Deusas
BrU
Elsa
Catarina
V
Malena
... e um adeusinho especial à querida Birrinhas :)*
Já tantas vezes falei aqui do que representa este blog para mim. Só posso agradecer.
E muito obrigada a quem me linka ou elogia e recomenda o meu trabalho. Obrigada...
Sofia Quintela
Moonchild
O Mundo ao Contrário
Faz de Conta
Da Maia
Andreia
Deusas
BrU
Elsa
Catarina
V
Malena
... e um adeusinho especial à querida Birrinhas :)*
boa primavera!

Fomos ao cinema ver o Horton e nesta cena as minhas gargalhadas envergonharam quem estava comigo.
"No meu mundo todos são póneis e todos comem arco-íris e os cocós são borboletas!"
2 de abril de 2008
das coisinhas pequeninas
Ainda da minha colaboração com a Karla, num projecto cheio de ternura.Vivo num mundo de bichos que sorriem, bochechudinhos. Depois este meu amor por coisas pequenas e a tendência para o animismo abrangem as plantas também, em especial o meu cactinho. Convenci-me de que somos apaixonados um pelo outro e ele, que é um romântico, oferece-me flores todos os meses. Recentemente estava a observá-lo ao perto, cada milímetro daquele corpinho pequeno e espinhoso. De repente vi um insecto! Corri feita louca em busca duma pinça, capturei a fera e pu-la num frasco. E levei-a para casa dos meus pais, para fazer queixa à minha mãe. Olha o que estava no meu cactinho! NO MEU CACTINHO!!! O que é? O que É?
"É cochonilha. Isto dá cabo das plantas! Deve haver mais."
E mandou o bicho cano a baixo, sem me dar tempo de o atirar para o quintal (eu sei, eu sei)... Receitou-me um insecticida que ficou na mesa da cozinha. Ao fim do dia assumi que sou de facto meia parva e bipolar, quando voltei a olhar para o Substral e vi nele a cura para o meu amorzinho doente. Pus-me a chorar de amor pelo cactinho e a minha mãe riu-se, por saber muito bem que esta parvoíce-lamechas, foi dela que a herdei.
não tomarás café às sete horas da noite
Pronto, cá estou, cheia de energia à uma da manhã. Se há dias em que pura e simplesmente não me apetece escrever nada aqui, outros há em que me apetece isto.
Hoje saí de casa e cheirou-me a Verão. Senti-me logo profundamente feliz. O segredo da felicidade passa por não se ser muito ambicioso. E quanto a isso sinto-me muito realizada. Apesar dos vários problemas que me comicham (digamos assim) e que não permito que habitem este blog, consigo, entre tristezas e preocupações, sentir-me feliz.
Ontem passaram o dia a cortar a relva aqui perto de casa. Depois desenharam umas cruzes vermelhas no chão e eu armada em esperta concluí logo que iriam plantar árvores. Hoje de manhã contei trinta buracos e, ao lado de cada um, esperavam elas, deitadas, bebés, acompanhadas de estacas. Fiquei tão feliz. Tão feliz. Gostava de saber quantas árvores matamos por ano, com a utilização de papel. É uma culpa que carrego, trabalhar com papel... Hei-de plantar uma árvore, umas das grandes (ora pois).
Segue-se o momento em que me junto aos bloggers que escrevem letras de músicas nos seus blogs.
Somos todos escravos do que precisamos. Reduz as necessidades, se queres passar bem.
Se tivesse aqui o Jorge Palma, dava-lhe um beijo na boca.
Pronto, vou dormir.
Hoje saí de casa e cheirou-me a Verão. Senti-me logo profundamente feliz. O segredo da felicidade passa por não se ser muito ambicioso. E quanto a isso sinto-me muito realizada. Apesar dos vários problemas que me comicham (digamos assim) e que não permito que habitem este blog, consigo, entre tristezas e preocupações, sentir-me feliz.
Ontem passaram o dia a cortar a relva aqui perto de casa. Depois desenharam umas cruzes vermelhas no chão e eu armada em esperta concluí logo que iriam plantar árvores. Hoje de manhã contei trinta buracos e, ao lado de cada um, esperavam elas, deitadas, bebés, acompanhadas de estacas. Fiquei tão feliz. Tão feliz. Gostava de saber quantas árvores matamos por ano, com a utilização de papel. É uma culpa que carrego, trabalhar com papel... Hei-de plantar uma árvore, umas das grandes (ora pois).
Segue-se o momento em que me junto aos bloggers que escrevem letras de músicas nos seus blogs.
Somos todos escravos do que precisamos. Reduz as necessidades, se queres passar bem.
