As últimas pinturas que fiz, na casa da
Sofia. Acompanhada de uma cachorrinha de 45 kg e de uma gata adulta em estado de alerta e que me chamava nomes com os olhos, pintei devagarinho, tentando combater este cansaço que está quase a atingir o limite. Pintar devagarinho é muito muito bom. Vejo os meus bonecos-filhos tomarem forma na textura das paredes. E dou-lhes beijinhos com o pincel. Pintei os meus bichinhos que brincam nas nuvens antes de adormecerem e uma fada-bailarina, por cima da secretária duma fada-bailarina a sério, a J.




No fim tive direito a jantar de amigos (como nunca o disse aqui, digo agora que tenho os melhores clientes do MONDÓ!), fizemos uma meia-surpresa à
Lena, comemos e rimos e a Sofia fez um bolo inspirado nos bordados de Viana e deu-MÓ!!! Obrigada por tudo querida, e parabéns por estares a ficar tão famosa!
No regresso a Viana, na manhã seguinte ao concerto maravilhoso de mais de duas horas do meu amado Jack Johnson, o meu estômago virou-se do avesso. Tive uma luta dramática e alucinante com o vómito, que terminou comigo ajoelhada e cara a cara com a sanita da estação. Seguiram-se enjoos, febre e dores horríveis no corpo todo. Cama, cama e cama. Desidratação total porque eu transpiro a ponto de deixar o meu novo penteado fashion num estado tal que agora lamento não o ter fotografado. Agora já sei como envenenar alguém: iogurte estragado pelo calor.
A vida continua na pacata Viana City. Apesar de eu ainda ter algumas dores e tonturas, ando a estudar as propostas milionárias que o meu sistema digestivo tem recebido, devido à sua magnífica produção de gás NATural.