19 de dezembro de 2007

o jardim


O jardim que fui pintar e para o qual andei a desenhar bichinhos bochechudos. Fiquei muito satisfeita com o resultado. É raro ficar surpreendida com a pintura. Isto porque tem de ficar sempre exactamente como eu a imaginei. Mas confesso que estas flores (que a uma gulosa como eu só fazem lembrar Hansel e Gretel) me encheram os olhos, assim que comecei a pintá-las sobre o verde da relva. A parede transformou-se numa enorme página cheia de buraquinhos brancos à espera de ser preenchida por autocolantes. Diverti-me muito.











18 de dezembro de 2007

voltei



Estou cansada (como sempre quando acabo uma pintura) e com problemas no computador. Amanhã deixo aqui mais fotografias.
Este quarto ficou uma delícia e é uma pena que as fotografias nunca dêem a noção do que é a pintura ao vivo... as dimensões, as cores, os restinhos de lápis, as pinceladas, a caneta bic. Bom mesmo é cruzar-me com pessoas amorosas e crianças de olhos brilhantes.

15 de dezembro de 2007

até já

...vou jardinar ;)
Bom fim-de-semana!

14 de dezembro de 2007

eu mulher

Cenário: Zara.
Eu num quartinho de vestir, a experimentar camisolas de menos de dez euros. Na última vez que lá estive, palhaça, encontrei uns sapatos de tacão número 39 e calcei-os sem meias. Andei para a Cilu ver e nos rirmos feitas parvas.
Vem a Di e traz-me um vestido chique.
Vem a Cilu e traz-me outros 39 com mais de 10 cm de tacão. Calço. "Ó Nat tira as calças!" - começo a desfilar de pêlos à mostra e a falar num tom autoritário e estupidamente pausado:
"Não. Admito. Barulho. Nas minhas aulas!

Ahahahaha! Chama o Bruno! Chama o Bruno! Ahahahaha!"

Vem o Bruno e tira-me fotografias, claro está. Dispo a fatiota e saio da loja com uma camisolinha no saco e dois pés destruídos.

13 de dezembro de 2007

saco "bolsa"

Inspirada por um saco que a minha bizinhazinha me emprestou e por um que fiz para mim com restos de pano, fiz este.

... e tem etiqueta! Oba!

11 de dezembro de 2007

movimento pijaminha

Nunca tinha pensado que existem crianças vítimas de doenças oncológicas que ficam sem o que vestir quando internadas. Sempre fui mimada. Sempre tive muitos pijamas e muitas pantufas.

O Movimento Pijaminha é um projecto que nasceu duma iniciativa privada. Alguns amigos juntaram-se para recolher pijamas de Inverno e oferecê-los à pediatria do IPO de Lisboa. Devido aos tratamentos a que as crianças são submetidas, os pijamas que usam estragam-se rapidamente. Este é o terceiro ano em que a iniciativa se repete. Recebi um email onde estava disponível um número de telefone para o qual liguei a ver se era mesmo verdade. E atendeu-me uma simpática senhora chamada Carla Pereira, que me autorizou a divulgar aqui este projecto do qual faz parte.

Desta vez os pijamas, robes, pantufas, chinelos, meias e fatos de treino vão ser distribuidos por mais pediatrias de hospitais de Lisboa. Acho maravilhoso. Quem sabe se para o ano que vem já vão chegar a pediatrias de outras cidades?
É com pequenos gestos que mudamos o mundo. Acho que até um par de meias fofinhas fará a diferença para uma criança doente.
Para participar basta enviar os pijamas e/ou afins para a seguinte morada:

Apartado 45
EC - Cacém
2735-999 Cacém

Em caso de dúvidas, contactar Carla Pereira: 968 205 015

peixinhos


Para uma parede estreitinha. Considero os peixes animais amorosos. Têm bochechas, o que é meio caminho andado para que eu tenha vontade de lhes dar beijinhos.