Se tivesse aqui o Jorge Palma, dava-lhe um beijo na boca.
Pronto, vou dormir.
1 de abril de 2008
31 de março de 2008
outra vez
Isto vai repetir-se. Custa-me tanto acreditar. Ainda assim, peço a quem não assinou a petição, que assine, por favor........................................................
PS
Muito sinceramente, sinto que estamos diante da criação de um mito urbano. Primeiro porque não é possível que se permita que o artista em questão volte a matar um cão, não é possível. A não ser que a bienal seja patrulhada para que não entrem lá activistas dos direitos dos animais.
O que é grave aqui é o facto de este homem ter sido convidado a repetir a proeza. Pelo menos é o que se diz.
Alguém se lembra dos Bonsai Kitten, que deixaram meio mundo em polvorosa, a assinar petições e a alertar as associações de defesa dos animais, quando na verdade bastava observar com cuidado as tão chocantes imagens para perceber que era tudo mentira? Alguém se deve ter divertido muito com essa história.
Estive a pesquisar no google (embora deva assumir que sou péssima a pesquisar no google) e não encontrei nada que se referisse à tal Bienal, sem que seja para referir esta notícia. Queria encontrar um site oficial da exposição mas o mais próximo que cheguei foi a uma exposição que acontece nas Honduras mas que não é internacional. Não é estranho? Se alguém encontrar o site oficial da tão prestigiada Bienal Centro-Americana das Honduras, por favor deixe aqui o link. Ou um cartaz, ou o programa, ou qualquer coisa de anos anteriores.
Devo dizer que me incomoda todo este alarido. Chego a pensar que isto tudo pode ser a intenção do autor (não me admiraria nada se a petição tivesse sido lançada por ele - já viram a publicidade que lhe faz?), ser tudo uma fraude que pretende mobilizar milhares de pessoas para assinar uma petição e passar a palavra, enquanto promovem a fama do artista e dão razão ao propósito desta sua obra. Ele defende que só porque colocou um cão vadio numa galeria, já todos se comovem e revoltam, ao passo que um cão vadio na rua é muitas vezes simplesmente desprezado. Acho o conceito interessante, só (obviamente) não concordo com a exploração e tortura dum animal para concretizar a ideia. Bastava ser um boneco hiper-realista, colocado a jeito para chocar e enganar o público. E aí eu aplaudiria o senhor Habacuc. No fundo somos todos tocados pela hipocrisia. Tantos animais maltratados em ruas, canis, fábricas, matadouros. Tantos. Para não falar dos milhares de seres humanos, das crianças por quem podíamos assinar também uma petição, fazer um donativo, reencaminhar emails.
Muito sinceramente, sinto que estamos diante da criação de um mito urbano. Primeiro porque não é possível que se permita que o artista em questão volte a matar um cão, não é possível. A não ser que a bienal seja patrulhada para que não entrem lá activistas dos direitos dos animais.
O que é grave aqui é o facto de este homem ter sido convidado a repetir a proeza. Pelo menos é o que se diz.
Alguém se lembra dos Bonsai Kitten, que deixaram meio mundo em polvorosa, a assinar petições e a alertar as associações de defesa dos animais, quando na verdade bastava observar com cuidado as tão chocantes imagens para perceber que era tudo mentira? Alguém se deve ter divertido muito com essa história.
Estive a pesquisar no google (embora deva assumir que sou péssima a pesquisar no google) e não encontrei nada que se referisse à tal Bienal, sem que seja para referir esta notícia. Queria encontrar um site oficial da exposição mas o mais próximo que cheguei foi a uma exposição que acontece nas Honduras mas que não é internacional. Não é estranho? Se alguém encontrar o site oficial da tão prestigiada Bienal Centro-Americana das Honduras, por favor deixe aqui o link. Ou um cartaz, ou o programa, ou qualquer coisa de anos anteriores.
Devo dizer que me incomoda todo este alarido. Chego a pensar que isto tudo pode ser a intenção do autor (não me admiraria nada se a petição tivesse sido lançada por ele - já viram a publicidade que lhe faz?), ser tudo uma fraude que pretende mobilizar milhares de pessoas para assinar uma petição e passar a palavra, enquanto promovem a fama do artista e dão razão ao propósito desta sua obra. Ele defende que só porque colocou um cão vadio numa galeria, já todos se comovem e revoltam, ao passo que um cão vadio na rua é muitas vezes simplesmente desprezado. Acho o conceito interessante, só (obviamente) não concordo com a exploração e tortura dum animal para concretizar a ideia. Bastava ser um boneco hiper-realista, colocado a jeito para chocar e enganar o público. E aí eu aplaudiria o senhor Habacuc. No fundo somos todos tocados pela hipocrisia. Tantos animais maltratados em ruas, canis, fábricas, matadouros. Tantos. Para não falar dos milhares de seres humanos, das crianças por quem podíamos assinar também uma petição, fazer um donativo, reencaminhar emails.
