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2 de maio de 2007
ruminante
Ainda com a armadilha da C.M.P. na cabeça, penso na Dona S. que me pediu ontem, desesperadamente, 5 euros para comprar leite ao neto. 210 euros é muito dinheiro. São 42 contos e eu ainda tenho respeito pelas pessoas que passam fome. Não gasto dinheiro à toa. Recuso-me, independentemente de ter dinheiro na conta, a pagar a multa. Por mim, pelo neto da Dona S. e pelo mundo que eu teimo em mudar.
rebocada
Fui ao Porto despedir-me mais um bocadinho da Di. Estacionei no único lugar livre que havia. Hoje às 13h todos os carros tinham sido rebocados. Motivo: obras.
Não fiquei atrapalhada nem histérica, a Di fez isso por mim. Liguei para todos os números que me levariam até ao meu carro. Falei com pessoas simpáticas que me deram música e lá fomos nós em busca do parque de estacionamento onde algumas dezenas de carros esperavam pelos seus donos.
O parque era no fim do mundo e nós carregadas com sacos e coisas minhas. Finalmente descemos um túnel e encontrámos dois senhores numa cabine a contar moedas. Entretanto começam a chegar outros donos de carros rebocados. Já me tinham dito ao telefone que teria de pagar €60. E paguei. Entretanto, na fila para a cabine, uma senhora na mesma situação que eu perguntou-me se era esse o valor total a pagar. Eu disse que sim mas fui interrompida por um dos senhores. Os €60 são pelo reboque e pela estadia no seu parque com vista para o Douro. Agora há-de vir parar à minha caixa de correio uma multa de €150 de estacionamento proibido.
Pois foi aí que eu perdi a paciência (que estava a esgotar-se lentamente à medida que um dos senhores preenchia a passo de caracol a minha ficha). Vou descrever as circunstâncias em que estacionei:
Pergunta: "Alguém que já estacionou na Rua da Torrinha se põe a observar a presença de plaquinhas discretinhas afixadas nos postes que já lá estão há meses (se não anos)?
Outra pergunta:
"Alguém que conhece o trânsito e respectiva sinalização da cidade do Porto, leva a sério uma plaquinha amarelinha?"
Só mais uma:
"Não será um pouco perverso colocar chapinhas das obras em postes para os quais já ninguém olha (uma vez que a Câmara Municipal não substituiu a máquina dos tickets), tentando subitamente pô-los a funcionar?"
Ora eu acabo de descobrir por experiência própria que é muito mais lucrativo correr os carros todos a multas de €210 num dia, do que cobrar pelo estacionamento à hora durante meses. E melhor ainda é esconder chapinhas, em vez de colar avisos nas portas dos prédios. Realmente não há por que pôr uma máquina nova na rua da Di.
Pergunta:
Quem adivinha se eu vou ou não pagar os €150?
Não fiquei atrapalhada nem histérica, a Di fez isso por mim. Liguei para todos os números que me levariam até ao meu carro. Falei com pessoas simpáticas que me deram música e lá fomos nós em busca do parque de estacionamento onde algumas dezenas de carros esperavam pelos seus donos.
O parque era no fim do mundo e nós carregadas com sacos e coisas minhas. Finalmente descemos um túnel e encontrámos dois senhores numa cabine a contar moedas. Entretanto começam a chegar outros donos de carros rebocados. Já me tinham dito ao telefone que teria de pagar €60. E paguei. Entretanto, na fila para a cabine, uma senhora na mesma situação que eu perguntou-me se era esse o valor total a pagar. Eu disse que sim mas fui interrompida por um dos senhores. Os €60 são pelo reboque e pela estadia no seu parque com vista para o Douro. Agora há-de vir parar à minha caixa de correio uma multa de €150 de estacionamento proibido.
Pois foi aí que eu perdi a paciência (que estava a esgotar-se lentamente à medida que um dos senhores preenchia a passo de caracol a minha ficha). Vou descrever as circunstâncias em que estacionei:
- Fim de tarde;
- chove;
- a rua está repleta de carros estacionados;
- sei que a máquina de pagamento do estacionamento não existe, logo não há obrigação de pagar nada.
Pergunta: "Alguém que já estacionou na Rua da Torrinha se põe a observar a presença de plaquinhas discretinhas afixadas nos postes que já lá estão há meses (se não anos)?
Outra pergunta:
"Alguém que conhece o trânsito e respectiva sinalização da cidade do Porto, leva a sério uma plaquinha amarelinha?"
Só mais uma:
"Não será um pouco perverso colocar chapinhas das obras em postes para os quais já ninguém olha (uma vez que a Câmara Municipal não substituiu a máquina dos tickets), tentando subitamente pô-los a funcionar?"