Gosto de aquários quase tanto quanto gosto de gaiolas. Mas quero fazer um pedido a quem tiver, ou conhecer quem tenha um aquário de água quente, bem grande. Há dias fui a um restaurante onde dei de caras com um enorme (cerca de 30 cm) peixe destes. Não se mexia. Não tinha espaço para se mexer. E assim ficou durante todo o tempo em que eu e a Di estivemos a tomar café e a observá-lo. Fiquei mal disposta e revoltada a ponto de ir em busca da legislação que diz respeito a aquários e peixes em aquários. Felizmente consegui falar com um dos donos do restaurante, que para além de muito simpático e educado, me explicou que aquele peixe veio de um aquário ainda mais pequeno e que nesse sim, não tinha por onde se mexer. Mesmo assim eu sugeri que o dessem a alguém que tivesse um aquário maior. E ele aceitou! Agora ando em busca dum aquário com estas condições e de mais informação. Agradeço muito se alguém me puder ajudar e responsabilizo-me por levar o peixe até ao seu novo lar.

amanhecer

De manhã, metade da casa fica amarela e a outra metade fica branca. A luz embala-me sempre. Há dias em que me enche de força e vitalidade, há outros - como hoje - em que me empurra de volta para o choco.

10 de dezembro de 2007

o meu desenho animado favorito deste momento

Chia e Mia (Toopy and Binoo). Um ternura. Dois amigos, um rato e um gato. Um tagarela e outro mudo. Muito meiguinhos, muito queridos e muito tontos. Fazem e dizem coisas que me arrancam gargalhadas. Gostava que todas as crianças vissem este programa e que todos os adultos gostassem tanto quanto eu.
Na rtp2, às 12h30, durante a semana.

Boa semana!

pela taxa sobre os sacos de plástico

Eu já assinei a petição.

7 de dezembro de 2007

mau feitio é o que eu tenho, seja lá o que isso for

Quando estou na estrada a tentar entrar numa fila ou a virar num cruzamento difícil e a minha grande oportunidade se perde por causa dum pisca que outro condutor não pôs, lamento muito por o meu monstro não ter carta de pesados.

O mau humor de hoje deve-se às dores que tenho do queixo até ao peito (que nem viro bem a cabeça), nas costas, nas pernas, nos pés, nos abdominais e nos braços, que se devem ao facto de ter pintado durante seis horas em cima dum escadote e a olhar para cima. E se as vertigens causassem dores, acho que agora estaria de cama.

os meus cabelos brancos

Tenho muitos. Arranco-os sempre que posso. Peço que mos arranquem sempre que podem. Não me interessa se nascem mais. Odeio-os. Crescem espetados, brilhantes e sorridentes. Preferia ter piolhos. Até porque o Quitoso deve ser mais barato que a tinta que hoje comprei...

(suspiro)

5 de dezembro de 2007

meninos



O terceiro quarto que pintei e que me fez começar a publicitar o meu trabalho foi o quarto de dois meninos que gostavam de fórmula 1. Não é, de todo, um tema de que eu goste. Talvez por isso nunca tenha posto aqui estas fotografias.
Pior seria se me pedissem futebol (não gosto de futebol, nem de desenhar homenzinhos, nem uniformes...), o que me põe a pensar nos limites do que faço, dos meus princípios e da qualidade do meu trabalho (e do prazer em executá-lo). Nunca disse que não a um tema. Talvez porque nunca me tenham pedido um jardim zoológico ou um circo com animais. Esses sei que, por mais fofinhos que eu pudesse pintá-los, simplesmente recusaria fazer.

Apesar de não achar graça a carros de fórmula 1, pensar nos dois meninos a quem vou pintar o próximo quarto, na mãe gravidíssima e muito simpática e no modo como ela e o marido aprovaram o projecto e me chamaram logo para o concretizar, deixa-me realmente satisfeita. Amanhã lá estarei, com muito gosto.

3 de dezembro de 2007

muito obrigada

A quatro meninas queridas que, a troco de nada, fizeram publicidade ao meu trabalho nos seus blogs:

Birrinhas

Li*Azevedo

Sapatinhos de Verniz

APO (bem-trapilho)

Muito obrigada!
Se mais alguém fez publicidade e eu não me apercebi, é favor avisar-me, que isto não fica assim :D


________________________


Sara!!! Apanhei-te ;D
Obrigada :)*

mais do porto

Quando eu e a Carlita comprámos o exaustor mais barato que havia no hipermercado, levámo-lo para casa, eu apanhei-me a sós com o armário da cozinha alugada e fiz-lhe uma cratera. Fomos à drogaria, comprámos tubo de exaustor e fita-cola para isolar o tubo de exaustor. Fizemos furos na parede e a meio tivemos de parar para eu telefonar a um electricista amigo e lhe perguntar se o cheiro a borracha esturricada que se tinha instalado na nossa cozinha era sinal de alguma coisa muito grave.
Continuámos. Depois de eu transpirar rios e a Carlita ficar com asma, instalámos, finalmente, o nosso exaustor. Quando o pusemos no máximo e o máximo dele era fraquinho fraquinho, a Carlita disse que aquilo não era um exaustor, era um exausto. E rimo-nos tanto.