30 de março de 2008
o susto da minha vida
Foi há mais de três anos. Eu estava sozinha em casa, no Porto. Estava a trocar mensagens escritas com o Bruno, metida na cama e pronta para dormir. A televisão estava prestes a desligar-se sozinha, que eu já a tinha programado há séculos. De repente ouvi barulho. Ouvi passos no soalho e pensei "É a Carlita." mas não. A Carlita estava em Viana e além disso nunca entraria em casa sem se anunciar ruidosamente. "É o vizinho." - mas não, que o barulho era ao pé da nossa porta, depois já não era barulho, eram passos e eram dentro da nossa casa. Passos no escuro e a televisão quase a desligar-se para me deixar completamente só. A nossa casa era num prédio velho velho velho e parecia uma pensão. Os vizinhos tinham de passar pela nossa porta para subirem para as casas deles. Adiante. Os passos. Eu tinha uma pessoa dentro de casa. Não me parecia, eu tinha uma pessoa dentro de casa, cujos passos ouvia nitidamente do outro lado daquela parede de estuque que separava o meu quarto do corredor e que parecia feita de papel. O corredor terminava no meu quarto. E estava uma pessoa a andar no corredor. Nunca tive tanto medo na minha vida. E é nas situações limite que nos revelamos. E eu, que sempre me achei capaz de matar um ladrão com um taco de baseball como nos filmes, decidi fingir que dormia. Mas em vez disso comecei a tremer. Enquanto tremia pensava "Minha ganda burra pára de tremer e finge que dormes!" e tremia tremia. Os passos. Aqueles passos e eu de olho aberto a ver se o vulto finalmente aparecia aos pés da minha cama. Como não aparecia e os passos continuavam, nítidos e pesados, eu já via um homem de dois metros a saltar-me para cima à luz da televisão. A porra da televisão que ia desligar-se. O meu coração saltou-me para a garganta. Não satisfeita, para além de tremer tipo batedeira eléctrica (tenho a certeza de que a cama abanava), comecei a respirar muito depressa e muito alto, quase quase gemi. "Pára Nat, pára que ele assim vê-te a abanar toda, minha estúpida, que ridícula. Nem de morta sabes fazer." - se soubesse rezar, rezava. Nem me importava ser ateia, quem me dera saber rezar. E de repente, ouvi a janela do vizinho a bater.
Olhei.
Nada.
Ninguém.
O homem horrível-gigante-de-dois-metros-super-violador estava no andar de cima. Era tudo no andar de cima! Tudo no andar de cima. Maldito soalho. Maldito sejas, soalho velho e recheado de baratas, feito de tábuas longas e ecoantes. Como te odeio hoje.
Escrevi uma mensagem ao Bruno: "O meu coração acaba de me saltar boca fora para me dançar um sapateado." mas ele não entendeu a dimensão do horror.
No dia seguinte contei o filme a duas colegas, no café, e a Ana desatou a chorar, apavorada. Eu, ainda hoje me rio. Mas que medo. Que. Medo.
Olhei.
Nada.
Ninguém.
O homem horrível-gigante-de-dois-metros-super-violador estava no andar de cima. Era tudo no andar de cima! Tudo no andar de cima. Maldito soalho. Maldito sejas, soalho velho e recheado de baratas, feito de tábuas longas e ecoantes. Como te odeio hoje.
Escrevi uma mensagem ao Bruno: "O meu coração acaba de me saltar boca fora para me dançar um sapateado." mas ele não entendeu a dimensão do horror.
No dia seguinte contei o filme a duas colegas, no café, e a Ana desatou a chorar, apavorada. Eu, ainda hoje me rio. Mas que medo. Que. Medo.
29 de março de 2008
enfermeira, é favor vir cá a cima que precisamos de si
Faltas-me, Di. A saudade é um sentimento tão egoísta.
No outro dia escrevi-te esta mensagem: "Estou a ir com o meu pai a Cerveira. Trago-te no coração." - e comecei a chorar mas parei quando vi que a mensagem não tinha sido enviada por falta de saldo. Ainda bem.
Comprei tinta para o cabelo e vou pintá-lo sozinha.
Despejei toda a minha roupa para cima da cama. E eu não sei fazer triagem sem ti a chamar-me nomes, de saco na mão.
Ninguém se ri das minhas idiotices, Di...