Ora eu acabo de descobrir por experiência própria que é muito mais lucrativo correr os carros todos a multas de €210 num dia, do que cobrar pelo estacionamento à hora durante meses. E melhor ainda é esconder chapinhas, em vez de colar avisos nas portas dos prédios. Realmente não há por que pôr uma máquina nova na rua da Di.
Pergunta:
Quem adivinha se eu vou ou não pagar os €150?
16 de abril de 2007
mais que mil palavras
Ainda de volta da conspiração, encontrei aqui esta imagem, criada por um senhor da Nike e da Vodafone chamado Alvaro Sotomayor e que ilustra tão bem o que eu sinto. Eu coloco-me no lugar do touro e imagino como seria. E não me venham com a conversa de que as pegas e os forcados não fazem mal ao animal. Afinal, quem gostaria de ser torturado, enfraquecido através da perda de sangue e depois lançado a um monte de homens ridiculamente vestidos que nos puxam pelo rabo e brincam a uma brincadeira tão divertida com o nosso corpo moribundo? E cavalo, alguém queria ser? E touro na aldeia da Ponte?
14 de abril de 2007
e pronto, tourada outra vez
Para preparar o abaixo-assinado, tenho de me informar muito informadazinha e comecei por ir ver quais são os países que ainda praticam tourada. É lógico que me mexe com as entranhas ler e ver o que os sites de defesa dos animais me apresentam e o que é mais triste: a tourada faz de mim uma pessoa pior. Não há vez em que eu não deseje as piores coisas do mundo aos toureiros, não há vez em que não ferva dentro de mim um ódio tão grande que ganho vontade de fazer e dizer coisas muito muito más.
Felizmente há associações incríveis que me fornecem toda a informação necessária, o que torna a minha abordagem à Câmara Municipal muito mais fácil, fundamentada e rigorosa. Longe de mim parecer lamechas a dizer que coitadinhos dos touros, gosto tanto deles e que queria mesmo era que os pró-tourada fossem todos para um super-mega-campo-de-concentração onde chovessem bandarilhas.
O que quero fazer, para além do abaixo-assinado lido, amarrotado e assinado a caneta Bic, é um email dirigido ao Presidente da Câmara, à semelhança dos que a PETA faz e que qualquer pessoa possa assinar e enviar apenas uma vez. Uma vez ouvi o Bill Gates dizer que quando se mostra às pessoas um determinado problema e a possível resolução para ele, elas se mobilizam. E se o Bill Gates disse, deve ser verdade. Não perco nada em fazer isto, até porque hoje é Sábado e estou a fingir que não tenho de ir ao supermercado.
Tentando comover um pouco quem se quiser juntar a mim, primeiro, a vergonha de ter Portugal na lista dos 9 (nove!) países com tradição de festa bárbara (e não brava); segundo, a vida secreta das vacas e factos fascinantes.
"The animals you eat are not those who devour others; you do not eat the carnivorous beasts, you take them as your pattern. You only hunger after sweet and gentle creatures who harm no one, which follow you, serve you, and are devoured by you as the reward of their service."
Felizmente há associações incríveis que me fornecem toda a informação necessária, o que torna a minha abordagem à Câmara Municipal muito mais fácil, fundamentada e rigorosa. Longe de mim parecer lamechas a dizer que coitadinhos dos touros, gosto tanto deles e que queria mesmo era que os pró-tourada fossem todos para um super-mega-campo-de-concentração onde chovessem bandarilhas.
O que quero fazer, para além do abaixo-assinado lido, amarrotado e assinado a caneta Bic, é um email dirigido ao Presidente da Câmara, à semelhança dos que a PETA faz e que qualquer pessoa possa assinar e enviar apenas uma vez. Uma vez ouvi o Bill Gates dizer que quando se mostra às pessoas um determinado problema e a possível resolução para ele, elas se mobilizam. E se o Bill Gates disse, deve ser verdade. Não perco nada em fazer isto, até porque hoje é Sábado e estou a fingir que não tenho de ir ao supermercado.
Tentando comover um pouco quem se quiser juntar a mim, primeiro, a vergonha de ter Portugal na lista dos 9 (nove!) países com tradição de festa bárbara (e não brava); segundo, a vida secreta das vacas e factos fascinantes.
"The animals you eat are not those who devour others; you do not eat the carnivorous beasts, you take them as your pattern. You only hunger after sweet and gentle creatures who harm no one, which follow you, serve you, and are devoured by you as the reward of their service."
