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10 de julho de 2007

corações pelos olhos

Quando eu era pequenina apaixonava-me a torto e a direito. Chamava namorado a uma série de meninos do bairro que apenas via passar (eu tinha 4 ou 5 anos) e dizia que deitava corações pelos olhos quando os via.
Acho que cresci com essa coisa, pois quando me emociono ou gosto muito de alguém vejo-me rodeada de corações e ondas de amor e carinho que declaro sem pudor ou medo.

Hoje recebi uma prenda maravilhosa. O meu coração não cabe dentro de mim.
Há meses atrás escrevia pela primeira vez a alguém muito especial e que tanto me inspirou a criar este blog. Alguém que eu viria a descobrir ser muito mais do que (tão) talentoso. Quando vi no Flickr e depois no Wishes&Heros esta foto pensei "sortuda da comilona!"... E hoje o Brunim trouxe-me do correio - estava eu aqui sentada com o chocolate ao lado - a melhor surpresa do dia, da semana e, quem sabe, do mês. Muito obrigada, querido Ricardo. A perfeição, o detalhe, a tua combinação de cores preferida, a criatividade, a ternura e a enorme generosidade... tudo para mim?!!

O ronras 42 é meu e eu vejo corações por todo o lado. Obrigada obrigada obrigada :)*


26 de junho de 2007

doce marta

Eu ADORO prendas fora de época mas esta chegou pontualíssima. Eu é que só abri a caixa de correio hoje de manhã, num ataque de fúria que me deu, por saber que há três livros que ainda não chegaram aos seus destinos. Coloquei-os no correio há uma semana e ainda não chegaram, o que me deixa muito frustrada e a pensar seriamente em enviá-los registados a partir de agora. (Se mais alguém recebeu o livro - ou não recebeu de todo!!! - com atraso de uma semana por favor diga-me, que é para eu ir zangar-me com os correios ainda hoje...)

Pois bem, fui cedinho ver o correio porque imaginei que os livrinhos pudessem ter voltado para trás. Em vez deles, encontro duas cartas de feliz aniversário. Uma da escola de dança e outra da querida Marta que me surpreendeu tanto... Nem sei como agradecer. Queria pegar em cada uma destas prendinhas e guardá-las dentro do meu coração palpitante. Tudo tão delicado e doce como tu, Marta. Uma ternura. Muito obrigada.
Muito obrigada a todos os que me mimam aqui e que me enviam boas energias. Bom dia :)

21 de junho de 2007

gostar

Que bom que é chegar aqui e ver tantos comentários tão simpáticos, cheios de ternura. Muito obrigada. Muito obrigada mesmo.

Hoje o dia foi bom. Fui fazer madeixas e tentar falar cabeleirês mas a coisa está difícil. Estou um bocado loira e assim que cheguei a casa tratei de molhar o cabelo e secá-lo à minha maneira, como sempre. Vamos ver se me habituo...

Aproxima-se o último dia de aulas. Os meninos começam a sentir saudades e eu também.
A Daniela dá-me sempre muitos beijinhos. Não é de abraços mas é muito de beijos: beijos ao ar, beijos ao ir e ao chegar. Beijos se eu passar por ela durante a aula e beijos implorados ("só mais um"). Ontem fizemos um jogo de sair sem fazer barulho enquanto eu estou de olhos fechados à porta, tentando ouvir o mínimo ruído. A Daniela não conseguiu passar por mim sem me deixar um beijinho fugido na mão. Hoje veio à minha beira no início da aula e entregou-me uma típica e preciosa carta de amor (envelope feito e mal colado à mão com desenho dentro muito dobrado e às vezes algumas palavras escritas):

Eu gosto muito de ti eu queria que gostaseis de mim como eu.

Hoje o meu coração encheu-se de luz. Dei tantos beijinhos à Daniela como gostaria de dar a cada uma das pessoas que me acarinha. Obrigada.

Esta semana foi de auto-retratos e enjoei da minha cara. A partir de 2ª feira os muitos desenhos que tenho na cabeça passarão para o papel. E o melhor: as muitas histórias serão escritas aqui.

17 de junho de 2007

querida ana

Só eu mesmo para ir ver o correio ao Domingo...

Minha querida Ana. Uma das melhores coisas que este blog me trouxe é a nossa amizade. Quem diria não é? A vida é louca e nós também. Um dia destes sonhei com o nosso encontro. Tu aparecias atrás de uma porta de vidro fosco e mesmo antes de te abraçar eu já estava a chorar.
Já ouvi o CD duas vezes. Adoro. Tem também duas músicas que a Cássia Eller cantava e que eu adoro ouvir e cantar no carro. Não podia esperar até 4ª feira pois a minha pequena paciência anda de mão dada com a minha grande curiosidade. Que bela prenda. Muito obrigada, minha querida Ana*.

*Ana M.: a primeira leitora (desconhecida) deste blog com quem criei laços afectivos. Foi ela quem, por muitas vezes, comentou sozinha os posts (fazendo-me sentir que não estava a falar para o boneco) e descobriu como somos parecidas em tantas coisas. Depois veio a Marta (oi querida Marta:)*) e muitos outros. É sempre muito bom...