2 de dezembro de 2007

este monstro dentro de mim

Ia na rua. Vi quatro adolescentes. Um deu rebuçados aos outros e todos se puseram a comer. Somente um deles deu dois passos para deitar o papel ao lixo. Os outros atiraram tudo para o chão.
O monstro saiu. Pegou no caixote, rodou rodou e pimba na boca deles. Tão cheios de estilo e tão gulosinhos. Tão de dentes partidos.

Estava no cinema. Sentada e quieta como uma múmia. Eu e o Denzel gangster, aquele pão. Eu a imaginar-me traficante de droga e a lutar contra os "maus". Atrás de mim uma mulher de longas pernas. Um pontapé no meu encosto. Dois. Três. Vinte.
O monstro saiu. Levantou-se. Partiu as duas pernas à mulher. Pegou nela, rodou rodou e devolveu-a à Pontapelândia.

1 de dezembro de 2007

o meu Porto

Vivi na rua Coelho Neto. Depois na de Santo Ildefonso. Fui vizinha de casas de albergue, de muitos bêbedos e de barulhos estranhos. De taxistas porta fora de ferro na mão... Vivi em ruas mal frequentadas. Fui tão feliz. Ia a uma mercearia tradicionalíssima onde me acarinhavam, o dono e a dona, em que me cortavam o alho-francês e me impingiam a coelha de estimação que "coitadinha fica tanto tempo sozinha e consigo, menina, ficava melhor". Nessa mercearia encontrava muitas vezes as minhas vizinhas transexuais, que mesmo com mais de 40 anos, ainda pareciam homens gordos de peruca, ainda tinham voz grossa e eram uns amores sempre na conversa. A típica mercearia da baixa, o dono de bigode, a dona baixinha baixinha, os transexuais e a estudante de Belas Artes. Que saudades.

30 de novembro de 2007

olha a prendinha de Natal



Um dos meus postais de Natal, um pedaço de cartolina e uma destas molduras. E pronto!

Ando dum lado para o outro sem tempo para fazer tudo o que quero (novidades...). Voltei a fazer livros (o segundo livro já não nasce este ano, mas já faltou mais) para quem quiser oferecer um de prendinha também.
Ultimamente vem-me à cabeça uma máxima que, apesar de parecer arrogante, é das minhas favoritas: Se queres algo bem feito, faz tu mesmo.
Trabalho trabalho trabalho...

28 de novembro de 2007

estão à venda!

Os postais chegaram! Estão na loja :)
Encomendas por email.

26 de novembro de 2007

fases da vida duma mulher ocidental

Perguntei ao Bruno se sabia o que é este objecto acabadinho de sair da máquina. Ele não adivinhou.
Quando eu era pequena sonhava com soutiens. Conta a Di que eu cheguei a chorar por não ter maminhas. A verdade é que com 13 anos eu não só era maior que os rapazes da minha idade, como tinha tanto peito quanto eles.

Momentos marcantes na minha vida com o Soutien:
O fascínio pelo peito alheio (lembras-te, Nhocas?). O primeiro soutien: andava na escola primária quando pedi um top à minha mãe. Ela deu-me uma coisa enorme que tinha tudo para ser cuecas mas que tinha um buraco para a cabeça. Mais tarde, lá me deu um top mais charmoso de que me lembro até hoje. Depois veio o admirável mundo do metal - colchetes e aros: no dia em que finalmente as maminhas deixaram de ser psicológicas tive direito a um mini-mini-soutien-de-aros. Foi a Cilu que mo vestiu, tentando disfarçar a folga. Com o fecho vem a vergonha de ir para a escola e saber que os soutiens se vêem nas costas através da roupa. Os rapazes puxavam-nos como se fossem fisgas. Anos depois deu-se a inesperada explosão mamária. A busca de soutiens-grandes-mas-sexies. Depois veio a resignação: deixar de correr atrás do que quer que seja. E por fim o domínio do assunto: tirar um objecto metálico da máquina de lavar roupa e saber enfiá-lo habilmente no orifício de onde saiu.

