O
Barco dos Sonhos é a pintura de que mais me orgulho. Nasceu dum sonho que tive, em que via uma pintura linda numa parede e pensava "Quem me dera ter sido eu a fazê-la". Era uma fila de animais de peluche a flutuarem no ar, lutando por se manterem juntos dando as mãos, agarrando as caudas uns dos outros, as trombas (havia um elefante que não me saiu da memória e que deu origem a
este)... e havia um barco de papel suspenso por balões. Na mesma altura, dois amigos queridos (Nhocas+Twin) trouxeram-me da Nazaré um barquinho de pesca. Quando o pus na minha mesa de cabeceira dei-lhe um destino diferente.
Hás-de pescar os meus sonhos (que eu
raramente me lembro dos melhores)
e nunca peixinhos.
Comecei a desenhar. Trabalhava numa secretaria, atrás duma secretária onde muito desenhei para os primeiros quartos. E foi lá que tive, juntamente com a Cilu, um
brainstorming delicioso. Nasceu uma (proposta de) pintura à qual a cliente não resistiu. E ainda bem.
Embora pareça uma arca de Noé, nunca o imaginei assim. Imagino antes animais que morrem e vão - literalmente - para o céu
. Um céu cheio de nuvens fofas e estrelas que se podem tocar. Também imagino um grupo de pescadores que se esforça por apanhar sonhos (as estrelas), acabados de chegar ao céu e pasmos com tudo o que vêem.
Uma das próximas pinturas pode vir a ser o barco (ou a floresta), mas em duas paredes. Comecei a desenhar bichinhos. Aqui ficam :)