Jean-Jacques Rousseau
sem rodeios


Não me importa se há coisas mais graves a acontecer neste momento. Quando penso que algures na Terra acontece isto, só desejo que acabe. E sabendo que alguém me põe nas mãos a possibilidade de me manifestar, assinando e enviando uma petição já redigida e endereçada, a minha obrigação é fazer alguma coisa.
Não me importa se é noutro país, se não acontece no meu. Acontece no meu planeta e, num rodeio, a última coisa que eu queria ser era bovino.
Por favor assinem a petição.
E por falar no nosso país, vou fazer correr um abaixo-assinado para que, por altura das Festas da Agonia deixe de haver tourada em Viana do Castelo. Vou sim.
2 de abril de 2007
vou mesmo falar desta porcaria

Que teria sido de nós, nobre povo, nação valente e imortal, se em 1500 os índios tivessem criado um partido destes?
De facto eu devo ser estúpida. Primeiro, porque me considero uma cidadã do mundo e porque acho que há espaço para todos; segundo, porque me apaixonei por um imigrante (devendo este ser também estúpido, uma vez que a boa vida que pretendia encontrar no primeiro mundo, ainda não lhe apareceu).
Começo a sentir um pouco de medo das pessoas que votaram nos "Grandes Portugueses".
30 de março de 2007
ex-beyonat
Afinal não quero ser cantora. Quero ser tertuliana no programa da Fátima Lopes. Quero falar da vida alheia.
O que eu queria mesmo era poder sentar-me no meio de outros famosos como eu, fazer das revistas meus livros e comentar num tom coloquial, a gravidez da Elsa Raposo e as namoradas do Cristiano Ronaldo. O que eu queria era falar para os milhões de portugueses que me ouvissem, dizendo que investiguei e que sei, por fontes seguras, que a Merche Romero não pôs silicone nas mamas. Queria mesmo era falar com mais segurança e convicção da vida dos outros do que da minha. Discutir seriamente com os restantes tertulianos e com a apresentadora que adoro, temas como o divórcio da Marina Mota ou o casamento do João Pinto.
Ando aqui eu, mais uma vez, a pensar que sou feliz rodeada de crianças, tinta, bonecos imaginários e muita risota com os meus amigos anónimos, em jantarecos pobres, de fato-de-treino vestido... O que eu quero é ser tertuliana e falar como quem apresenta um jornal da noite!
O que eu queria mesmo era poder sentar-me no meio de outros famosos como eu, fazer das revistas meus livros e comentar num tom coloquial, a gravidez da Elsa Raposo e as namoradas do Cristiano Ronaldo. O que eu queria era falar para os milhões de portugueses que me ouvissem, dizendo que investiguei e que sei, por fontes seguras, que a Merche Romero não pôs silicone nas mamas. Queria mesmo era falar com mais segurança e convicção da vida dos outros do que da minha. Discutir seriamente com os restantes tertulianos e com a apresentadora que adoro, temas como o divórcio da Marina Mota ou o casamento do João Pinto.
Ando aqui eu, mais uma vez, a pensar que sou feliz rodeada de crianças, tinta, bonecos imaginários e muita risota com os meus amigos anónimos, em jantarecos pobres, de fato-de-treino vestido... O que eu quero é ser tertuliana e falar como quem apresenta um jornal da noite!
27 de março de 2007
mtv girl
Às vezes penso em que rumo teria tomado a minha vida se, em vez de ter passado a minha adolescência a ver desenhos-animados, tivesse tido Tvcabo e visto canais de música. É que ainda hoje fico abalada por uma espécie de sonho americano, quando vejo Mtv.
O que eu queria mesmo era ser cantora.
Queria aparecer na televisão e usar roupas que me favorecessem.
Queria ter um agente que me orientasse e um batalhão de maquilhadores que convencesse toda a gente, incluindo eu mesma, de que não tenho celulite e estrias.
O que eu queria mesmo era ser de plástico, ter extensões loiras no cabelo e alguém que fizesse tudo por mim, até arrotar.
Queria ter aquele vento contra a minha cara e a favor do meu cabelo incrível, 24h por dia.
Queria usar casacos de pele, pestanas de pêlo de marta e colares de diamantes.
Ter glitter por todo o meu corpo e depilação definitiva desde as unhas dos pés até às palmas das mãos.
O que eu queria mesmo era roçar-me pelas paredes como quem tem sarna, com ar de paralisia facial.
Ter as mamas sempre arrumadas.
Usar saltos altos como se fossem parte de mim.
Queria esquecer que um dia já tinha tocado guitarra e usado calças de ganga em videoclips. Pensar apenas nas coreografias sensuais, nos meus abdominais e em como vou mostrar a todos que emagreci 5 kg.