25 de novembro de 2007

duas da manhã

Muito obrigada pelos comentários aos meus postais. Vir aqui partilhar o que faço de bom alegra-me tanto.
Há uns dias vi um filme em que um homem acorda dum estado de coma e se vê sozinho em Londres. Não havia uma alma viva na rua. Não havia sons nem movimentos de gente. Aquilo mexeu comigo. Apavorou-me. Sinto-me tantas vezes tão bem, sozinha. Mas a solidão só é confortável quando optamos por estar sozinhos. Ter este blog que é meu, só faz sentindo por saber que não é só meu. Obrigada.

23 de novembro de 2007

os meus postais de Natal

Há dois anos fiz uns postais de Natal com milhares de recortes de revistas e cujo resultado adorei. Tenho um cá em casa, algures... No ano passado lembrei-me de fazer uma fotomontagem em que um desenho devorava um Pai Natal de chocolate, mas não passei da sessão fotográfica com o chocolatinho. Guardei as fotografias, sabendo que havia de concretizar a minha ideia.

Eu tenho uma fixação por bonecos de chocolate, desde o coelhinho da Páscoa ao Pai Natal. Devoro-os de uma vez só, sem dó nem piedade, nem o mínimo peso na consciência. Como este menino, inspirado no meu Anjinho.





Espero que gostem. Vou pô-los à venda aqui o mais brevemente possível, prometo.

cachecol

A minha amiga Raquel (que quando fizer o blog de que me falou vai arrasar) fez este cachecol para vender. Custa 10 euros e quem quiser ficar com ele pode enviar-me um email.
Quem me dera saber tricotar e crochetar. Ó pa mim cheia de tempo livre...

21 de novembro de 2007

costuquê?

Sou uma aldrabona no que toca às regras básicas da costura. Alinhavar, para mim, é coisa que não existe (derivado, obviamente, do "comprimento" da minha paciência), até porque descobri uma coisa chamada entretela que cola os tecidos uns aos outros e que é perfeita para mim. Outra coisa de que me recordo apenas vagamente é o livro de instruções da máquina de costura. Pobre máquina. Gosto tanto dela. Temos feito coisas tão bonitas juntas e basta que me rebente uma linha para eu desatar a dizer coisas abomináveis e preconceituosas sobre a vida sexual dela.


Fiz este saco para o Paulo e tenho outro disponível. Apesar de não ter concretizado nem 10% das ideias que tive relacionadas com costura, tenho de parar por agora. Há desenhos e mais desenhos por fazer. Há postais por terminar e imprimir. Há prazos a cumprir.

A minha má relação com o ferro mantem-se. Queimei o dedo (a passar um saco, que eu cá não passo roupa há mais de três meses) e comecei a disparar barbaridades sobre os laços familiares que o unem à máquina de costura. Tempo de desenhar. A desenhar sou um anjinho e permaneço calada uns bons minutos seguidos.

(Desconfio que os amigos da Bíblia vieram bater-me à porta mas ao ouvirem os meus grunhidos de costureira possuída se foram embora para nunca mais voltar.)

20 de novembro de 2007

a ordem das coisas

Quando escrevo com uma letra bonitinha a imensa lista das coisas que tenho para fazer, é como se já tivesse feito metade.
Ando de volta dos postais de Natal. Tenho de os acabar rapidamente. Tenho de fazer dois projectos para pinturas. Tenho de costurar três sacos. Tenho de fazer quatro livros. Tenho de fazer outra lista.

Um cheirinho dum dos postais. Estou tão ansiosa por poder partilhá-los com quem vem aqui.

19 de novembro de 2007

parece que estou a ouvir qualquer coisa...


Allons enfants de la Patrie,
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé.

16 de novembro de 2007

desligar o sol


Eu sou um relógio de sol. Desde de bebé fui habituada a acordar cedo. Tive aulas de manhã até ao terceiro ano da faculdade, ano esse em que também tive um cão que não me deixava dormir para além das oito. Deitava-me às 21h30 e jantava a ver o Noddy (anos antes desta febre).
Lembro-me de durante anos acordar com um rádio que despertava às 7h15 com a Antena 3 sintonizada. Na maioria das vezes abria os olhos dois segundos antes de o minuto catorze virar (estas coisas do nosso cérebro). E assim me mantive. A noite não é coisa que me agrade muito, especialmente desde o dia em que substituiram as lâmpadas brancas dos candeeiros públicos, por laranjas (por favor, que mais alguém se tenha apercebido disso...). Essas luzes causam-me um desconfortozinho até hoje.
O amanhecer é algo que me faz muito feliz. Gosto de dormir com as persianas abertas e ir acordando. Há um sentimento de culpa que me acompanha durante o resto do dia, quando acordo depois das dez. Não importa o dia nem a hora a que me deitei.

