Mostrar mensagens com a etiqueta alucinações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alucinações. Mostrar todas as mensagens

10 de agosto de 2007

quando...


... uma mulher de 25 anos se sente observada por um inimigo imaginário e sabe que um simples espirro pode desencadear uma violentíssima avalanche de roupa por passar, essa mulher deve tomar uma atitude: escrever um post sobre o assunto. *

12 de abril de 2007

30 cm fazem toda a diferença

Alucinei de novo. Ia na estrada a caminho da escola, já na aldeia. Ainda a tremer de medo, tirei uma brilhante conclusão:

Uma mulher da aldeia, com 1.50 m de altura, uns 70 anos de idade, vestida de preto, lenço na cabeça, poucos dentes na boca e foice na mão, é só uma senhora viúva.
Uma mulher da aldeia, com 1.80 m de altura, uns 70 anos de idade, vestida de preto, lenço na cabeça, poucos dentes na boca e foice na mão, é a Morte.

9 de abril de 2007

alucinando

Costumo observar coisas que ninguém observa, o que me torna distraída em relação ao resto das coisas e muito parvinha, porque me rio sozinha. Na feira de Viana, arrependi-me para sempre de não ter tirado (porque a dona da banca estava a ver) esta foto: um soutien tigresse pendurado num ponto alto, de maneira que, diante da árvore que estava mesmo atrás (cheia de folhas novas, tão verdes que pareciam amarelas), parecia feito do mesmo material, parecia feito de Primavera. Ninguém mais parou para ver o soutien pindérico e a composição maravilhosa e eu, não peguei na máquina.
Mas depois vinguei-me. Tive uma alucinação com balões ao som do André Sardet.


- Nataaaaacha...
- Epá morri e fui para o céu. Quem és tu?... Noddy?!
- Siiiiiiiiiiiiim Nataaaaaaaaaaaaaaacha...
- Então... quando um desenho-animado morre...?
- Sim, Nataaaaaacha...

2 de abril de 2007

serenata de amor

Eles falam comigo. Hoje estava eu lá na casa da Babá, a pintar. Começo a ouvir vozes em falsete:
"Os bombonzinhos à volta da Natacha
Lala lala lalala lala lala...
Come-me a mim!
Eu primeiro!
Só mais um! Só mais um!
Eu! Eu!
Estás sob o nosso podeeer...
Come-noooooooooooooooos..."

Pergunto-me como irei dançar de bibe no Teatro Municipal Sá de Miranda, em Junho próximo...

1 de abril de 2007

de volta ao porto

Descobri porque fico eléctrica quando vejo doces e fumei um maço de cigarros de chocolate inteiro para me acalmar.

Descobri que na rua Miguel Bombarda os cães deixaram de fazer cocó.

30 de março de 2007

ex-beyonat

Afinal não quero ser cantora. Quero ser tertuliana no programa da Fátima Lopes. Quero falar da vida alheia.
O que eu queria mesmo era poder sentar-me no meio de outros famosos como eu, fazer das revistas meus livros e comentar num tom coloquial, a gravidez da Elsa Raposo e as namoradas do Cristiano Ronaldo. O que eu queria era falar para os milhões de portugueses que me ouvissem, dizendo que investiguei e que sei, por fontes seguras, que a Merche Romero não pôs silicone nas mamas. Queria mesmo era falar com mais segurança e convicção da vida dos outros do que da minha. Discutir seriamente com os restantes tertulianos e com a apresentadora que adoro, temas como o divórcio da Marina Mota ou o casamento do João Pinto.
Ando aqui eu, mais uma vez, a pensar que sou feliz rodeada de crianças, tinta, bonecos imaginários e muita risota com os meus amigos anónimos, em jantarecos pobres, de fato-de-treino vestido... O que eu quero é ser tertuliana e falar como quem apresenta um jornal da noite!

27 de março de 2007

mtv girl

Às vezes penso em que rumo teria tomado a minha vida se, em vez de ter passado a minha adolescência a ver desenhos-animados, tivesse tido Tvcabo e visto canais de música. É que ainda hoje fico abalada por uma espécie de sonho americano, quando vejo Mtv.
O que eu queria mesmo era ser cantora.
Queria aparecer na televisão e usar roupas que me favorecessem.
Queria ter um agente que me orientasse e um batalhão de maquilhadores que convencesse toda a gente, incluindo eu mesma, de que não tenho celulite e estrias.
O que eu queria mesmo era ser de plástico, ter extensões loiras no cabelo e alguém que fizesse tudo por mim, até arrotar.
Queria ter aquele vento contra a minha cara e a favor do meu cabelo incrível, 24h por dia.
Queria usar casacos de pele, pestanas de pêlo de marta e colares de diamantes.
Ter glitter por todo o meu corpo e depilação definitiva desde as unhas dos pés até às palmas das mãos.
O que eu queria mesmo era roçar-me pelas paredes como quem tem sarna, com ar de paralisia facial.
Ter as mamas sempre arrumadas.
Usar saltos altos como se fossem parte de mim.
Queria esquecer que um dia já tinha tocado guitarra e usado calças de ganga em videoclips. Pensar apenas nas coreografias sensuais, nos meus abdominais e em como vou mostrar a todos que emagreci 5 kg.