7 de junho de 2007

leonor


A vida passa a uma velocidade alucinante. Lembro-me de cantar no infantário "era uma casa muito engraçada, não tinha tecto não tinha nada..." a olhar para a Raquel. A Raquel que viria a tornar-se uma amiga-irmã e que hoje, 20 anos depois, tem uma filha. A minha Raqui, mamã. Sinto vontade de chorar. É muito bom e eu estou muito feliz.

19 de maio de 2007

descobrimentos e parabéns

Quando a Di entro no avião eu tive a certeza de que ela seria feliz no seu destino. Depois das dores horríveis e das lágrimas terem lavado quase tudo, a minha irmã voou para outro país.
A Di descobriu um país quente, de gente pobre mas feliz, de comidas e sumos inacreditavelmente deliciosos, de abraços e elogios, de boas-vindas a desconhecidos/estrangeiros. A Di descobriu o Brasil. E àquilo que aconteceu em 1500, eu chamo outra coisa.
Parabéns minha Di. Já que puseste os pés nos 25, tens de me contar a que é que sabe.

Parabéns meu primi João. Meu bebé de fraldas e arrotos no meu colinho. Digo sempre a mesma coisa mas é nisso que penso quando penso em ti. Parabéns e se leres isto não tenhas vergonha.

11 de maio de 2007

di


Se leres isto... penso em ti.

6 de maio de 2007

mamã

Beijos. Abraços. Mimos. Leitinho.
Riso.
Canetas. Papel. Bonecos. Leitinho.
Beijos. Abraços. Plantas. Sementes. Bichos.
Leitinho.
Beijos. Abraços. Riso.
Beijos. Abraços. Seno. Cosseno.
Leitinho.
Beijos. Abraços. Mimo.
Leitinho.
Mamã.
Mimi.

A minha mãe é tão boa que nunca saí de dentro dela.
A minha mãe deu-me de mamar até aos 2 anos. Eu lembro-me do colo e do sabor do leite.
A minha mãe é tão boa que quando fico doente sinto uma secreta felicidade por saber que aí vem salada de fruta com cubinhos de gelatina.

5 de maio de 2007

francisco

De dentro da minha Babazinha saiu um menino. Um adjectivo basta: perfeito.
Há 11 anos a minha amiguinha pegou em mim pelo braço e disse "Olha o rapaz por quem me apaixonei!" e pouco tempo depois fui sua cúmplice nas declarações de amor via papel e cabine telefónica. Quando um amor se cuida e rega, dá flores e frutos. E eu sou testemunha privilegiada desse amor. Bem-vindo, Francisco. Parabéns, meus amigos queridos. Bendito dia aquele, minha irmã. Amo-te.

6 de abril de 2007

...

No dia em que a Di entrou no meu carro contorcida de dor e de soluços, eu levei-a à praia de Carreço, porque não sabia onde a levar. Quando a vi ao longe, tão pequenina, vi o mar, a areia e o céu, gigantes, à sua volta e vi que a dor dela era maior que todo o espaço que a envolvia. Eu vi uma dor do tamanho do universo, dentro da minha irmã.

3 de março de 2007

melhor, mas com muita tosse


Contei-lhe dos morangos e do pires, das teias de aranha e das bolachas maria. Riu-se muito. "Bons tempos..."

2 de março de 2007

binhas


A minha avó. Detesta o nome que tem e por isso é Bibinha. Uma mulher de armas, que sofreu tanto e já esqueceu muita coisa. A única avó que tenho, apaixonada por homens famosos que deseja beijar (palavras dela), tem 81 anos e pinta os olhos. Usou calças, teve leitor de VHS e telemóvel primeiro que qualquer mulher da idade dela. Tem pena que o Freddie Mercury fosse gay e adora broa, como eu.
A Binhas apanhou uma gripe e de repente ficou muito pequenina, quando a vi a tremer de febre. Veio-me à cabeça o tempo em que eu era mais baixa do que ela e ela tomava conta de nós. Dava-nos bolachas maria com manteiga, punha-nos a ver desenhos animados e deixava-nos brincar com toda a quinquilharia da casa. Comia morangos com açúcar e no fim lambia o pires. Dormíamos juntas e ela contava histórias, víamos as teias de aranha no tecto, cantava para mim e passava a noite toda a cobrir-me para eu nunca apanhar frio. Fazia bife com batatas (fritas ou cozidas) e nunca me esquecerei do arroz dela. Agora, como é uma mulher moderna, aquece as coisas congeladas no microondas e pronto.
A minha avó ficou pequenina e tão frágil, com febre e tosse e eu lembrei-me do Alberto Caeiro com vontade de chorar.


"Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é."

(O Guardador de Rebanhos)

21 de fevereiro de 2007

outros carnavais


No infantário. Eu e a minha Di*.
Amigas que são como irmãs, não é toda a gente que tem!

*Dá-lhe agora, chorona :)

31 de janeiro de 2007

Bem-vinda, Letícia!



Este post vai para o outro lado do Atlântico, para os meus amigos queridos Fê e Celão, que viram nascer ontem a sua segunda filha, a Letícia.
Eu conheci a primeira (ainda na barriga) e pintei-lhe o quarto com sapinhos. Como ainda não tratei as fotos, não as pus online, mas cá vai o meu abraço cheio de amor para os quatro, através de dois desses sapinhos que fiz para a Bruna.
Felicidades!

14 de janeiro de 2007

Mamã


do BabyAnimalz