E quando o sol se põe o meu corpo reage. Ou vai um café, ou fico mole até cair e babar num plano horizontal qualquer, até ao dia seguinte.

na loja

A minha companheira das costuras - que não brinca em serviço - fez esta linda pochette para vender. Se eu fosse a casamentos e usasse coisas chiques, já era minha. Um primor.

Ainda há sacos disponíveis :)

15 de novembro de 2007

doutor, doem-me as ideias

É assim que vejo os meus desenhos digitalizados pela primeira vez. Normalmente adoro. Mas dou uns cortes à imagem e uma maquilhagem às cores. Depois assino e no fim, o que se vê já não é o meu bloco (que hoje terminou e eu tenho ali um novinho em folha, lalala).

Sinto-me cansada e detesto tanto admiti-lo, quanto admitir quando estou triste. Não que me considere infalível, mas porque me lembro logo daquelas pessoas que me irritam até às pestanas com as dificuldades da vida e da tristeza que ela é e renhonhó renhonhó. Mas a verdade é que estou cansada. E o pior é que o meu pobre cerebrozinho não está. E pensa e pensa e diz-me que podia estar a produzir mais e a fazer isto e aquilo e que tem tantas ideias brilhantes e que eu não as concretizo. Tenho as ideias em fila indiana, prontas a descer o enorme escorrega que vai da minha cabeça até às minhas mãos. E estou cansada. Renhonhó.

14 de novembro de 2007

como crescem depressa!

O meu filho está cada vez maior e já diz frases complexas, como por exemplo: Continua a comer pãozinho com manteiguinha e queijinho com marmeladinha, para além dos chocolatinhos do costume e hás-de ver se daqui a um mês não te canto o hino nacional da França.
Não sei se ria, se chore.

geração rua sésamo

Que letra é esta?



Y




E quais são as últimas seis letras do alfabeto? Responda, por favor!
















Se respondeu Ípsilon mas depois disse U, Vê, Duplo-vê, Xis, Igrego, Zê, então é uma das pessoas que não esquece que o Monstro das Bolachas comia comia mas nunca engolia e sabe muito bem o que é um Agripino. Não é assim?

outra

À porta da escola onde a minha mãe dá aulas, as folhas caem como neve. Tantas tantas. Esta não pude guardar, que assim que a máquina disparou, veio o vento e ela juntou-se a dezenas e dezenas de outras que me encheram as medidas. Cena de filme.

13 de novembro de 2007

bicho estranho, o Homem

Lembro-me de há uns dez anos ver uma reportagem sobre isto. Hoje ainda se pratica. E há uma petição a correr.
Não sei bem que mais dizer. Vi o vídeo mas sem som. Já assinei.

12 de novembro de 2007

pão de queijo



Para quem adora queijo! Viva Minas Gerais!
Esta receita é a melhor que eu já provei. Da Lu (oi amore, manamana).

Ingredientes:
500 g de polvilho (amido de mandioca) doce
1 chávena e 2/3 de leite
2/3 chávena de óleo
3 ovos grandes
120 g de queijo ralado (eu uso "mistura de três queijos")
1 colher (sopa) de sal grosso

Receita:
  1. Levar ao lume o leite, o óleo e o sal. Assim que levantar fervura, verter sobre o polvilho, num recipiente grande (isto chama-se escaldar o polvilho, ou como diria um mineirim: "scaldáopouvi")
  2. Depois de arrefecer um pouco, acrescentar os ovos e o queijo ralado e amassar muito bem. Se possível, bater um pouco com varas para massa.
  3. Untar as mãos com óleo e fazer bolinhas do tamanho duma colherada de sopa.
  4. Levar ao forno médio, num tabuleiro untado com óleo. Manter cerca de 2 cm de distância entre as bolinhas.
  5. Tirar do forno quando os pães estiverem grandes e douradinhos.
  6. Comer quente, que a coisa parece mesmo queijo derretido e é deliciosaaaaaaa.
Nota: o polvilho existe nos supermercados do costume, na prateleira das farinhas e etc. Cheira a chulé mas é mesmo assim. Bom apetite!!! :)

Outra nota: O título do post também podia ser: "Pão de queijo, um teste à elasticidade do estômago humano. Cabe sempre mais um."