O que eu queria mesmo era esquecer que já fui pobre, fui pintora e professora de crianças malcriadas. Queria esquecer que já pesei 74 kg, que tive pêlos nas pernas e que à noite usava uma t-shirt qualquer para dormir, aparelho na boca e caía para o lado, morta de sono, afundada em marcadores e blocos de desenho, numa paz profunda.


Quem não viu ainda? The Dove Self-esteem Fund.

20 de março de 2007

emagrecia

Foi o que li no vidro da saída de emergência do autocarro para Lisboa. E já não estava enjoada! Agora até li "eu emagrecia". Depois ninguém acredita que eu alucino. Mas alucino.

18 de março de 2007

o gigante invisível


Eu sei que tenho alucinações. Sei que quando estou a dormir falo e que depois de muitas horas a pintar vejo e ouço coisas. Mas isto é verdade. Eu não tenho vertigens. Existe um gigante que vive no escadote. Assim que eu passo do terceiro degrau, ele agarra-me as pernas. Deixando-me imobilizada devido ao medo de entornar a tinta ou espetar o pincel na parede, ele sacode-me
violentamente para ver se eu caio. Mas como sou forte e não tenho medo de alturas, aguento firme lá em cima.

11 de março de 2007

avic

Hoje enfiei-me numa caixa com rodas aos trambolhões estrada fora para Lisboa, em direcção à mi primi que conheço faz hoje 23 anos. De Esposende até ao Porto tudo o que vi me ajudava a ter vómitos. Cada balanço do autocarro me fazia salivar, revirar os olhos e suspirar por ajuda. "Ai Bruno..." Depois de uma super-praga-imaginária rogada ao condutor do autocarro, finalmente adormeci.
A companhia que me trouxe até Lisboa, AVIC: Ai Você Imaginava o Cuê?

7 de março de 2007

pinça


Bendita és tu entre as sobrancelhas.
(Quando o Bruno vir vai-me matar! Ahahaha!)

5 de março de 2007

cogumelo

A minha cabeça neste momento. Capacete de laquê.
Quando entro no cabeleireiro sei que estou a passar para uma realidade paralela, onde as pessoas falam português mas não entendem o que eu digo. Tento explicar muito bem, com gestos e exemplos mas isso não adianta nada, assim como de nada valem as minhas orações enquanto finjo ler a Nova Gente e a Maria, pois quem tem a tesoura na mão já começou a concretizar o que tem em mente.
Hoje o corte ficou mesmo bom. Mas a menina que me secou o cabelo transformou-me na minha professora de Português do 12º ano.
Linguagem de cabeleireiro que já consegui traduzir:
"Qual o champô que costuma usar? Algum em especial?" - Tradução: "Deseja que lhe lave a cabeça com algum champô específico, por mais €1.50?"
"Costuma usar amaciador?" - Tradução: "Deseja que lhe aplique amaciador, por mais €1.50?"

26 de fevereiro de 2007


Nunca acreditei no Pai Natal mas acreditei até muito tarde que a roupa que eu deitava para lavar, aparecia dobradinha por magia.
Hoje ainda gosto mais da minha mãe.

24 de janeiro de 2007

Querida Sra. Agente:

Permite-me que te trate por tu (tu nem sequer "bom dia" me disseste quando te dirigiste a mim e além disso o blog é meu, faço o que quero).
Quero que saibas que te vi no outro dia. Tu não me viste, mas eu roguei-te uma das minhas poderosas super pragas imaginárias e fiquei sossegada por saber que ao virar da esquina, um vaso te cairia em cima.
Também quero que saibas que no dia em que abusaste da autoridade que tens e me faltaste ao respeito, me ofendeste e eu chorei. Graças a isso penso em ti muitas mais vezes do que queria e, por isso mesmo, te roguei uma outra super praga imaginária: sempre que eu pensar em ti, vais engordar mais um quilo. Percebes agora?... Bem feita.

16 de janeiro de 2007

O dom


Tenho um dom magnífico. Ouço vozes. Vozes de seres que falam e que ninguém ouve. Ouço as suas vozes vindas de dentro de caixas, latas, papéis, plásticos e, em Dezembro, até vindas da árvore de Natal.
Os doces falam comigo. Dizem o meu nome e eu não posso ignorar o seu chamamento. E quanto mais colesterol têm, melhor os ouço.

15 de janeiro de 2007

Alucinações




Às vezes sinto saudades do Porto. Outras vezes não.

14 de janeiro de 2007

Vamos vamos!


A minha cronofobia parece piorar a cada dia que passa. Tenho 24 anos e sinto-me velha. Se pudesse punha a vida num copo e bebia-a de uma assentada.
Tenho tantas ideias, tantas!... Aparecem-me diante dos olhos a uma velocidade que me paralisa e fico assim, sem sequer tomar nota.

12 de janeiro de 2007

Fobia do tempo

Olho para as horas e são 13h08. Cinco minutos depois já são 14h26 e eu entro em pânico. Acontece-me tantas vezes...