Choro feita estúpida. Falta tão pouco. Se entretanto entrares no msn não precisarei de publicar isto. Já sei que choras também... E aquela outra estúpida também vai chorar quando ler (pensando bem, é bem capaz de se rir), aqui em casa, que na casa dela ainda não há net. Onde estará a gaja? Vou averiguar.
Amo-te *
No outro dia escrevi-te esta mensagem: "Estou a ir com o meu pai a Cerveira. Trago-te no coração." - e comecei a chorar mas parei quando vi que a mensagem não tinha sido enviada por falta de saldo. Ainda bem.
Comprei tinta para o cabelo e vou pintá-lo sozinha.
Despejei toda a minha roupa para cima da cama. E eu não sei fazer triagem sem ti a chamar-me nomes, de saco na mão.
Ninguém se ri das minhas idiotices, Di...
Choro feita estúpida. Falta tão pouco. Se entretanto entrares no msn não precisarei de publicar isto. Já sei que choras também... E aquela outra estúpida também vai chorar quando ler (pensando bem, é bem capaz de se rir), aqui em casa, que na casa dela ainda não há net. Onde estará a gaja? Vou averiguar.
Amo-te *
e o vencedor é...
O V do blog Encosta das Mimosas (estou à espera que ele chegue aqui e veja o papelito, ai quimoçom!!!)!
Muitos parabéns!!! É favor reclamar o prémio. Repararam na alegria do meu dedo polegar contorcionista? Ah pois é!
Obrigada a todos pelos comentários (tantos)! Muitos beijinhos.
28 de março de 2008
já meteste o totoloto?!
É só para avisar que podem participar no sorteio até à meia-noite de hoje! Amanhã (pronto, pronto, à meia-noite e pico!!! :D) anuncio o vencedor. Boa sorrrrrrrrrrrrrrrrrte!
27 de março de 2008
soutien 1 siemens 0
Estive fora. Durante a minha ausência houve uma tentativa de homicídio na nossa cozinha. O objecto metálico não identificado pelo elemento masculino desta casa penetrou a tômbola da máquina de lavar roupa. Gritou vitória quando já ninguém podia agarrá-lo. Na vez em que gritou vitória cedo demais, parei a lavagem, abri a máquina, chafurdei no meio de espuma e roupa encharcada e agarrei-o por pouco. Decidi que nunca mais um soutien seria lavado à solta. Arranjei um saco de pano, o saco de lavar soutiens. Perfeito. Mas não avisei o Brunim.
Bem me avisou a Fernanda... agora aguardaremos orçamento. E sei que a minha rica máquina acabará esventrada por um senhor enorme e suado que se ajoelhará diante da coitada e, eu sei, que mesmo não querendo, lhe vou ver o rego.
Bem me avisou a Fernanda... agora aguardaremos orçamento. E sei que a minha rica máquina acabará esventrada por um senhor enorme e suado que se ajoelhará diante da coitada e, eu sei, que mesmo não querendo, lhe vou ver o rego.
i'm just people watching the other people watching me *
Ontem estive aqui e escrevi. No entanto escrevi barbaridades e lá veio a auto-censura. O meu pai diz que eu sou uma destravada. E sou. Mas recentemente comparou-me com a Juno e eu fiquei pensativa.
Ontem apanhei-me sozinha em casa e solteira. Apanhei uma overdose de chocolate, alucinei e escrevi coisas. Coisas daquelas que só digo perto de quem conheço bem e, acima de tudo, que me conheça bem. Depois pensei nos leitores deste blog. Nos que já são amigos queridos, nos que não se manifestam mas que eu vejo diariamente (no site que vê as pessoas que me vêem) e nos meus possíveis clientes, que entram aqui à procura de pinturas e dão de caras com uma tonta. E aí é que a censura me cai em cima. Há um limite, uma linha fininha que me corta em duas partes: a que vive neste blog e a que vive para além dele. No fundo somos todos assim, não é? E ainda bem.
* da música People Watching
Em relação ao sorteio que está a decorrer aqui em baixo, não se acanhem! Eu sei bem o que é ser leitor mudo, raramente deixo comentários nos blogues de que mais gosto. E já agora, obrigada pelos comentários todos! Fazem-me sorrir e oferecer o desenho com todo o gosto.
Ontem apanhei-me sozinha em casa e solteira. Apanhei uma overdose de chocolate, alucinei e escrevi coisas. Coisas daquelas que só digo perto de quem conheço bem e, acima de tudo, que me conheça bem. Depois pensei nos leitores deste blog. Nos que já são amigos queridos, nos que não se manifestam mas que eu vejo diariamente (no site que vê as pessoas que me vêem) e nos meus possíveis clientes, que entram aqui à procura de pinturas e dão de caras com uma tonta. E aí é que a censura me cai em cima. Há um limite, uma linha fininha que me corta em duas partes: a que vive neste blog e a que vive para além dele. No fundo somos todos assim, não é? E ainda bem.