11 de novembro de 2007

outono


Eu queria morrer como uma folha no Outono. Encher-me de luz e cores e no fim, voar.
Pus-me a pensar que se esperasse pela queda duma folha e a agarrasse antes de ela cair ao chão, eu seria a primeira coisa a tocá-la. Então corri para agarrar esta:

... e gritei e ri-me como uma criança doida.

9 de novembro de 2007

próximo quarto

Um jardim florido habitado por bichinhos sorridentes.

8 de novembro de 2007

bom dia!

Tenho andado a mil à hora. Descobri que um café às seis da tarde é remédio santo para manter a produtividade até às duas da manhã, se preciso for. Tenho milhares de ideias na minha cabeça. Tantas tantas, numa cabecinha só e tão tonta. Entre projectos para quartos, sacos de pano e pinturas, recomecei a fazer uns postais de Natal que no ano passado não consegui concretizar. Envolvem um Pai Natal de chocolate e um amigo meu que a gente sabe, que recentemente me tirou um carrinho de linha...

Graças à sugestão dum designer muito criativo e querido, trouxe duma loja regional o tecido ideal para fazer um saco vianense, grande para as compras. A minha avó já me encomendou um pequenino tipo bolsa. Vou fazer um monte.

5 de novembro de 2007

hum...

Basta observar as minhas fotografias favoritas no Flickr para perceber que eu sou apaixonada por bonecos de pano feitinhos à mão. Embora nunca o tenha sido enquanto criança (eu fui toda Barbies e Pequenos Póneis) e embora hoje não tenha vontade de os comprar. Mas ultimamente, devido à proximidade da máquina de costura, das linhas, dos tecidos e da ginástica mental avesso-direito, pergunto-me por que ainda não tentei fazer um.
Há mais de dois anos, eu, a Cilu e a Raquelita decidimos fazer bonecos de pano. Pesquisámos na net e demos de cara com os da Rosa. Depois de ver este e este achei que mais valia estar quieta :)

Um dia destes armo-me em parva.

4 de novembro de 2007

dias de sol

Adoro dormir com todas as persianas da casa abertas. Esta casa seria perfeita se tivesse uma lareira e mais armários. Tem tanta luz, tem uma vista para o outro lado do rio, uma aura. O sol entra cheio de calor e eu acordo com vontade de fazer todas as coisas de que me lembro como se não houvesse amanhã.
Isto dos sacos é maravilhoso. Se soubesse que me sentiria tão realizada ao criar cada um, já tinha começado há muito tempo. Sempre acreditei que podia fazer com as minhas próprias mãos tudo o que concebesse na minha mente (a tatuagem não me sai da cabeça). Lembro-me de, na escola primária - que era no monte - imaginar a minha casinha de tijolo no meio da paisagem, construida por mim (culpa do Walt Disney). Lembro-me de pensar que sabia perfeitamente como colocar os tijolos e o cimento e que ela nunca cairia. Muitos anos depois descobri a engenharia...
Cada vez que acabo de coser a lateral dum saco pelo avesso, o viro e ele se ri para mim, sinto vontade de fazer mais coisas e mais e mais. E ninguém me pára porque eu sou a Pucca a alta velocidade.

O nº 7 está na loja. Prometo que em breve largo a máquina de costura para fazer um desenho.

P.S.: Pus uma foto ali em baixo.

3 de novembro de 2007

na lojinha olé olé


Desta vez de ganga azul com flores. Na loja. E com um fundo (base) tão inteligente quanto prático (igual ao dos sacos para congelados do Continente), que alarga e permite encher bem de coisas.
Adoro conjugar os tecidos, as cores, escolher as linhas e pensar - muito, já que de costureira tenho tão pouco - em como tornar os sacos resistentes. Coso e volto a coser, reforço as "juntas", procuro todas as pontas que possam desfiar. Termino dando beijinhos na obra, sem ninguém ver.

1 de novembro de 2007

nº 5 (biba!)

Parecido com o da minha mãe. Na loja.
(A ganga elástica é um terror de costurar.)

costurar

... é como pintar.

Daqui a uma horita ou duas ponho um saco na loja.