O que eu queria mesmo era esquecer que já fui pobre, fui pintora e professora de crianças malcriadas. Queria esquecer que já pesei 74 kg, que tive pêlos nas pernas e que à noite usava uma t-shirt qualquer para dormir, aparelho na boca e caía para o lado, morta de sono, afundada em marcadores e blocos de desenho, numa paz profunda.

O que eu queria mesmo era ser cantora.
Queria aparecer na televisão e usar roupas que me favorecessem.
Queria ter um agente que me orientasse e um batalhão de maquilhadores que convencesse toda a gente, incluindo eu mesma, de que não tenho celulite e estrias.
O que eu queria mesmo era ser de plástico, ter extensões loiras no cabelo e alguém que fizesse tudo por mim, até arrotar.
Queria ter aquele vento contra a minha cara e a favor do meu cabelo incrível, 24h por dia.
Queria usar casacos de pele, pestanas de pêlo de marta e colares de diamantes.
Ter glitter por todo o meu corpo e depilação definitiva desde as unhas dos pés até às palmas das mãos.
O que eu queria mesmo era roçar-me pelas paredes como quem tem sarna, com ar de paralisia facial.
Ter as mamas sempre arrumadas.
Usar saltos altos como se fossem parte de mim.
Queria esquecer que um dia já tinha tocado guitarra e usado calças de ganga em videoclips. Pensar apenas nas coreografias sensuais, nos meus abdominais e em como vou mostrar a todos que emagreci 5 kg.
O que eu queria mesmo era esquecer que já fui pobre, fui pintora e professora de crianças malcriadas. Queria esquecer que já pesei 74 kg, que tive pêlos nas pernas e que à noite usava uma t-shirt qualquer para dormir, aparelho na boca e caía para o lado, morta de sono, afundada em marcadores e blocos de desenho, numa paz profunda.

Quem não viu ainda? The Dove Self-esteem Fund.
20 de março de 2007
ódio
Depois dos posts da felicidade, vem ódio. Os meus ódios viscerais. Tudo porque estou aqui na casa dos meus pais, que tem tvcabo e acabo de ver o resumo da biografia de um toureiro espanhol, no canal das biografias. A imagem que melhor o ilustra: enfiar uma espada por um touro adentro, que ainda se enche de forças para desatar aos saltos de dor. Estou tentada a ir lá a baixo, pegar num facalhão, enfiá-lo pelo cachaço da Mimi abaixo e sentir-me biografável.
Uma vez, no café, estava eu com a Cilu a projectar o Barco dos Sonhos (onde os animais vão para o céu, pescam estrelas e brincam com nuvens), quando uma rapariga pede para se mudar de canal para a tourada (era a reabertura do Campo Pequeno). Ficámos logo enjoadinhas e eu, desde esse dia não posso ver a miúda. É que Viana City é muito pequena e todos nos conhecemos. O touro não sofre! Garanto-te que não dói! Garanto-te que não dói! Dizia ela a um amigo. Eu não sei o que me segurou ali calada. Não foi vergonha. Acho que foi respeito por ela, pena de a envergonhar diante dos amigos pouco entendidos de tourada, com o que tinha debaixo da língua para lhe dizer. Pois digo agora.
Odeio:
Uma vez, no café, estava eu com a Cilu a projectar o Barco dos Sonhos (onde os animais vão para o céu, pescam estrelas e brincam com nuvens), quando uma rapariga pede para se mudar de canal para a tourada (era a reabertura do Campo Pequeno). Ficámos logo enjoadinhas e eu, desde esse dia não posso ver a miúda. É que Viana City é muito pequena e todos nos conhecemos. O touro não sofre! Garanto-te que não dói! Garanto-te que não dói! Dizia ela a um amigo. Eu não sei o que me segurou ali calada. Não foi vergonha. Acho que foi respeito por ela, pena de a envergonhar diante dos amigos pouco entendidos de tourada, com o que tinha debaixo da língua para lhe dizer. Pois digo agora.
Odeio:
- Tourada. Mais do que lutas de cães, de galos, mais do que rodeios, circos e jardins zoológicos. Gostava que todos os toureiros sentissem por uma vez apenas, o que os touros sentem.
- O supermercado ao Domingo, repleto de famílias inteiras que vêm com a roupa da missa passear com o bebé e a avó bigoduda. Odeio ter de lá ir.
- Má-educação. Fico colérica quando alguém não diz olá, por favor ou obrigado.
- Funcionários-mal-encarados-tipo-a-da-segurança-social- -que-disse-foda-se-duas-vezes-diante-de-mim.