* da música People Watching
Em relação ao sorteio que está a decorrer aqui em baixo, não se acanhem! Eu sei bem o que é ser leitor mudo, raramente deixo comentários nos blogues de que mais gosto. E já agora, obrigada pelos comentários todos! Fazem-me sorrir e oferecer o desenho com todo o gosto.
24 de março de 2008
olhó sorteio!
Inspirada por duas lindas e talentosas bloggers, a Alice e a Rita, decidi sortear um desenho original, como forma de agradecer a todos os que por aqui passam, pelas visitas, comentários, carinho, emails e encomendas. Para participar basta deixar um comentário neste post, de preferência simpático (às vezes - muito raramente - passam por cá umas personagens a quem não sinto vontade de oferecer desenhos meus, ainda por cima desenhos preparatórios para as pinturinhas que me sustentam e que vão ilustrando este blog). Quem não tiver blog, por favor identifique-se com um endereço de email* com o qual possa depois reclamar o prémio. Na próxima Sexta-feira dou por terminado o sorteio (está a crescer-me um bigode de António Sala) e depois anuncio o vencedor!
Boa sorte!


* para que não fique evidente e "captável" por bichinhos virtuais, podem escrevê-lo assim: natachavc arroba hotmail ponto com
e se assim entenderem, posso apagar os comentários depois de terminado o sorteio.
Boa sorte!


* para que não fique evidente e "captável" por bichinhos virtuais, podem escrevê-lo assim: natachavc arroba hotmail ponto com
e se assim entenderem, posso apagar os comentários depois de terminado o sorteio.
21 de março de 2008
empadão de tofu e legumes
Faz-se um refogadinho com:Azeite
Cebola picada
Alho picado
Cenoura ralada
Chouriço de soja
e depois acrescenta-se
Cogumelos frescos
Bróculos semi-cozidos :)
Tofu cortado em cubinhos
e tempera-se com
Sal grosso
Pimenta branca
Noz moscada
Orégãos
Deixa-se ferver e por fim acrescenta-se um pacotinho de natas, ou molho branco, ou leite de côco ou natas de soja. Conforme o gosto. Deixa-se apurar um bocadinho.
Faz-se um puré de batata e serve-se com o preparado de tofu por cima. Ou, melhor ainda, faz-se o empadão e leva-se a gratinar:
Puré+recheio+queijo ralado+puré+gema de ovo+orégãos+forno forte. Hummmmmmm.

Espero que gostem! Bom apetite!
20 de março de 2008
19 de março de 2008
a ver estrelas
Com algumas alterações desde os primeiros desenhos, aqui está a parede dos planetas. Para um menino que fez hoje três anos.
Pintar cores lisas e uniformes implica ter muita paciência e pouca pressa, duas coisas que não abundam no meu rico feitio, mas não há melhor terapia do que a pintura. Quando pinto sou uma boa menina.
Pintei numa casa em construção, sem electricidade nem água corrente, rodeada de homens das obras, de gritos, barulho, fumo de cigarro e muito muito muito pó. Pintei muda mas feliz (garanti-me com um pacote de chips ahoy - as melhores bolachas do mundo). Enquanto eles tentavam conter os muitos palavrões que fazem parte do seu processo de trabalho (um até me pediu desculpa) por estarem na presença duma menina, ri-me para dentro a pensar que nem sonham com as coisas que digo quando estou a costurar.


O que mais gosto são as estrelinhas. Não tirei fotografias ao processo de trabalho por me sentir observada. Ehehehe.
Pintar cores lisas e uniformes implica ter muita paciência e pouca pressa, duas coisas que não abundam no meu rico feitio, mas não há melhor terapia do que a pintura. Quando pinto sou uma boa menina.
Pintei numa casa em construção, sem electricidade nem água corrente, rodeada de homens das obras, de gritos, barulho, fumo de cigarro e muito muito muito pó. Pintei muda mas feliz (garanti-me com um pacote de chips ahoy - as melhores bolachas do mundo). Enquanto eles tentavam conter os muitos palavrões que fazem parte do seu processo de trabalho (um até me pediu desculpa) por estarem na presença duma menina, ri-me para dentro a pensar que nem sonham com as coisas que digo quando estou a costurar.


O que mais gosto são as estrelinhas. Não tirei fotografias ao processo de trabalho por me sentir observada. Ehehehe.
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