- Agentes da autoridade que abusam da autoridade que têm.
- Pessoas que furam filas. Além de furarem filas, desconhecem o poder das minhas super-pragas-imaginárias.
- Pessoas que deitam lixo para o chão. Pessoas que deitam o cigarro para fora da janela do carro.
- O Marcelo Rebelo de Sousa. Nunca mais o pude ver. Nunca mais. Nunca mais. Assim não.
2 de março de 2007
faróis de nevoeiro
Só depois de 100 posts é que me lembro deste tema! Sempre tive vontade de gritar ao mundo a minha raivinha dos condutores portugueses. Sempre vi o "Levanta-te e Ri" à espera que alguém abordasse o tema, sonhei ser comediante só para poder gozar com a cara deles e ser aplaudida de pé.
Esses senhores que quando compram o carro, o compram com uma série de extras. Não importa se desrespeitam o código da estrada, desde que os seus carros tenham jantes de liga leve, ar condicionado e, claro, faróis de nevoeiro (o que faz de qualquer cromo, um bom condutor). Ora, estes últimos nunca têm a sorte de lhes aparecer um belo nevoeiro, uma chuva intensa, uma queda de granizo, um nevão, uma tempestade de areia, um fim do mundo. E como os condutores dos carros quitados sabem isso, sabendo também que pagaram - e bem - para ter mais três faróis do que a maioria dos condutores trenguinhos como eu, toca a arranjar um fenómeno natural que justifique os belos faróis. O pôr-do-sol.
Odeio-os! Rogo-lhes super-pragas-imaginárias das mais poderosas. Odeio vê-los passar de mínimos ligados (prova de que não é necessário acender as luzes, porque ainda são 17h) e aqueles dois focos que me cegam completamente, a exibir o carrão que compraram e que tem luzes que brilham. Odeio-os ainda mais à noite, quando vêm atrás de mim e me encandeiam.
"Ah! Anoiteceu, 'bora ligar as luzes. Oh não! Era só uma nuvem..."
Esses senhores que quando compram o carro, o compram com uma série de extras. Não importa se desrespeitam o código da estrada, desde que os seus carros tenham jantes de liga leve, ar condicionado e, claro, faróis de nevoeiro (o que faz de qualquer cromo, um bom condutor). Ora, estes últimos nunca têm a sorte de lhes aparecer um belo nevoeiro, uma chuva intensa, uma queda de granizo, um nevão, uma tempestade de areia, um fim do mundo. E como os condutores dos carros quitados sabem isso, sabendo também que pagaram - e bem - para ter mais três faróis do que a maioria dos condutores trenguinhos como eu, toca a arranjar um fenómeno natural que justifique os belos faróis. O pôr-do-sol.
Odeio-os! Rogo-lhes super-pragas-imaginárias das mais poderosas. Odeio vê-los passar de mínimos ligados (prova de que não é necessário acender as luzes, porque ainda são 17h) e aqueles dois focos que me cegam completamente, a exibir o carrão que compraram e que tem luzes que brilham. Odeio-os ainda mais à noite, quando vêm atrás de mim e me encandeiam.
"Ah! Anoiteceu, 'bora ligar as luzes. Oh não! Era só uma nuvem..."
24 de janeiro de 2007
Querida Sra. Agente:
Permite-me que te trate por tu (tu nem sequer "bom dia" me disseste quando te dirigiste a mim e além disso o blog é meu, faço o que quero).
Quero que saibas que te vi no outro dia. Tu não me viste, mas eu roguei-te uma das minhas poderosas super pragas imaginárias e fiquei sossegada por saber que ao virar da esquina, um vaso te cairia em cima.
Também quero que saibas que no dia em que abusaste da autoridade que tens e me faltaste ao respeito, me ofendeste e eu chorei. Graças a isso penso em ti muitas mais vezes do que queria e, por isso mesmo, te roguei uma outra super praga imaginária: sempre que eu pensar em ti, vais engordar mais um quilo. Percebes agora?... Bem feita.
Quero que saibas que te vi no outro dia. Tu não me viste, mas eu roguei-te uma das minhas poderosas super pragas imaginárias e fiquei sossegada por saber que ao virar da esquina, um vaso te cairia em cima.
Também quero que saibas que no dia em que abusaste da autoridade que tens e me faltaste ao respeito, me ofendeste e eu chorei. Graças a isso penso em ti muitas mais vezes do que queria e, por isso mesmo, te roguei uma outra super praga imaginária: sempre que eu pensar em ti, vais engordar mais um quilo. Percebes agora?... Bem feita.
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